Fala Produtor

  • Fernando Engler Palotina - PR 28/02/2017 21:54

    Pois é Sr. Carlos, é uma soma de objetivos e que culminam com o produtor pagando o pato... Sobre essa questão dos fungicidas a Sociedade Rural de Palotina e o Sindicato Rural de Palotina também enviaram ofícios para o governador do Estado, secretário da agricultura e deputados estaduais:

    "REQUEREM que o Governador do Estado do Paraná interceda na Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná para SUSPENDER a portaria ADAPAR nº 91 de 21 de maio de 2015, que dispõe sobre agrotóxicos e afins, e cujo resultado impede a comercialização de diversos defensivos agrícolas disponíveis aos produtores brasileiros no Estado do Paraná, dentre os quais diversos produtos fungicidas fundamentais para o controle de doenças da soja.

    Nossos argumentos pela suspensão da portaria são:

    1) Compete ao Ministério da Agricultura liberar ou proibir os agrotóxicos devido à sua eficiência, ao Ministério de Meio Ambiente liberar ou proibir os agrotóxicos devido ao seu impacto ambiental e ao Ministério da Saúde liberar ou proibir os agrotóxicos devido a sua segurança para a saúde humana e animal: a. Às Secretarias de Agricultura Estaduais compete cadastrar os agrotóxicos conforme o que foi registrado a nível nacional e fiscalizar o uso correto dentro do Estado; b. O Cadastro Estadual de Agrotóxicos não tem poder de reavaliar os agrotóxicos, serve exclusivamente para descrever o uso autorizado pelos órgãos federais competentes, impedindo alguns Estados de proibirem determinado produtos que possam ser utilizados em outros Estados, ferindo o princípio de \"federação\" de nosso País garantidos em nossa Constituição Federal; c. O papel institucional das Secretarias de Agricultura Estaduais é fomentar e incentivar as atividades produtivas e não criar barreiras ao desenvolvimento do setor produtivo; d. Por que só o Estado do Paraná tem essa política de reavaliar os agrotóxicos liberados no Brasil? Certamente essa política não é para ajudar os produtores rurais;

    2) No caso de surgir algum problema de eficiência ou segurança envolvendo agrotóxicos, é dever das Secretarias de Agricultura Estaduais: a. Informar o órgão federal competente para que providências sejam tomadas em todo o território nacional; b. Alertar os produtores e técnicos envolvidos nas áreas afins; c. Recolher provas dos problemas encontrados para subsidiar os produtores rurais que foram prejudicados e queiram processar os fabricantes; 3) Baseado no artigo 3º, § 1º desta portaria, somente um trabalho da EMBRAPA sobre a eficiência de fungicidas para controle de ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) pode servir de desculpa para a ADAPAR proibir várias dezenas de produtos fungicidas utilizados na cultura da soja no Paraná: a. O trabalho em questão é apresentado na forma de médias nacionais e que não se aplicam necessariamente ao nosso Estado, pois são realizados, propositadamente, em áreas e épocas de alta pressão do patógeno, o que não ocorre na maior parte das áreas de soja do Paraná; b. Apesar de apresentarem redução de controle nas condições de alta incidência da doença, nas condições normais, de baixa pressão do patógeno, estes produtos são eficientes, o que representa a maior parte das áreas cultivadas com a soja no Estado do Paraná; c. Vários produtos listados são fundamentais ao controle de outras doenças que ocorrem na soja, e pode ocorrer proibição destes produtos por inadequações burocráticas nos rótulos, o que acarretaria em perdas consideráveis aos produtores paranaenses; d. A ADAPAR alega que o aparecimento de resistência do fungo a vários fungicidas nos últimos anos se deve ao uso de poucas moléculas para o seu controle, mas se o governo do Estado reduzir ainda mais a oferta destes produtos aptos ao controle da doença teremos aumento da pressão de seleção de genótipos resistentes e, consequentemente, maiores riscos a esta atividade fundamental à nossa economia; e. Os produtos fungicidas listados como pouco eficientes contra a ferrugem asiática e passíveis de proibição são compostos, na sua totalidade, de moléculas de domínio público, o que gera interesse das multinacionais do setor em sua interdição para poderem elevar os preços dos produtos mais modernos, que detêm patentes e rendem \"royalties\", diminuindo a concorrência e elevando-se em muito o custo aos produtores do Paraná; f. Compete a um engenheiro agrônomo recomendar ou não o uso destes agrotóxicos que não vem apresentando a eficiência mínima de 80% em condições de alta pressão do patógeno, sendo este o profissional habilitado para decidir se o uso do produto é limitado ou não nas diferentes condições climáticas que ocorrerão nas lavouras de soja do Paraná, em cada região e a cada safra; g. Seguindo as regras criadas pela portaria nº 91/2015, a ADAPAR deveria proibir os fungicidas modernos do grupo das carboxamidas, pois é sabido que as duas moléculas deste grupo de fungicidas autorizadas até o momento apresentam problemas que podem comprometer o seu funcionamento em um futuro próximo no controle da ferrugem asiática, um risco inadmissível: i. O produto ORKESTRA SC (fluxapiroxade + piraclostrobina) é sabidamente ineficiente em 80% para a ferrugem asiática em situações de alta incidência da doença, tanto que o próprio fabricante já registrou um produto alternativo (ATIVUM EC) que contempla a presença de um terceiro ingrediente ativo (epoxiconazole) para melhorar a eficiência no controle da doença; ii. Importante frisar que o ingrediente ativo \"epoxiconazole\" está na lista dos ativos que devem ser proibidos pela ADAPAR, pois alega-se que ele não é eficiente para o controle da ferrugem asiática; iii. O produto ELATUS (benzovindiflupir + azoxistrobina) não atende às recomendações do FRAC (Fungicide Resistance Action Committee), que recomenda que no caso de misturas, como este produto, os dois ingredientes ativos devem possuir mecanismos de ação diferentes, e o fazem, e apresentar eficiência isolada superior a 80%, e neste caso a estrobilurina da fórmula (azoxistrobina) não vem apresentando este percentual exigido, por sinal está muito abaixo disso, próximo de 20% em trabalhos análogos aos utilizados pela ADAPAR para a questão, o que coloca o produto em risco máximo para surgimento de resistência à carboxamida da fórmula, considerando que esta atua praticamente de forma isolada sobre a ferrugem asiática; h. Seguindo as regras criadas pela portaria nº 91/2015, a ADAPAR deveria proibir também os fungicidas multissítio recomendados para controle de ferrugem asiática, como por exemplo o Mancozebe, uma vez que estes produtos apresentam eficiência inferior aos 80% quando utilizados isoladamente: i. Estes produtos só funcionam em mistura de tanque com produtos eficientes contra a ferrugem, funcionando de forma complementar para evitar a seleção dos genótipos resistentes; ii. Indiferente a esse efeito complementar, interessantíssimo e fundamental, gerado pelos fungicidas multissíto, as regras da portaria nº 91/2015 da ADAPAR dizem que eles devem ser eficientes sozinhos, e não o fazem; iii. A mistura de tanque é proibida pela legislação atual; 4) Esta portaria da ADAPAR cria regras que permite a si mesmo proibir ou restringir o produto que lhe convier, gerando risco de parcialidade da instituição: a. É preciso impedir esse abuso de poder do Estado sobre o cidadão; b. Permite que poucas pessoas decidam quando as regras valem ou não; c. Possibilita a proibição de produtos estratégicos, aumentando exorbitantemente o lucro de outros; d. Só seremos um País genuinamente democrático quando as regras forem iguais para tudo e para todos; Reconhecemos a importância e a necessidade das fiscalizações da Secretaria Estadual de Agricultura e do Abastecimento através da ADAPAR para a segurança e para a qualidade da atividade rural, seus produtos e sub-produtos, porém os excessos e os abuso são prejudiciais às cadeias produtivas. Já dizia Ronald Regan, \"quanto maior o Estado, menor a liberdade\". Esperamos que o governo estadual fique ao lado dos produtores rurais e não contra eles, evitando a criação de barreiras impeditivas ao desenvolvimento das cadeias produtivas do Estado neste momento tão delicado.\"

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      PARABÉNS !!! ... Nos seus comentários nota-se que além de falar com propriedade, você tem uma ampla visão dos problemas criados por decisões atravessadas, que impactam diretamente no produtor.

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  • Roberto Calzolari Nova Canãa do Norte - MT 28/02/2017 13:52

    Como ? altos preços ? pagar caro? Isto é alguma brincadeira??? ... estamos praticando preços da safra passada... safra com colheita de mais de 100 milhões de toneladas??!!! estou ouvindo este comentário há três safras.

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  • cordelio antonio lacerda Cristais - MG 28/02/2017 13:36

    Que belas imagens do nosso Brasil agricola aqui no NA !!!!. imagens do Brasil que produz alimento para o mundo! Hoje é dia 28/02/2017 um feriado nacional de carnaval??!!!,

    Sou produtor de cafe aqui no municipio de Cristais MG. Eu e minha esposa somos comerciante na mesma cidade, nao tenho nada contra a diversao do carnaval, mas sim com o nosso Brasil parado por quase uma semana, sem produzir, por causa de carnaval??!!. vejo aqui em casa que as bolsas americanas, asiaticas e euoropeias estão trabalhando normalmente... E também nossos herois agricultores tambem estão dando duro dentro de suas faszndas.

    EU SO QUERO SABER POR QUE NOSSAS AUTORIDADES URBANAS GOSTAM TANTO DE FERIADO?

    Me desculpem, em minha cidade os bancos, lotericas, prefeitura e varias lojas de qualquer seguimento só voltam a trabalhar no dia 2 ou 3 de março. Pode isso??!!!

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    • Renato Luiz Hannisch Santa Maria - RS

      Sr. Cordélio: o pior é que o Carnaval sequer faz parte dos feriados oficiais do Brasil, sendo possível o empregador manter seus funcionários trabalhando sem necessidade de horas extras. Confiram:

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    • Renato Luiz Hannisch Santa Maria - RS

      Sr. Cordélio: o pior é que o Carnaval sequer faz parte dos feriados oficiais do Brasil, sendo possível o empregador manter seus funcionários trabalhando sem necessidade de horas extras. Confiram:

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Sr Cordelio o senhor nasceu no Brasil?---As autoridades sao as primeiras a esbravejar que a REFORMA AGRARIA nao deu e nao esta' dando certo por causa das ZELITES-----Todo mundo toma cuidado e e' proibido dizer que a causa se deve a OGERIZA DO PESSOAL PEGAR NO PESADO--

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    • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

      Sr. Cordelio , não é o fato de gostar de Feriados. Todos dá Administração Pública (funcionários públicos) não possuem capacidade de Administração De Setores Públicos , e aí o feriado os ajuda a não enfrentar os problemas do dia a dia , que nós dá iniciativa privada temos que enfrentar todos os dias inclusive nos dias de carnaval ( hoje passei o dia trabalhando na Piscicultura , Aviários e o gado leiteiro ) eles não sabem que hoje é feriado . Na área pública isso pouco lhe interessa pois sabem que ao final do mês seus Salários já estão Garantidos.

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    • Joao Alberto Souza Soledade - RS

      BRASIL - Jamais vou entender este fenômeno chamado, Carnaval. Um povo sofrido, roubado, explorado, muitas vezes sem perspectivas, de uma hora pra outra, explode numa alegria sem motivo...sem limites, sem pudor.Homens que até sexta feira, trabalharam de terno e gravata, no sábado vão para as ruas, maquiados, vestidos de mulher, sutien por cima de peitos peludos, braços e pernas cabeludas, numa imitação grotesca e sem sentido do sexo feminino. Mulheres que se matam em trabalhos, muitas vezes degradantes e mal remunerados...sofrem nas filas de hospitais e creches, aparecem na passarela, cobertas de brilho e rebolando, como se não houvesse o amanhã. Os canalhas no poder, adoram esta orgia sem sentido, porque pelo menos por alguns dias, o povo está olhando pro outro lado, enquanto eles continuam sugando cada gota de sangue e cada centavo que puderem roubar. As ruas estão tomadas de foliões urrando de alegria...e eu me pergunto: VOCÊ ESTÁ ALEGRE PORQUÊ, Então me explica, seu trouxa...TA RINDO DE QUE???

      OTÁRIO ??? Sua vida melhorou de ontem pra hoje? Seu salário aumentou? Seu filho entrou numa boa escola? Se você cair de um trio elétrico e quebrar a cabeça, vão te levar para um bom hospital? Você terá água em casa, pra tomar banho, quando voltar da gandaia?

      Você irá pra rua com esta mesma vontade, pra protestar contra esta roubalheira absurda, que está destruindo a vc e ao nosso país?

      Por estas e outras que os governantes adoram Carnaval e eu jamais vou entender porque nosso povo é tão alienado.

      Arnaldo Jabur

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    • João Abib Mansur Curitiba - PR

      Perfeito

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  • Valdir Edemar Fries Itambé - PR 28/02/2017 11:43

    Senhor CLAUDIO GUERRA, fico feliz pelo senhor compartilhar a indignação de todos os produtores rurais "em relação à desuniformidade das sementes de milho e o descaso em relação ao assunto"... Porém quanto ao seus esclarecimentos, citando "EQUÍVOCOS NAS INFORMAÇÕES PRESTADAS" no artigo (https://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-principais/187536-incompetencia-do-ministerio-da-agricultura-ou-a-mafia-das-sementes-de-milho-por-valdir-fries.html#.WLWCEjsrLIU), solicito que o Senhor tome conhecimento do Decreto http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5153.htm que Aprova o Regulamento da Lei nº 10.711, de 5 de agosto de 2003, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Sementes e Mudas - SNSM, e dá outras providências. e observe em primeiro no seu artigo 2º paragrafo XV, neste o Senhor pode na própria definição de "LOTE" deve se ter "XV - lote: quantidade definida de sementes ou de mudas, identificada por letra, número ou combinação dos dois, da qual cada porção é, dentro de tolerâncias permitidas, homogênea e uniforme para as informações contidas na identificação;"

    Seguindo mais adiante no próprio DECRETO, o senhor pode observar no artigo 39º em seu paragrafo V; nele consta quais as informações obrigatórias a constar das embalagens, e no caso do milho, sabe-se que as suas sementes são classificadas por peneiras, o que obviamente deve ser seguido pelas empresas produtoras de sementes e observadas pela fiscalização do MAPA.

    Infelizmente o espaço do fala produtor não nos permite fotos, mas só para complementar, devo confirmar que a empresa produtora de sementes cumpriu com as exigências quanto as informações contidas nas embalagens, porém a peneira informada e nem mesmo a informação de disco e anel sugerida pela empresa não condiz com o produto embalado, até porque, aí solicito que observe a segunda imagem do artigo, na qual o senhor e os amigos podem observar que existem 5 tipos de sementes, além de outras de tamanho e peneira diferenciada, ou seja, a semente não foi classificada antes de embalada...

    Erros ocorrem e podem ocorrer inclusive na hora da digitalização de uma maquina de classificação, o que não podemos admitir é a falta de fiscalização, e ou fiscalização ineficiente que acabam por permitir que materiais desta natureza cheguem ao destino final que é o plantio.

    Neste caso a empresa produtora já vistoriou o talhão da lavoura que admiti plantar com tais materias para que eu pudesse, como afirmei no artigo ter em mãos não somente o material semente, mas o resultado de uma lavoura sem qualquer uniformidade de plantas por metro, e se não se obteve tal uniforminadade no stand de plantas, se deve única e exclusivamente ao baixo padrão das sementes de milho colocada no mercado hoje, principalmente pelas grandes empresas do ramo, e a incompetência do órgão fiscalizador, e não por falta de normativa.

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    • Cláudio Guerra Dourados - MS

      Sr. Valdir Edemar Fries, apenas tentei ajudar com algumas informações, tenho bastante conhecimento da legislação citada pelo Sr.; O Sr. está correto quando cita a definição de lote dada pelo parágrafo XV do art. 2, porém perceba que o citado paragrafo rege em sua dfinição de lote: "...dentro das tolerâncias permitidas", o que pretendi esclarecer e como muito bem foi colocado pelo amigo Fernando Engler logo abaixo é a falta de uma padronização, ou seja estabelecer os parâmetros aceitáveis, que no caso de uniformidade de peneira, volto a frisar, inexiste em nossa legislação.

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  • Fernando Engler Palotina - PR 28/02/2017 08:50

    A proibição da soja safrinha pelo governo do Paraná serviu exatamente para cumprir os objetivos que foram propostos: 1) acabar com a semente salva de soja do produtor paranaense (mais de 80% de germinação e VIGOR - que semente comercial tem isso???); 2) permitiu que a semente comercial de soja alcançasse valores astronômicos na hora da venda (quadruplicando o valor em poucos anos); 3) permitiu que o valor da semente de milho duplicasse de um ano para o outro (graças ao fim da concorrência com a soja safrinha)... Essa invenção da ferrugem asiática foi muito providencial para quem trabalha contra o produtor do Paraná... Aqui temos um vazio sanitário natural de abril a novembro, quando a ferrugem não se desenvolve porque o clima é ameno ou frio... E mesmo quando ela se desenvolve os produtores tinham êxito em seu controle com o uso de ALTO 100, que custa menos de R$ 20,00/ha... Muito providencial essas medidas não??? De que lado está o governo do Paraná??? Certamente não do lado do produtor rural do seu Estado... E viva o ESQUEMA... (Faltou o item 4) retirar do mercado os fungicidas com as patentes vencidas, que ficaram baratos...).

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    • Fernando Engler Palotina - PR

      Faltou o item 4) retirar do mercado os fungicidas com as patentes vencidas, que ficaram baratos...

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    • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG

      Caro Fernando..te pergunto...enquanto os sementeiros propinavam orgaos estaduais onde estavam as lideranças dos agricultores...sindicatos..cooperativas...deputados estaduais e federais..prefeitos..vereadores...aprosoja...dormindo ou pescando dourado no paranasão!!!!!e tem mais em sua região não dá geadas regulares...e o sudoeste e a região de Garapuava...Palmas..General Carneiro...e mais frio que parte do RS...veja a importação de café...olha a pressão política do ES....veja como resolveu...então porque não chaman o governador e o secretario da agricultura para uma audiencia publica sobre o assunto!!!!! tem medo..vergonha..quanto aos fungicidas mais baratos tomem cuidado pois daqui a pouco compram a anvisa e ela retira do mercado como os feudos faziam na idade média..

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      NAO PRECISA ESCREVER NEM RECLAMAR A SOLUÇAO E' MUITO FACIL----NINGUEM PRECISA SEGUIR A PORTARIA E PONTO FINAL-----VOCÊS NUNCA OUVIRAM DIZER QUE NO BRASIL TEM LEI QUE PEGA E OUTRAS QUE NAO PEGAM??

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    • Fernando Engler Palotina - PR

      Sr. Meloni, no Brasil sil sil, as leis que não pegam são aquelas que não interessam ao governo; aquelas que interessam pegam... Sr. Dalzir, houveram duas entidades que se pronunciaram sobre o caso, a Sociedade Rural de Palotina e o Sindicato Rural de Palotina (nem este argumento de falta de informação não pode ser utilizado pelos governantes), mandando ofícios para o governador do Estado, secretário da agricultura e deputados estaduais; conseguiu apenas a antecipação do vazio sanitário para a soja nascer em 16/set (a mais produtiva deste ano e dos anos anteriores - a plantada mais cedo sabemos que no Paraguai deu bem mais)... Cópia do argumentos utilizados: "REQUEREM que o Governador Estadual interceda na Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná para SUSPENDER a portaria ADAPAR nº 193 de 06 de outubro de 2015, que dispõe sobre o vazio sanitário da cultura da soja no Estado do Paraná, alterando o período de semeadura e colheita da soja com a desculpa de diminuir a incidência da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) na cultura.

      Nossos argumentos pela suspensão da portaria são:

      1) O Paraná não precisa de vazio sanitário tão extenso:

      a. A data deve ser de 15 de maio a 01 de setembro;

      b. O inverno paranaense funciona como um impeditivo ao desenvolvimento da doença devido às baixas temperaturas;

      c. A ocorrência da doença no Estado do Paraná é em anos esporádicos (epidêmica) conforme as condições climáticas sejam mais favoráveis (mais quentes e úmidas do que a normalidade), diferentemente das áreas de cerrado onde ela ocorre todos os anos (pandêmica);

      d. Presença de mais de uma centena de espécies nativas que multiplicam o patógeno e estão fora do alcance do controle fitossanitário;

      e. Estados e países vizinhos que possuem legislação muito mais branda que a paranaense e anulam as ações isoladas do Estado uma vez que o inóculo do patógeno é disperso a centenas de quilômetros pelo vento;

      2) Autorização para semeadura da soja a partir da data de 01/setembro:

      a. Nas regiões quentes do Estado, especialmente no Oeste, é a época que vem apresentando as maiores produtividades e a maior estabilidade de produção, por menores ocorrências de veranicos;

      b. Diminui consideravelmente a ocorrência da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) na cultura da soja porque as plantas já estarão secas, sendo colhidas, na época de maior incidência da doença, entre janeiro e fevereiro;

      c. Permite o cultivo do milho safrinha em sequência em época mais favorável, o que permite maiores tetos produtivos, aumentando a oferta de alimentos;

      d. Há carência severa de oferta de matéria prima (soja e milho) para as principais cadeias produtivas da carne (suinocultura, avicultura e piscicultura) e do leite no Estado:

      i. O Oeste do Paraná ocupa apenas 11,74% da área do Estado, mas é responsável por 26% da produção de grãos, 28% da produção de leite, 35% do total abatido de aves (R$ 5 bilhões/ano), 68% dos pescados de água doce e 70% da produção de suínos;

      ii. Diversas unidades agroindustriais estão parando as atividades devido à falta de matérias primas (soja e milho) e/ou seu consequente aumento de preços, gerando desemprego e sérias consequências em todas as cadeias produtivas;

      e. É a data limite para o plantio da soja devido às condições climáticas;

      3) Autorização para plantio da soja safrinha:

      a. Alternativa extremamente viável nas regiões quentes do Estado, especialmente no Oeste;

      b. A soja safrinha possui tecnologia adequada e convive com a ferrugem asiática de maneira equilibrada há várias safras;

      c. Importante fonte de produção de soja para as cadeias produtivas da carne (suinocultura, avicultura e piscicultura) e do leite;

      d. A soja safrinha semeada sobre soja verão é extremamente viável e não há critério técnico que justifique sua proibição:

      i. As doenças que poderiam justificar a ação são as que sobrevivem nos restos de cultura (necrotróficas), o que não se aplica à ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) por ela sobreviver exclusivamente em tecidos vivos do hospedeiro (biotróficas);

      ii. Não se repete todos os anos, ela é alternada com o cultivo de milho safrinha ou trigo em anos posteriores, evitando problemas com outras doenças da soja;

      e. Possibilita a produção de semente salva de soja pelos produtores:

      i. Permite aos produtores escaparem dos cartéis de produção e comercialização de sementes que estão abusando nos preços destas nos últimos anos;

      ii. A semente produzida na safrinha é a de melhor qualidade, com aumento considerável no vigor;

      f. O uso de fungicidas nas regiões que praticam a safrinha é menor que nas regiões frias do Estado:

      i. Nas regiões de safrinha é usual 2 aplicações de fungicidas na soja de verão e 3 aplicações de fungicidas na soja de safrinha, somando 5 aplicações no máximo;

      ii. Nas regiões frias do Estado é usual de 5 a 7 aplicações de fungicidas na soja de verão;

      4) Se os produtores estão praticando a ação de plantar a soja de maneira diferente da preconizada pela pesquisa de forma generalizada é sinal que esta alternativa é viável economicamente, o que contradiz muito do que se fala para justificar as ações propostas como desculpa para as restrições impostas pela portaria ADAPAR nº 193/2015:

      a. O produtor brasileiro sempre esteve à frente da pesquisa oficial;

      b. O agricultor brasileiro é reconhecido mundialmente como o mais eficiente e sustentável do planeta, o produtor do Paraná o mais eficiente do Brasil;

      c. Produtores paranaenses são pioneiros mundiais no plantio direto em larga escala, inicialmente desamparados pela pesquisa oficial, garantindo a sustentabilidade dos sistemas produtivos há várias gerações;

      d. Paraná é pioneiro no plantio da safrinha a nível mundial, cultivando duas culturas de verão em um ano agrícola;

      e. Alguns produtores paranaenses já estão cultivando 3 safras em 1 ano agrícola, fato inédito;

      f. O produtor paranaense não precisa de mais esta imposição do governo para dificultar sua atividade, ele precisa de reconhecimento de sua competência e de incentivo para produzir cada vez mais e melhor;

      5) A ADAPAR está criando regras que permite a si mesmo proibir ou restringir a cultura que lhe convier, gerando risco de parcialidade da instituição:

      a. É preciso impedir esse abuso de poder do Estado sobre o cidadão;

      b. Permite que poucas pessoas decidam quando as regras valem ou não;

      c. Possibilita a proibição de tecnologias estratégicos, aumentando exorbitantemente o lucro de outras;

      d. Só seremos um País genuinamente democrático quando as regras forem iguais para tudo e para todos;

      Reconhecemos a importância e a necessidade das fiscalizações da Secretaria Estadual de Agricultura e do Abastecimento através da ADAPAR para a segurança e para a qualidade da atividade rural, seus produtos e sub-produtos, porém os excessos e os abuso são prejudiciais às cadeias produtivas. Já dizia Ronald Regan, "quanto maior o Estado, menor a liberdade".

      Esperamos que o governo estadual fique ao lado dos produtores rurais e não contra eles, evitando a criação de barreiras impeditivas ao desenvolvimento das cadeias produtivas do Estado neste momento tão delicado."

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    • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

      Parabéns Fernando , aqui no oeste do Paraná , além de saber e conhecer dá atividade agrícola , se discute e enfrenta o problema , o que precisamos sim é que o estado faça a sua parte sem roubalheira,sem esquemas em favor das grandes corporações e que deixe o produtor continuar produzindo .

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    • Fernando Engler Palotina - PR

      Respondendo melhor seu comentário, Sr. Dalzir... 1) não são só os sementeiros que ganharam (diretamente) com a questão, na verdade são os que menos ganharam no processo... As revendas, as cooperativas, as multinacionais, etc... Ganharam muito... Indiretamente ($$$) melhor não comentar né... Aprosoja se manifestou contra a situação, mas as ações das entidades que se opuseram ao processo foram desarticuldas... E sobre a questão da audiência pública, ela foi feita sim, mas esconderam de tudo e de todos sobre sua realização, ninguém ficou sabendo de sua realização!!! Até OCEPAR, FAEP e FETAEP participaram do ESQUEMA de supressão da informação sobre sua realização... Por isso que afirmo, o vazio sanitário do Paraná interessa a muita gente, menos à soja e ao produtor rural...

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      SR FERNANDO ENGLER,,, NAO TENHO PALAVRAS PARA LHE AGRADECER O BRILHANTE TRABALHO QUE JA COPIEI E IMPRIMI----VOU DISTRIBUIR A ENGENHEIROS AGRONOMOS DO SUL DE SAO PAULO QUE CONSIDERAMOS GEMEA DO PARANA---NOVAMENTE OBRIGADO PELO BRILHANTE TRABALHO---

      COM RELAÇOES AS LEIS QUE PEGAM E NAO PEGAM DISCORDO UM POUCO::::LULA ATRAVES DO SEU MINISTRO CELSO MING PROMULGOU UM DECRETO LEI OBRIGANDO TODOS OS PRODUTORES A AVERBAR EM CARTORIO A RESERVA LEGAL COM MULTA DE R$ 50 POR HECTARE PARA QUEM NAO O FIZESSE NUM PRAZO DE UM ANO----NINGUEM FEZ E DIANTE DA DESISTENCIA COLETIVA PREFERIRAM FICAR BEM QUETOS PARA NAO PASSAR MAIS VERGONHA AINDA-----

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      DESCULPE ---CARLOS MINC DO MEIO AMBIENTE---CELO E' JORNALISTA DO ESTADAO

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    • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR

      Eu participei de uma audiência pública sobre o assunto. Já estava tudo combinado entre os organizadores. Sala cheia de gente de cooperativas, Adapar, Emater, sementeiros. de produtor tinha nem meia dúzia. A decisão já estava tomada. A realização destas reuniões foi somente para dizer que ouviram o agricultor. Que malandragem. A desculpa sempre foi a queda da eficiência dos fungicidas pelas repetidas aplicações de um mesmo princípio ativo. Agora pergunto, foi criado algum cadastro que me obrigue a rotacionar os fungicidas? Tem gente que plantou soja depois de milho em dezembro e já aplicou tres vezes do mesmo fungicida. Se o problema é repetição, por que nada fazem? Simples, o problema é a produção própria de sementes. O faturamento dos vendedores caiu. Daí a panelinha se juntou e CRAU no produtor. Fiquem de olho no preço que vai ser a semente de soja para a próxima safra. Muito em breve vão divulgar. Mas vai uma dica. Colham a soja em janeiro e fevereiro e coloque pra gelar. Um conteiner de 65m3, com motor 220volts e um ano de garantia sai por R$17.900,00 pra pegar em Santos. Cabe uns 700 sacos de 50 kilos. Ou façam uma sala refrigerada na fazenda. se baixar a temperatura para 16 ºC já conserva a semente por 8 meses tranquilo. E aproveitem que a energia na roça é mais barata. Agricultor brasileiro é campeão mundial em dar um jeito. Os bandidos vão cair do cavalo.

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    • Fernando Engler Palotina - PR

      Pois é Sr. Carlos, é uma soma de objetivos e que culminam com o produtor pagando o pato... Sobre essa questão dos fungicidas a Sociedade Rural de Palotina e o Sindicato Rural de Palotina também enviaram ofícios para o governador do Estado, secretário da agricultura e deputados estaduais: "REQUEREM que o Governador do Estado do Paraná interceda na Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná para SUSPENDER a portaria ADAPAR nº 91 de 21 de maio de 2015, que dispõe sobre agrotóxicos e afins, e cujo resultado impede a comercialização de diversos defensivos agrícolas disponíveis aos produtores brasileiros no Estado do Paraná, dentre os quais diversos produtos fungicidas fundamentais para o controle de doenças da soja.

      Nossos argumentos pela suspensão da portaria são:

      1) Compete ao Ministério da Agricultura liberar ou proibir os agrotóxicos devido à sua eficiência, ao Ministério de Meio Ambiente liberar ou proibir os agrotóxicos devido ao seu impacto ambiental e ao Ministério da Saúde liberar ou proibir os agrotóxicos devido a sua segurança para a saúde humana e animal:

      a. Às Secretarias de Agricultura Estaduais compete cadastrar os agrotóxicos conforme o que foi registrado a nível nacional e fiscalizar o uso correto dentro do Estado;

      b. O Cadastro Estadual de Agrotóxicos não tem poder de reavaliar os agrotóxicos, serve exclusivamente para descrever o uso autorizado pelos órgãos federais competentes, impedindo alguns Estados de proibirem determinado produtos que possam ser utilizados em outros Estados, ferindo o princípio de "federação" de nosso País garantidos em nossa Constituição Federal;

      c. O papel institucional das Secretarias de Agricultura Estaduais é fomentar e incentivar as atividades produtivas e não criar barreiras ao desenvolvimento do setor produtivo;

      d. Por que só o Estado do Paraná tem essa política de reavaliar os agrotóxicos liberados no Brasil? Certamente essa política não é para ajudar os produtores rurais;

      2) No caso de surgir algum problema de eficiência ou segurança envolvendo agrotóxicos, é dever das Secretarias de Agricultura Estaduais:

      a. Informar o órgão federal competente para que providências sejam tomadas em todo o território nacional;

      b. Alertar os produtores e técnicos envolvidos nas áreas afins;

      c. Recolher provas dos problemas encontrados para subsidiar os produtores rurais que foram prejudicados e queiram processar os fabricantes;

      3) Baseado no artigo 3º, § 1º desta portaria, somente um trabalho da EMBRAPA sobre a eficiência de fungicidas para controle de ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) pode servir de desculpa para a ADAPAR proibir várias dezenas de produtos fungicidas utilizados na cultura da soja no Paraná:

      a. O trabalho em questão é apresentado na forma de médias nacionais e que não se aplicam necessariamente ao nosso Estado, pois são realizados, propositadamente, em áreas e épocas de alta pressão do patógeno, o que não ocorre na maior parte das áreas de soja do Paraná;

      b. Apesar de apresentarem redução de controle nas condições de alta incidência da doença, nas condições normais, de baixa pressão do patógeno, estes produtos são eficientes, o que representa a maior parte das áreas cultivadas com a soja no Estado do Paraná;

      c. Vários produtos listados são fundamentais ao controle de outras doenças que ocorrem na soja, e pode ocorrer proibição destes produtos por inadequações burocráticas nos rótulos, o que acarretaria em perdas consideráveis aos produtores paranaenses;

      d. A ADAPAR alega que o aparecimento de resistência do fungo a vários fungicidas nos últimos anos se deve ao uso de poucas moléculas para o seu controle, mas se o governo do Estado reduzir ainda mais a oferta destes produtos aptos ao controle da doença teremos aumento da pressão de seleção de genótipos resistentes e, consequentemente, maiores riscos a esta atividade fundamental à nossa economia;

      e. Os produtos fungicidas listados como pouco eficientes contra a ferrugem asiática e passíveis de proibição são compostos, na sua totalidade, de moléculas de domínio público, o que gera interesse das multinacionais do setor em sua interdição para poderem elevar os preços dos produtos mais modernos, que detêm patentes e rendem "royalties", diminuindo a concorrência e elevando-se em muito o custo aos produtores do Paraná;

      f. Compete a um engenheiro agrônomo recomendar ou não o uso destes agrotóxicos que não vem apresentando a eficiência mínima de 80% em condições de alta pressão do patógeno, sendo este o profissional habilitado para decidir se o uso do produto é limitado ou não nas diferentes condições climáticas que ocorrerão nas lavouras de soja do Paraná, em cada região e a cada safra;

      g. Seguindo as regras criadas pela portaria nº 91/2015, a ADAPAR deveria proibir os fungicidas modernos do grupo das carboxamidas, pois é sabido que as duas moléculas deste grupo de fungicidas autorizadas até o momento apresentam problemas que podem comprometer o seu funcionamento em um futuro próximo no controle da ferrugem asiática, um risco inadmissível:

      i. O produto ORKESTRA SC (fluxapiroxade + piraclostrobina) é sabidamente ineficiente em 80% para a ferrugem asiática em situações de alta incidência da doença, tanto que o próprio fabricante já registrou um produto alternativo (ATIVUM EC) que contempla a presença de um terceiro ingrediente ativo (epoxiconazole) para melhorar a eficiência no controle da doença;

      ii. Importante frisar que o ingrediente ativo "epoxiconazole" está na lista dos ativos que devem ser proibidos pela ADAPAR, pois alega-se que ele não é eficiente para o controle da ferrugem asiática;

      iii. O produto ELATUS (benzovindiflupir + azoxistrobina) não atende às recomendações do FRAC (Fungicide Resistance Action Committee), que recomenda que no caso de misturas, como este produto, os dois ingredientes ativos devem possuir mecanismos de ação diferentes, e o fazem, e apresentar eficiência isolada superior a 80%, e neste caso a estrobilurina da fórmula (azoxistrobina) não vem apresentando este percentual exigido, por sinal está muito abaixo disso, próximo de 20% em trabalhos análogos aos utilizados pela ADAPAR para a questão, o que coloca o produto em risco máximo para surgimento de resistência à carboxamida da fórmula, considerando que esta atua praticamente de forma isolada sobre a ferrugem asiática;

      h. Seguindo as regras criadas pela portaria nº 91/2015, a ADAPAR deveria proibir também os fungicidas multissítio recomendados para controle de ferrugem asiática, como por exemplo o Mancozebe, uma vez que estes produtos apresentam eficiência inferior aos 80% quando utilizados isoladamente:

      i. Estes produtos só funcionam em mistura de tanque com produtos eficientes contra a ferrugem, funcionando de forma complementar para evitar a seleção dos genótipos resistentes;

      ii. Indiferente a esse efeito complementar, interessantíssimo e fundamental, gerado pelos fungicidas multissíto, as regras da portaria nº 91/2015 da ADAPAR dizem que eles devem ser eficientes sozinhos, e não o fazem;

      iii. A mistura de tanque é proibida pela legislação atual;

      4) Esta portaria da ADAPAR cria regras que permite a si mesmo proibir ou restringir o produto que lhe convier, gerando risco de parcialidade da instituição:

      a. É preciso impedir esse abuso de poder do Estado sobre o cidadão;

      b. Permite que poucas pessoas decidam quando as regras valem ou não;

      c. Possibilita a proibição de produtos estratégicos, aumentando exorbitantemente o lucro de outros;

      d. Só seremos um País genuinamente democrático quando as regras forem iguais para tudo e para todos;

      Reconhecemos a importância e a necessidade das fiscalizações da Secretaria Estadual de Agricultura e do Abastecimento através da ADAPAR para a segurança e para a qualidade da atividade rural, seus produtos e sub-produtos, porém os excessos e os abuso são prejudiciais às cadeias produtivas. Já dizia Ronald Regan, "quanto maior o Estado, menor a liberdade".

      Esperamos que o governo estadual fique ao lado dos produtores rurais e não contra eles, evitando a criação de barreiras impeditivas ao desenvolvimento das cadeias produtivas do Estado neste momento tão delicado."

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Eu tenho comigo mesmo a conviçao que os laboratorios reduzem o percentual de principio ativo para manter a mesma lucratividade e o produto se torna menos eficaz---Existe uma deliberada intençao em reduzir os lucros dos agricultores--

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      No caso das sementes o agricultor pode plantar na safrinha uma pequena area para produçao de soja muito bem adubada para colher o produto em maio-Junho Julho e Agosto sao frios e deveriam ajudar na armazenagem e plantar nos primeiros dias de Setembro--( ideia alternativa)

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Carlos esse preço do conteiner e' aluguel de um ano o e' a compra do proprio?

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    • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR

      O preço do conteiner é para compra. Tem no site mfrural.

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    • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG

      Fernando...te pergunto mais...os deputados estaduais...federais..prefeitos..vereadores...fizeram o que!!!!!!estavam caçando quati no parque em Foz...pegando borboleta em Palmas!!!!ou surfando em Guaratuba!!!!os produtores que votaram nestes caras fizeram oque!!!!foram a Caçador ver e menina milagrosa!!!!o cara da adapar que puchou a frente neste assunto era se não me engano um grande corrupto no MAPA...

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  • Paulo Gilberto Lunardelli CAMPINA DA LAGOA - PR 27/02/2017 20:10

    Volto a insistir... a SOJA SAFRINHA é a melhor opção para os Paranaenses, no tempo que plantamos um alqueire de milho safrinha, poderíamos plantar dois alqueires de soja safrinha, ou seja a semeadura da soja é mais rápida que o milho, agora foi-se a janela a porta e mais alguma coisa, se não temos molécula para inibir a tenebrosa ferrugem asiática, também não teremos moléculas para controlar as plantas de milho invasora nas lavouras de soja de verão.

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    • Fernando Engler Palotina - PR

      A proibição da soja safrinha pelo governo do Paraná serviu exatamente para cumprir os objetivos que foram propostos: 1) acabar com a semente salva de soja do produtor paranaense (mais de 80% de germinação e VIGOR - que semente comercial tem isso???); 2) permitiu que a semente comercial de soja alcançasse valores astronômicos na hora da venda (quadruplicando o valor em poucos anos); 3) permitiu que o valor da semente de milho duplicasse de um ano para o outro (graças ao fim da concorrência com a soja safrinha)... Essa invenção da ferrugem asiática foi muito providencial para quem trabalha contra o produtor do Paraná... Aqui temos um vazio sanitário natural de abril a novembro, quando a ferrugem não se desenvolve porque o clima é ameno ou frio... E mesmo quando ela se desenvolve os produtores tinham êxito em seu controle com o uso de ALTO 100, que custa menos de R$ 20,00/ha... Muito providencial essas medidas não??? De que lado está o governo do Paraná??? Certamente não do lado do produtor rural do seu Estado... E viva o ESQUEMA...

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  • Gilmar Meneghetti Rondonópolis - MT 27/02/2017 19:12

    Em 2002, participei do primeiro caminhonaço de Sorriso-MT à Miritituba-PA. Notamos que a estrutura da estrada era totalmente fragil para suportar caminhões com apenas 27 tons de carga.Pois bem, 15 anos após, eatamos vendo esse cenário com milhares de caminhões ou melhor carga de 50 tons ou mais ou seja o dobro de peso, e a estrada? na mesma situação, a não ser a parte asfaltada.Transportar no periodo da estiagem no MT, com algumas chuvas no Pará foi cruel, imagine agora no período chuvoso. As empresas sabiam dos riscos e os caminhineiros também.

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    • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG

      Fiz um comentario nesta linha do Gilmar sem estar lá..ou seja estrada de roça com chuva e grande fluxo de caminhões fica intrasitavel...sabemos que nesta época chove muito...logo é previsivel e todos sabiam disto...logo que se mete em aventura tem risco...aventuraram...se virem...

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  • Alecx Bonato Curitiba - PR 27/02/2017 17:07

    Excelente a entrevista ("Direto dos EUA : Produção agrícola americana deve ocupar a menor área dos últimos sete anos"..). Parabéns Giovani Ferreira e Alex Horta.

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  • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG 27/02/2017 16:57

    Exatamente como vínhamos afirmando..., aliás, subiu pelas melhoras de mercado externo... que passados alguns dias este ganho ficaria só na industria como sempre acontece... e com mercado de bovinos e aves sobrando produto no mercado interno... quem conhece sabe que não se sustentaria... e muito menos nesta época do ano... infelizmente...

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      ONTEM COMPREI BATATA PALHA NA BAUDUCCO---- O PREÇO SUBIU DE R$ 7,60 PARA R$ 9,90----O INTERESSANTE E' CONSTATAR QUE O PREÇO AO PRODUTOR CAIU----

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR 27/02/2017 15:13

    Meus olhos vêm coisas cada vez mais surpreendentes... No desfile das escolas do grupo especial deste carnaval de 2017, a Imperatriz Leopoldinense optou por um tema politicamente correto. A sustentabilidade das matas do Xingu e as etnias aborígenes da região.

    Ocorre que a ideologia do "politicamente correto" já é uma aberração, um modismo hipócrita que os progressistas inventaram para anular as posições conservadoras. Mas vamos ao assunto: As pessoas envolvidas na busca de informações para traçar o enredo da escola e, apresentar ao público na avenida em 1 hora e 20 minutos, além de serem limitados culturalmente, têm que seguir a orientação do "politicamente correto".

    Ontem vi uma das cenas mais degradantes para a história brasileira: "INDIOS KAIAPÓS DANÇANDO CARNAVAL EM CIMA DE CARROS ALEGÓRICOS" !!!

    ISSO NÃO É UMA FORMA DE SERVIDÃO ???

    Qual o objetivo de mostrar meia dúzia de índios ao mundo, numa condição completamente adversa à sua cultura?

    Dá-se a impressão que foram apresentados como um troféu, ou seja, a escola de samba tem contato e "amizade" com esses índios e, vocês não têm !!!

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      PRESTEI ATENÇAO E NAO VI O CARRO ALEGORICO DOS VENENOS---ALGUEM VIU??

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  • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG 27/02/2017 15:11

    e tem mais... os produtores do MT pagam imposto por saca produzida ao estado..pra estradas... duvido que dinheiro deste imposto não foi usado no estadio e nos trens urbanos inacabados... e aí senhores... ulpa de quem...na cidade do cego quem tem um ZOIO é rei....

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    • João Abib Mansur Curitiba - PR

      Soja e gado

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  • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG 27/02/2017 15:08

    Caro Paulo... te pergunto onde estavam os matogrossenses quando construiram o estadio da copa do mundo em Cuiabá???... o governador atual era senador.... com o dinheiro gasto no estadio concluiriam a estrada... cadê os matogrossenses que elegeram seus representantes e priorizaram a COPA DO MUNDO... agora que a agua bateu na bunda é só reclamar dos politicos... facil não??!!....e quem os elegeu???...

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  • Paulo Costa Ebbesen Porto Alegre - RS 27/02/2017 14:45

    Quem está sustentando o Brasil não precisa de estradas????. É mais importante porto em Cuba do que estradas no Brasil!!!!! Pobre nação brasileira entregue à quadrilhas de demagogos, corruptos e ladrões. (Paulo Costa Ebbesen, Cachoeira do Sul - RS)

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  • geraldo emanuel prizon Coromandel - MG 27/02/2017 14:01

    Com essa rentabilidade, não vai longe para os EUA permitirem a imigração de gaúchos.

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  • sandro roberto lautert condor - RS 27/02/2017 10:39

    Pessoal, a agenda do Brasil é construir PRESIDIOS e não estradas... se liguem.

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