Fala Produtor

  • Climaco Cézar de Souza Taguatinga - DF 21/01/2009 23:00

    OITO SUGESTÕES - SIMPLES, IMEDIATAS E EMERGENCIAIS - PARA O GOVERNO SUSTENTAR A ECONOMIA E EVITAR DEMISSÕES EM MASSA, SOBRETUDO NO AGRONEGÓCIO E NA INDÚSTRIA ELETRO-ELETRÔNICA -

    MOTIVOS:

    a) É opinião da maioria que a crise mundial ainda está começando em muitos países, especialmente no Brasil, e ainda haverá muitas quebradeiras, desempregos e reduções das demandas nos países, sobretudo por produtos alimentos processados importados, também tentando substituí-los por produtos internos, ou regionais, mais baratos;

    b) Como já dito por diversos economistas, os países devem se voltar mais para o mercado interno e se recolher, estrategicamente, por pelo menos uns 6 meses. Acordos bilaterais de comércio e de preferências – tanto por País como por Blocos – tendem a serem esquecidos, momentaneamente;

    c) Somente após os povos – sobretudo os mais humildes - adquirirem mais confiança nas atitudes de seus Governantes contra a crise e/ou voltarem a intensificar as forças locais de “escassez relativa” e de “preços de paridade” (comparados aos da importação) é que poderão iniciar novas importações, sobretudo de alimentos processados;

    d) Até lá, as importações seriam apenas para atender as classes com melhor poder aquisitivo e as compras institucionais e mesmo assim se compradas por preços bem mais baratos que os praticados até meados de 2008, levando a certo canibalismo entre os países fornecedores e seus agentes locais;

    e) No Brasil, a meu ver, medidas como redução das taxas de juros (SELIC) só fariam efeitos no aumento da demanda em longo prazo e após uma queda entre 4 e 5 pontos na taxa de juros básica (SELIC recuando de 13,75% a.a. para até 9,75% a.a, por exemplo), o que é praticamente impossível, dada a voracidade do Sistema bancário brasileiro. Atualmente, os “spreads” bancários chegam a ser 15 vezes a SELIC, atingindo taxas absurdas de 206,50% a.a. nas operações com financeiras, cartões de crédito, cheque especial etc.. Assim, uma queda, impensável, da SELIC em 4 pontos levaria a uma redução da taxa para 146,25% a.a., o que continua extremamente caro. Assim, na prática, quedas de 1,0% como a de ontem levam a efeitos irrisórios nas prestações em R$. O interessante é que o Sistema bancário brasileiro é tão voraz contra o “povo” que, além de exigir limites de créditos “em aberto” e inúmeras garantias pessoais e o penhor das mercadorias etc.., ainda embute no “spread” de 1 a 2 seguros contra inadimplências mais seguros de vida, etc.., tudo, obviamente, pago pelo cliente (boa parte à vista nas operações “por dentro” ou de descontos);

    f) Assim, não adianta ampliar os recursos para as empresas e os produtores rurais, pois eles não chegarão aos interessados, a não ser que o Governo banque os “riscos dos Bancos” ou dê um “dificílimo murro na mesa”, sobretudo na concessão de capital de giro para as agroindústrias e cooperativas;

    g) Também, apoiar com créditos os setores de automóveis, máquinas e de construção civil é uma boa medida, mas que não leva a resultados imediatos em manutenções dos empregos e renda, pois carros novos são acessíveis a poucos; sobram carros usados no Brasil e neste clima de desesperança e de medo – que a imprensa exacerba todo o dia - dificilmente alguém vai consumir além do necessário e do básico, pois o provável desemprego futuro aliado ao necessário pagamento das elevadas dividas passadas “rondam a noite das famílias”;

    h) Os setores brasileiros que mais alavancam empregos - diretos + indiretos + pelo efeito renda - e rendas, além dos citados, são o agronegócio e a indústria eletro-eletrônica, daí serem Setores bastantes sensíveis às demissões isoladas e/ou “em massa” pelo seu elevado efeito multiplicador nas economias. Assim, estes deveriam ser os setores priorizados com medidas emergenciais de apoio e por no mínimo 6 e no máximo 12 meses;

    i) Alguns estudos, contidos em meus livros, apontam que para as Empresas explorar o mercado interno pode ser até melhor do que exportar, segundo cada perfil e situação. Muitas empresas do agronegócio e de outros setores já perceberam isto e, hoje, priorizam mais o mercado interno. Isto tanto é verdade que as grandes redes de supermercado e de “fast food” do Mundo aqui aportaram há tempos e estão ampliando suas vendas, a cada ano, sobretudo no Nordeste, Centro-Oeste e Norte, onde estão os maiores potenciais de ampliação da demanda. Segundo estudos e projeções anteriores, se o PIB “per capta” somente do Nordeste dobrasse em US$, o Brasil teria também de dobrar a sua produção de alimentos. Pesquisa da respeitada Consultoria “Target” de SP, em março de 2008, mostrou que o consumo na Região NE cresceu muito nos últimos 5 anos, graças aos Programas sociais dos Governos. O volume de compras dos nordestinos passou de R$ 252,9 bilhões em 2007 (cerca de US$ 140,0 bi) para R$ 317,2 bilhões em 2008 (cerca de US$ 195,0 bi). Contudo, ainda segundo a Pesquisa, a distância do consumo “per capita” da Região Nordeste para a Região Sudeste, que foi a primeira colocada, ainda era muito grande, mas com elevado potencial. A Região Sudeste participava com mais de 50% de tudo o que era consumido no País e a Região Nordeste alcançara apenas 18%;

    j) Se neste momento de crise, conseguíssemos alavancar, pelo menos, os consumos das classes mais necessitadas das regiões NE, NO, CO mais de áreas do SE (Vale do Jequitinhonha, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba etc..), na pós-crise, o Brasil teria um imenso salto no PIB e no emprego anual, após as retomadas das exportações e a dinamização do grande mercado interno;

    k) De que adianta o País ter quase US$ 210,0 bilhões em reservas internacionais – intocáveis e para aparecer bem na foto do FMI, BIRD e investidores externos -, se o desemprego interno ampliar, as indústrias falirem e a violência urbana dobrar. Precisaremos fazer como os EUA e os outros países estão fazendo, ou seja, injetarmos nossas preciosas economias, agora, na retomada da economia, via incremento da demanda interna. Botar dinheiro neste momento em Bancos que já foram muito bem socorridos pelo PROER é quase gozar com o desempregado, as agroindústrias e cooperativas em situação difícil e contribuir para ampliar a desesperança atual do povo.

    SUGESTÕES:

    a) Criar o “Cupom Alimento Familiar” no valor de R$ 300,00/família/mês, a ser distribuído por 6 a 12 meses, para TODAS as famílias carentes já integrantes e assistidas pelos programas sociais dos Governos, como Bolsa-Família e outros, e para comprar apenas alimentos e em supermercados e varejo, desde que legalizados;

    b) Criar o “Cupom Novo Eletrodoméstico” no valor de R$ 150,00/família/mês, a ser distribuído por 6 a 12 meses, para TODAS as famílias carentes já integrantes e assistidas pelos programas sociais dos Governos, como Bolsa-Família e outros, e para comprar apenas eletrodomésticos em supermercados e varejo, desde que legalizados;

    c) Triplicar os recursos para que a CONAB compre alimentos processados das cooperativas e das pequenas agroindústrias familiares e de assentados (em último caso também das demais empresas de alimentos) e para distribuição, exclusiva, como comida institucional (merenda escolar, creches, hospitais, presídios etc.) pública em todo o País - e pública + privada nas Regiões NE, NE, CO e demais áreas carentes - e sem doação na forma de de cestas básicas (exceto em emergências) para não competir diretamente com supermercados e varejos (setores grandes geradores de emprego);

    d) Baixar para “zero” as contribuições de PIS/COFINS - e até de IPI em alguns casos como nos de derivados de milho, de trigo e de mandioca – para todos os alimentos e por no mínimo 12 meses;

    e) Reduzir para “zero”, e por no mínimo 12 meses, as contribuições de PIS/COFINS da Indústria de insumos para produção vegetal e animal, exceto os importados extra-MERCOSUL, de forma a forçar a sua substituição por itens nacionais ou dos países vizinhos;

    f)

    g) Incluir, imediatamente, as cooperativas como beneficiárias das isenções de PIS/COFINS nas exportações de alimentos, grãos e outras matérias-primas;

    h) Criar Bolsa para subsídio de pelo menos 50% do custo do diesel e de lubrificantes - a serem adquiridos legalmente em Postos da PETROBRAS - por caminhoneiros autônomos legalizados e “comprovadamente”, pertencentes a categoria;

    i) Reativar as Bolsas de Frete de Retorno e implementar, OBRIGATORIAMENTE, Sistema completo de informação de cargas locais/regionais disponíveis, em todos os postos da PETROBRÁS.

    CONCLUSÕES:

    A meu ver, a adoção das medidas acumuladas levaria a um custo entre US$ 15,0 e US$ 20,0 bilhões para os Governos no período, mas isto só representaria entre 7% e 10% dos US$ 210,0 bilhões das reservas acumuladas e muito menos do que já foi gasto até agora com os Bancos, montadoras etc.. e que, praticamente, pouco levou a resultados em termos de manutenção do emprego e de renda.

    A idéia é fortalecer ao máximo – COM MEDIDAS DIRETAS, FACÉIS E AO ALCANÇE IMEDIATO DO POVO - o nosso gigante mercado interno consumidor e também melhorar os padrões alimentares e de “cidadania”, ao tempo que garanta as produções iguais pelas fábricas e, principalmente, as manutenções dos empregos e das rendas, mesmo que de forma emergencial. Após passada a crise externa, o Brasil teria 2 grandes mercados a explorar intensivamente: o externo e o interno e o PIB teria fortes crescimentos anuais, bem acima do 4% previstos. Por outro lado, como as medidas seriam para enxugar o excesso de oferta previsto para o mercado interno - com as seguidas re-alocações de boa parte dos volume das exportações anteriores – dificilmente haveria escassez de alimentos e de produtos agrícolas e, com isto, inflação. Então a volta da inflação não poderia ser, novamente, a desculpa de alguns pela não adoção das medidas.

    Resta agora esperar que o alto Governo, com poder real de decisão, pelo menos leia minhas propostas iniciais, ou que elas lhes sejam remetida por algum leitor, especial, deste importante e - cada vez mais lido e copiado - site. Quem sabe até um bom parlamentar se interessaria pelas propostas?

    Concluindo, nesses dias, li uma importante máxima de um grande consultor estrangeiro: “muito pior do que o analfabetismo é a preguiça de leitura e de análise, pois o conhecimento não é apenas soletrar”. “Bons executivos e bons estudantes leem muito e analisam muito mais”.

    Assim, grato pela tua leitura e análise e espero estar colaborando para um novo agronegócio, muito mais justo e rentável.

    Prof. Clímaco Cezar de Souza

    AGROVISION – Brasília

    www.agrovisions.com.br

    0
  • Newton Borges de Morais Junior Campo Verde - MT 21/01/2009 23:00

    João Batista, segue um breve relato aqui do sul do estado do MT, de Campo Verde. Mesmo com a volta das chuvas, ainda temos problemas em algumas areas da nossa região. Segue algumas fotos de lavouras sofridas com o stress hidrico, onde as mesmas ja tinham sofrido com o atraso no plantio também devido a seca, e agora sofrem novamente com a pouca chuva....a vida do produtor rural ja está tão dura, que nào sabemos mais onde vai chegar.(Segue algumas fotos em anexo). Um grande abraço e vamos em frente

    0
  • pedro carvalho Foz do Iguaçu - PR 21/01/2009 23:00

    Olá pessoal do Terraviva, sou Pedro Carvalho e assisto aos seus programas todos os dias. Minha pergunta vai em especial para o programa da 1h da tarde onde a Desiree Brandt dá a previsão. Gostaria de saber a previsão para os proximos meses no Paraguay para a plantacao de safrinha e a colheita do soja. Dizem que vai fazer muito frio mais cedo, com geada e chuva. Sera que Desiree poderia dar uma ajudinha ? muito obrigado a todos, um abraço.

    0
  • Giovani Giotti Luis Eduardo Magalhães - BA 20/01/2009 23:00

    João Batista, onde está a presidente da CNA, Katia Abreu, que disse que tudo iria ser transparente? Gostaria de vê-la em seu programa para que possamos saber como anda este barco... e diga a ela que sua atitude deveria ser semelhante ao Sindicado das Montadoras de Veiculos: anunciar na grande midia o numero de empregados que o café e o agronegocio gera neste País para que a sociedade conheça a sua importancia e, ao mesmo tempo, comunicar um corte de 5% em razão da falta de renda. E, principalmente, falar a verdade ao povo sobre de quem é a culpa da crise dos agricultores, falar quem é o terceiro escalão do Ministério da Fazenda que esta travando as reivindicaçõe da cafeicultura... aliás, falar que isso não representa a verdade, pois quem é o chefe do 3.o escalão?

    Vamos ser mais duros, tirar a tinta da caneta do Rei, pois só assim o povo vai conhecer a verdade, que diga-se de passagem já passou da hora de alguém aparecer com a realidade neste país. O que o Lula conhece da importancia do agronegocio para a nossa economia?? o que ele realmente quer é entregar o País em uma situação insustentavel ao proximo presidente, pois dinheiro existe para as ONGS, MST, UNE e etc, só não vê quem não quer.Um abraço a todos. Giovani Giotti

    0
  • Marcos Benhur T. Grespan Balsas - MA 20/01/2009 23:00

    Boa tarde. Na materia do dia 20/01/09 de titulo: Recuperação Judicial Ampara Produtores em MT hÁ no rodapÉ uma opção para clicar e conhecer as leis que regulamentam esta ação, porem eu nao estou conseguindo abrir a pagina. Gostaria, se possivel, que me mandassem esta materia por email. Muito obrigado

    0
  • Arthur Augustin da Silveira Rondonópolis - MT 20/01/2009 23:00

    João Batista, peço encarecidamente que a Desirée Brandt faça a previsão alongada para a região de Alto Garças, Guiratinga e Pedra Preta (Serra da Petrovina) no estado de Mato Grosso. Esta região começou a colher a soja e precisa saber se planta milho safrinha de acordo com as previsões de chuvas.

    Obrigado!

    0
  • Renato Ferreira Dourados - MS 20/01/2009 23:00

    Olá João Batista e agricultores do meu Brasil!!! Safrinha no MS se perde com seca e não com geada!!! (leia abaixo). Estamos caminhando para a decisão da safrinha de milho em nosso estado, e continuo reafirmando para todos que pretendem fazê-la: diminua a área, assim escolhendo a melhor terra, fazer investimento razoável, e sem sombra de dúvida TEMER a seca ao invés de geada.

    O que acontece na maioria das vezes é que o agricultor se emociona com o barulho das máquinas e estende o plantio até fim de março, que na nossa região fará o milho florescer em junho/julho. O da época de junho será castigado pela seca(historico de 10 anos, na maioria faltou chuva); e se mesmo assim ele conseguir escapar, resta a geada para o mesmo.

    ENTÃO PESSOAL !!! CUIDEM-SE (sem levar em consideração o preço do momento não ser atrativo) NÃO É APENAS O CUSTO DE PRODUÇÃO QUE ESTÁ EM JOGO E SIM O NOSSO PATRIMÔNIO.!!

    Renato Ferreira

    [email protected]

    0
  • Climaco Cézar de Souza Taguatinga - DF 20/01/2009 23:00

    João Batista, será que o Joelmir Betting, ou o Boris Casoy ou o sr. João Carlos Saad poderiam nos explicar melhor, publicamente, como o Grupo Votorantim conseguiu o "milagre" de vender, rapidamente, parte do seu Banco para o Governo -BB (ou seja "o povo") - cuja carteira, suspeita-se, que seja composta em boa parte por ativos podres (financiamentos anteriores de automóveis com possíveis bem maiores inadimplências futuras e ainda desvalorizações das garantias, também sendo o setor com sabidas maiores dificuldades de se contratar novos financiamentos) e ainda conseguiu a "proeza" imediata de pegar mais dinheiro no BNDES e, passados apenas 10 dias, conseguir comprar boa parte da gigante Aracruz Celulose (ativos bons e com ótimas tendências negociais, sobretudo externas ) ?

    Também, seria bom dizer porque outras agroindústrias e cooperativas, sobretudo as de pequeno e médio porte, têm extremas dificuldades atuais de conseguirem créditos - e apenas para capital de giro e com todas as garantias necessárias - nos Bancos, vez que os limites de crédito destas foram suspensos ou rebaixados e por isto só lhes restam reduzir as operações, as vendas, as exportações e, ainda por isto, quase com certeza, terem de mandar muita gente, infelizmente, para o olho da rua proximamente ?

    SOCORRO !!! GOVERNO !!!.

    A MAIORIA AINDA ACREDITA MUITO NO GOVERNO LULA, MAS OU O GOVERNO CONTROLA E MANDA, REALMENTE, NOS BANCOS NESTE MOMENTO DIFICIL OU ....

    Prof. Clímaco Cézar

    AGROVISION - Brasília

    0
  • Luciano Pompilio Brescansin Anaurilandia - MS 20/01/2009 23:00

    João Batista, peça à Desirée Brandt, da omar Meteorologia, a previsão estendida (90 dias) para Anaurilandia, região sudeste de MS. Desde já grato pela atenção.

    0
  • Silvio Marcos Altrão Nisizaki Coromandel - MG 19/01/2009 23:00

    Senhores cafeicultores de todo o Brasil, e caro amigo João Batista: essa história de vamos por partes, como esta propondo o nosso amigo Carlos Melles não vai dar certo, e ainda vai acabar criando mais problemas.

    Lembram do famoso criminoso Jack Estripador??!!, ele ia por partes, e no final todos sabem qual foi o resultado.....

    João Batista, não podemos aceitar esta conversa de fazer as coisas por partes, pois entramos em uma luta onde agora é tudo ou é nada.

    Estamos necessitando de uma solução definitiva para nossas dividas, estamos necessitando de preços mínimos verdadeiros que cubram nosso custo de produção, estamos necessitando de uma política de renda, estamos necessitando que o governo faça uma retirada de um milhão de sacas do mercado para promover um choque de oferta,e precisamos que nossas dividas sejam reescalonadas (todas, não somente Funcafe).

    IMAGINE AMIGO JOÃO BATISTA E CARLOS MELLES, SE ACEITARMOS MEIAS PROPOSTAS, E FICARMOS NA ExPECTATIVA DE NOVAS PROPOSTAS PARA MAIS ADIANTE:

    1- UM DIA DEPOIS DE ANUNCIADA MEIA SOLUÇÃO PARA A CAFEICULTURA, O MERCADO VAI NOS MASSACRAR. O MERCADO HA DUAS SEMANAS ESTA MANTENDO SEU POSICIONAMENTO NOS PREÇOS DE CAFÉ COM A EXPECTATIVA QUE O GOVERNO RETIRE CAFÉS DO MERCADO. SE ISSO NÃO ACONTECER TENTEM IMAGINAR O QUE VAI ACONTECER COM AS BOLSAS.

    2- MESMO QUE O GOVERNO ANUNCIE A RETIRADA DE CAFÉS COMO UMA MEDIDA PARA AJUDAR O CAFEICULTOR, MAS NÃO RENEGOCIAR SUAS DIVIDAS QUE JÁ ESTÃO VENCIDAS, O MERCADO VAI DA MESMA FORMA MASSACRAR O PRODUTOR, POIS SABE QUE ESTE PRECISARÁ VENDER SEU PRODUTO.

    SENHORES, ESTAMOS ENTRANDO NUMA CAMPANHA QUE NÃO TEM VOLTA, E NÃO TEM MEIAS DECISÕES. OU FORÇAMOS O GOVERNO A ACEITAR TODAS AS MEDIDAS OU ESTAMOS MORTOS. E SE ESTE GOVERNO NÃO ACEITAR O PLANO DA CAFEICULTURA COMO UM TODO, NÓS TAMBEM NÃO DEVEMOS ACEITAR PELA METADE, POIS ESTAREMOS ASSINANDO NOSSO ATESTADO DE OBITO. A MELHOR RESPOSTA SERÁ VIRAR AS COSTAS, REUNIRMOS COM AS LIDERANÇAS E NOSSOS PREFEITOS E DECRETARMOS NOSSA FALÊNCIA.

    FAÇO AQUI UM APELO EM NOME DE TODOS OS CAFEICULTORES DO BRASIL, SENHOR CARLLOS MELLES, E LIDERANÇAS: NÃO ACEITEM MEIAS MEDIDAS POIS VCS SERÃO RESPONSÁVEIS PELA MAIOR CATASTROFE NO MERCADO DE CAFÉ. O MERCADO ESTÁ DE OLHO GORDO ESPERANDO NOSSA DERROTA JUNTO AO GOVERNO PARA ACABAR DE NOS ARREBENTAR. NÃO ASSUMAM ESTA RESPONSÁBILIDADE, SEJAM INTELIGENTES, OU É TUDO OU É NADA.

    MELHOR SAIR DE BRASILIA SEM NADA, MAS COM A VERGONHA NA CARA E A CORAGEM DE ASSUMIRMOS QUE NÃO VAMOS PAGAR NOSSAS CONTAS (FALENCIA) ENQUANTO OS PREÇOS NÃO FOREM REMUNERADORES, DO QUE NOS ENTREGAR DE BANDEIJA PARA O MERCADO.

    PEÇO ISSO EM NOME DE TODOS OS CAFEICULTORES.

    POR FAVOR, JOÃO BATISTA E AMIGOS DOS NOTICIAS AGRICOLAS, NÃO DEIXEM ISSO ACONTECER, POIS AI SIM ESTAREMOS MORTOS, E TUDO QUE TENTAMOS FAZER DURANTE ESTAS DUAS SEMANAS SÓ SERVIRAM PARA NOS PREJUDICAR. E TODOS TERÃO SUA PARCELA DE CULPA. E AINDA POR CIMA SERÃO NOSSAS LIDERANÇAS MASSACRADAS POR ESTE 3 ESCALÃO, QUE APROVEITARÃO O RESULTADO DAS MEIAS MEDIDAS , PARA DESMORALISAR O NOSSO CARO SILAS, GIMENES, BERTONE , MELLES ETC

    SEJAMOS INTELIGENTES

    OU É TUDO OU É NADA.

    0
  • roberto mazali pacaembu - SP 19/01/2009 23:00

    Gostaria de saber onde voces coletam o preco do boi gordo diariamente, porque nos frigorificos que eu ligo o preço é sempre menor? Hoje, por exemplo, o preco no Friboi é de R$ 80,00 com 30 dias livre, em São Paulo e no MS é de R$ 73,00 livre do funrural com 30 dias. Aí foi publicado R$ 84,00 em SP e R$ 77,00 no MS. A coisa está mais feia!

    0
  • José Carlos Lermen Luis Eduardo Magalhães - BA 19/01/2009 23:00

    João Batista, sou produtor rural na região oeste da bahia e gostaria de saber quais as expectativas de mercado da soja e do milho para esse ano. Agradeço a atenção.

    0
  • Mário José Milani e Silva Cacoal - RS 19/01/2009 23:00

    João Batista, fato preocupante é a divergencia gritante entre as informações dos agricultores, no que se refere aos efeitos e a extensão da seca, e aquelas trazidas pelos orgãos oficiais que minimizam as consequencias da estiagem sobre a produção final. Como alertou recentemente um dos produtores, tal campanha de desinformação talvez vise propriciar maiores ganhos para os atravessadores e, na sequencia, ser reconhecido no fechamento das contas a significativa quebra de produção (em especial da soja e do milho), quando os produtores não terão mais nada para entregar. A repercussão das safras do Brasil e Argentina nos Estados Unidos é evidentemente superior àquela percebida pelas autoridades brasileiras do setor. Explique o que está ocorrendo.

    0
  • Roberto Bressan São Domingos - SC 18/01/2009 23:00

    João Batista parabéns pelo seu programa Noticías Agricolas... você esclarece muitas dúvidas que nós, agricultores, temos. Abração.

    0
  • Silvio Marcos Altrão Nisizaki Coromandel - MG 18/01/2009 23:00

    " NÃO SE FAZ UM BOM OMELETE , SEM QUEBRAR OS OVOS".

    Bom caros amigos produtores de café de todo o Brasil, venho hoje na condição de um quase ex-cafeicultor, dizer algumas verdades, mas antes disso quero corrigir algumas declarações que o nosso amigo Carlos Melles disse hoje à tarde em entrevista ao João Batista.

    1- Cara Deputado: a cafeicultura não esta há 3 samanas na agonia; ela ja veem em agonia há mais de 8 anos. Felizmente ou infelizmente como para um enfermo, está chegando a hora de descansarmos. Sim, muitos ja ouviram estas palavras, "coitado, não morreu descansou". Fiquem tranquilos ai em Brasilia, pois a nossa agonia como cafeicultores está acabando, vamos descansar...

    Agora, a agonia vai começar para aqueles que dependem do café para trabalhar.

    a- o empregado fixo e sua familia: aqui em minha propriedade são 3 famílias que estão comigo há mais de 20 anos. Total de 10 pessoas.

    b - trabalhadores temporários. Não contratei ninguem para serviço de capina (todos os anos eram 3), desbrota (mais 3).

    c- colhedores: como minha propriedade é pequena, sempre colhemos na mão, contratamos a média de 20 pessoas durante os meses de junho, julho, agosto, setembro. O mais engraçado que são baianos que vem para cá no mes de maio para aproveitar a arranca de feijão, ja fazem isso há mais de 7 anos e sempre os mesmos. Já somos amigos, nossa propriedade sempre foi um porto seguro para eles, pois ja chegam com pouso certo. No final da tarde tomamos aquela pinga, batemos bons papos, e nunca tivemos problemas.

    O mais importante, é que eles preferem vir para a colheita de café do que ir para o corte de cana, mesmo ganhando menos pois dizem que o trabalho aqui é mais humano.

    d- O caminhoneiro este ano só veio uma vez na fazenda trazer o adubo, antes eram 3 viagens no minimo.

    e- parei de trabalhar com a assistencia das cooperativas, pois devo e não consigo pagar, assim melhor ter vergonha na cara e não abusar. Coitado do agronomo, nem sabe mais o que fazer.

    f- Aquelas lojas aqui da cidade, tipo Pernambucanas, que vendem de tudo um pouco, principalmente para o pessoal que trabalha lá na roça, estão parados nas portas esperando o fregues chegar, quando.....

    g- O chapa acostumado a fazer um "pega" e ganhar um bico, esse coitado, esta com os dedos calejados de jogar dominó no banco da praça, onde esperam os serviços.

    h- Os vendedores das firmas, cooperativas, inventam serviço para não ficar parado. Aqui mesmo, fazem de tudo, faxinam, servem café, mas vender o que????/

    Bom, se continua,r passo a noite aqui.

    2- Deputado Carlos, outro equivoco é acreditar que o Presidente Lula sabe de alguma coisa da cafeicultura. Não sejamos inocentes; o presidente só sabe aquilo que lhe convém, lembram do Mensalão (NÃO SEI, NÃO VI), PELO AMOR DE DEUS SEJAMOS REALISTAS.

    3- Outro equivoco é achar que o problema é o terceiro escalão, NÃO, O PROBLEMA É O GOVERNO TODO, ELES ESTÃO SEM DINHEIRO E SABEM QUE A CAFEICULTURA COMO O AGRONEGÓCIO COMO UM TODO VAI EXPLODIR. ELES NÃO FIZERAM A LIÇÃO DE CASA COM AS FIRMAS DE ADUBO, A REFORMA TRIBUTÁRIA, REFORMA TRABALHISTA, E AGORA TODOS ESTES CUSTOS VÃO EXPLODIR, E ELES (GOVERNO) NÃO TEM COMO ESTANCAR ESTA HEMORRAGIA

    4- Outro equivoco é achar que o problema para se tomar uma decisão sobre a dividas do café seja a questão dos custos de produção. Senhor Deputado, foi o próprio governo através da Conab que em juhlo de 2008 disse que o custo girava em torno de 270,00 naquela época. Como, acreditar neste governo que não acredita nem naquilo que eles fazem.

    E preço minimo para quê???, se não respeitam.

    5 - A unica coisa realmente que o senhor Deputado Carlos Meles disse e que realmente e verdadeira, é que o desemprego no campo é silencioso. Agora cabe a nós darmos som a este desemprego.

    Proponho a fazer o contrario do que o deputado quer: ao invés de irmos a Brasilia, vamos sair dai, vamos criar vergonha na cara, parem de pedir esmolas, parem de passar por tolos, é uma vergonha ver um homem da idade do senhor Gilson Ximenes passar por esta situação. Linderanças, além de nos chamar de caloteiros, mau- pagadores, chorões, agora estão nos chamando de mentirosos. Desculpe o palavriado, mas estamos parecendo raparigas em beira de estrada, vendendo nosso corpo a troco de esmola. LIDERANÇAS, SAIAMOS DE BRASILIA DE CABEÇA ERGUIDA, VOLTEMOS PARA NOSSAS TERRAS E AI SIM MOSTRAREMOS PARA ESSE GOVERNO COM QUEM ELES MEXERAM. VAMOS MOSTRAR O QUE REALMENTE É DESEMPREGO,

    VAMOS PARAR AGORA.

    CONVOCO AQUI AS COOPERATIVAS DE CAFEICULTORES DE TODO O BRASIL, QUE SEUS PRESIDENTES TOMEM SUA POSIÇÃO AO LADO DO CAFEICULTOR, NÃO PRECISAMOS MAIS DE PRESIDENTES DE COOPERATIVAS PARA FAZER DIPLOMACIA, O TEMPO DE DIPLOMACIA ACABOU HOJE, OU AS COOPERATIVAS ESTÃO AO LADO DE SEUS COOPERADOS, OU ESTÃO AO LADO DO MERCADO QUE NOS SANGRA HA MAIS DE 10 ANOS LUCRANDO COM NOSSO SUOR.

    0