Fala Produtor

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 25/08/2016 05:38

    Excelente debate, demonstra que nós os integrantes do setor podemos e temos capacidade de discutir os principais problemas que afetam nossos negócios, de maneira honesta e respeitosa. E o Guilherme tem razão quando foca um ponto, ele tem razão, nos falta isso, mas falta por que muitos que tem capacidade não querem participar. O ponto em questão, o principio de que ele parte é o principio correto, a impregnação do socialismo em nossa sociedade, a crença de que são os politicos e os representantes os únicos que podem ajudar, não amigos, os produtores devem ajudar-se a si mesmos e vai ao ponto, muito pertinentemente, ataca as causas e não os efeitos. Foi produtivo por que junto com o Eduardo Porto abriu espaço, tornou a discussão mais focada, ampliando o campo sobre o ponto escolhido pelo Guilherme. Isso não tira de jeito nenhum o mérito do Eduardo, ao contrário, pois faz com que o discurso, por que não dizer assim, seja aperfeiçoado, melhorado, e com grande capacidade de reconhecimento, com humildade reconhece a razão do outro, o que nunca acontece com liderança e politicos, mesmo que tenha sido o responsável pelo inicio de uma divergência que pode e vai ser sanada somente assim, com discussão. Tirar o centro da discussão dos politicos já é, em si mesmo, decidir por conta própria, pautar os politicos e mostrar que os produtores pensam e tem voz própria, sendo capazes de resolver seus problemas sem precisar que ungidos pensem e ajam por eles. Politicos não devem mandar, devem obedecer.

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Rodrigo, mesmo porque se não resolver a causa dos problemas que reside no Estatismo Brasileiro, podemos argumentar o quanto quisermos, nada vai mudar, A "leI" contoninuara proibindo a existencia de terceirização de atividades ligadas diretamente a produção, a Burocracia e os impostos irão continuar afastando investidores e empreendedores dos negócios por razões óbvias e país vai continuar no circulo vicioso em que vive.

      Não precisa nem sequer de muito, cito dois exemplo. !) Petrobras, basta acabar com o monopolio estatal e faze-la competir de igual para igual com as empresas privadas (novamente como exemplo os EUA). 2) Correios: O mesmo principio, não precisa nem sequer privatiza-lo, basta deixa-lo a merce da competição que ele acaba naturalmente.

      Precisamos descentralizar poderes, desburocratizar, reduzir o estado, só assim teremos ambiente para ganho de produtividade e eficiência.

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    • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG

      Pergunto aos opinadores acima se já fizeram TERCEIRIZAÇÃO....trabalharam e organizaram atividades terceirizadas...etc...

      1) A terceirização é viavel e livre...olhem as montadoras...não produzem uma peça...só juntam...logo se todos são iguais perante a lei..presumo que seja livre..

      2)Olhem as agroindustrias de aves e suinos...quem produz o frango...o suino...é o INTEGRADO que podia ser chamado de terceiro...olhem o transporte destas mesmas industrias(no qual a conta é 50% maior que a conta salario mais encargos) é toda terceirizada..logo...

      3)Em agroindustrias que trabalhei participei e fiz terceirizações tanto de produção quanto de transporte e afirmo que quando bem feita bem acordada ela tem um nível de serciço de melhor qualidade...uma produtividade melhor e um CUSTO em média uns 30% mais baixos...

      4)Olhem as usinas de cana de açucar...muitas atividades de preparo do solo..plantio...adubação..colheita são terceirizados..e digo mais..arrendei uma área a uma usina e quando vejo o povo na lida sabe-se de longe se é proprio ou terceiro...o proprio é igual a funcionario público...sem compromisso com qualidade..custo e produtividade..

      5)Olhem os custos fixos quanto representam na máquinas usadas pelos produtores...veja quantas horas trabalham por ano e quanto podiam trabalhar...olhem a mao de obra das fazendas quanto tempo ficam sem serviço no ano...olhem a tecnologia e a qualidade das máquinas quando proprias não podem ser trocadas rápido devido aos custos...outra coisa a qualidade da mão de obra do TERCEIRO é muito melhor pois ele tem que ser um especialista na atividade...

      6)Reduziriam se a quantidade de máquinas e equipamentos...portanto seriam imobilizados menos valores...menos roubo...menos risco...etc...

      7)Cocluo que a terceirização das atividades rurais de forma mais ampla vai fazer um bem danado aos custos..produtividade...e na eficacia da atividade rural..

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      sim senhor Dalzir, já prestei serviço de colheita de soja e já contratei serviço de colheita de soja.

      Já prestei serviço de aplicação de fertilizante corretivo a taxa variável.

      Hoje não quero mais prestar serviço, e também na realidade que tenho por aqui se for para terceirizar esse tipo de coisa prefiro parar de plantar e arrendar as terras ou vende-las.

      Para evitar ter de explicar o motivo de eu não querer colocar minhas maquinas a serviço de terceiros aqui na região, quando alguém liga eu coloco o preço contabilizando todos os custos e uma margem de risco, caso funda um motor, estoure um pneu...

      Assim fica um preço que normalmente ninguém aceita pagar e eu não tenho que ficar explicando o motivo de eu não querer prestar serviço, que é justamente esse, o custo é alto e a maioria não contabiliza corretamente os riscos (inadimplência, o qual já passei por esse com colheita de soja, risco de problemas como estouro de pneu, motor fundido ou outro dano grave qualquer).

      Quando as maquinas operam em minhas áreas o risco é menor, pois as áreas são conhecidas, a logística toda planejada com muita antecedência, sem risco de inadimplência.

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Novamente, nada contra terceirização em si, ela tem que ser livre, sem leis que proíbam qualquer tipo de terceirização.

      Cada um faz o que achar melhor, no meu caso, avaliando e comparando os custos e benefícios entre próprio e terceirizado nas operações, o retorno da operação própria é muito mais lucrativo.

      Terceirizo a parte de analises de solo para Apagri, há uma década pelo menos. Essa se mostra viável pois o modulo que planto é totalmente incompatível com investimento necessário para se fazer a coleta, analise, processamento de dados e geração de receitas de solo e tecidos vegetais.

      Meu modulo precisaria ser exponencialmente maior para ter essa operação exclusiva, mas no meu caso é uma exceção.

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    • Rodrigo Valero Tupassi - PR

      Estes contras deverian eles trabalhar com as maquinas deles e nao pagar empregado que nada mais é um terceirizador de trabalho. Vcs nao conseguen faser td sozinho

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  • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR 24/08/2016 19:01

    Com relação aos ataques nos cofres dos Produtores Rurais , o Governo do Paraná mais uma vez quer e precisa de dinheiro para cobrir as contas que mais uma vez Gasta mais e Mal do que Arrecada. Aí vem o Secretário de Finanças do estado e avalia que tem de tributar as indústrias que utilizam água... Uma das mais afetadas são as plantas frigoríficas de Aves, Depois tem a Suinocultura e as plantas de abate de Peixe. O cara diz que o Produtor não vai ser afetado... Parece que este sujeito vive em um mundo que não é este em que nós vivemos. Desde quando a Indústria sofre uma nova tributação ela vai arcar sozinha??. O primeiro a pagar a conta é o Produtor , pois este nunca consegue por preço no seu produto. Este Secretário está acabando com o Paraná e por um simples motivo, não é Paranaense... ele é sobra dos Políticos de São Paulo por onde foi se último emprego. Antes do Governador abraçar e dar emprego e ele tem o papel de arrecadar e esqueceu o setor Rural porque o resto está morto. Srs. Produtores do Paraná temos de cobrar dos Deputados para não aprovarem este projeto . Tem que ser Urgente.

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    • Luiz Alfredo Viganó Marmeleiro - PR

      O Paraná é um estado ímpar em produção agrícola no Brasil, já nossa safra de políticos, a cada mandato só pioram... Beto Richa está conseguindo ser pior que o falastrão do Requião!

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  • Luiz Tarquínio Belo Horizonte - MG 24/08/2016 18:35

    A decisão do ministro e bem própria de quem e simpatizante do PT. Mas não podia der diferente, afinal como ele foi para o Supremo?

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  • Luiz de Santana Junior Aracaju - SE 24/08/2016 17:20

    Nobre escriba Eduardo Porto, você merece muitos Bravo! e Vivas! aplausos exaustivos, mas acompanho o Leonardo Zucon com sua visão realista (pessimista), com o poder soberano que reina, obrigando-nos a vivermos com o injusto, para não incorremos na margem da lei. Parabéns pela sua matéria que nos enriquece com tantos esclarecimentos quantos aos mecanismos governamentais e até de entidades que deveriam realmente proteger o nossa riqueza maior que é o Agronegócio e o modus operandi das industrias de defensivos agrícolas, que inibem a concorrência que seria salutar para todos nós. Vivemos no sonho impossível de um dia pisar um Bravo para reparar o mal irreparável. Desejo nessa sua busca, que suas forças não se esvaiam até que você alcance essa Estrela Inatingível para o bem de todos nós.

    Um Grande abraço, Luizinho Santana.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 24/08/2016 15:21

    O Arruinaldo fica louco com o excesso de zelo e com as prisões arbitrárias da Policia Federal. https://tercalivre.com/2016/08/24/presidentes-do-psdb-em-goias-e-da-saneago-sao-presos-em-acao-da-pf/

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  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG 24/08/2016 14:52

    O café Connilon está pegando o Arábica na corrida de preços... A Bolsa de NY, com seus ajustes técnicos, vai perder esta corrida... Foi-se o tempo que era cotado pela metade do preço do Arábica... Também negociar com Bolsa de Londres faz uma grande diferença...

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  • Camilo Morais Morais Aguas Bellas - PE 24/08/2016 11:37

    Digam o que disserem, Seu Polo, o Reinaldo Azevedo presta maiores serviços aos brasileiros do que o Lulopetismo, em toda sua existência.

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Uai Sr. Camilo, e agora estou defendendo o Lulopetismo? De jeito nenhum, só estou falando que está comendo bola para defender o status quo.

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Acho que você não entendeu a nota da AMB, Gilmar Mendes quer vincular o aumento dos salários do judiciário, à mudanças nas 10 medidas contra a corrupção. É isso o que o democrata Arruinaldo está defendendo.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 24/08/2016 09:42

    Não é de hoje que o Arruinaldo Azevedo desanca o juiz Sérgio Moro. Também onde se viu? O juiz saindo por aí a defender ilegalidades! Como pode o MP querer armar arapucas para pegar funcionários públicos criminosos? Para punir? E aí ele pode usar a adversativa, mas e não corremos o risco de se formar uma máfia? E compara o MP ao PT! Aquele que um dia mereceu ser chamado de Rei, hoje não passa do Arruinaldo.

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    • Camilo Morais Morais Aguas Bellas - PE

      Mas continua acreditado entre os seus leitores agradecidos. Já você, continua no limbo do deconhecimento, do despeito e da frustação, contra os seus principais inspiradores.

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Ah é? Em nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros repudia as declarações de ontem de Gilmar Mendes.

      "É lamentável que um ministro do STF, em período de grave crise no país, milite contra as investigações da Operação Lava Jato, com a intenção de decretar o seu fim, e utilize como pauta a remuneração da magistratura. O ministro defende financiamento empresarial de campanha e busca descredibilizar as propostas anticorrupção que tramitam no Congresso Nacional, ao invés de colaborar para o seu aprimoramento.

      Sustentamos outro conceito de magistratura, que não antecipa julgamento de processo, que não adota orientação partidária, que não exerce atividades empresariais, que respeita as instituições e, principalmente, que recebe somente remuneração oriunda do Estado, acrescida da única exceção legal da função do magistério."

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Os leitores agradecidos do famoso Arruinaldo agradecem a Associação dos Magistrados do Brasil.

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  • LEONARDO ZUCON Itapeva - SP 24/08/2016 08:15

    Caro Eduardo, concordo com muitos posicionamentos que você apontou em sua matéria..., posso dizer que tive uma experiência viva e clara destes fatos, e quando me dei conta de tudo isto mudei alguns rumos..., mas tenho uma visão pessimista do Brasil, pois culturalmente será muito difícil modificar tudo isso, pois o poder que aí está é soberano, e nós como temos a certeza de que o correto é o justo e nada mais, dificilmente (praticamente impossível) viveremos o justo. Mas uma coisa é certa, sempre vou acreditar em minhas convicções. Lhe desejo sorte nesta nossa batalha perdida .

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR 24/08/2016 08:08

    BRAVO ! ... BRAVO !! ... BRAVO !!!

    Como diz o Sr. João Batista: Nesse texto está a "INFORMAÇÃO & a COMUNICAÇÃO" !!!

    Imagino pessoas dessa estirpe, ocupando cargos públicos, onde são tomadas as decisões das políticas públicas.

    POR QUE ISSO NÃO OCORRE ???

    Textos com conteúdos aumentam o conhecimento, que influi na educação e, para encerrar, cito uma frase do filósofo Georg W. F. Hegel:

    "A EDUCAÇÃO É A ARTE DE TORNAR O HOMEM ÉTICO".

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  • elcio sakai vianópolis - GO 23/08/2016 23:05

    parabéns pela matéria

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  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA 23/08/2016 23:01

    Se for este o custo e com 10U$ buchell, lá se vão 53 sacas por ha.

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  • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS 23/08/2016 22:46

    Caros Cassiano e Luiz, Realmente as distorções no Brasil são intermináveis e produzem questionamentos lógicos sobre a nossa falta de lógica. Na China, a incidência tributária sobre a importação de Soja está baseada inicialmente em 2 impostos: 1) VAT (Value Added Tax similar ao nosso ICMS) - 13%; 2) Imposto de Importação - 3%. A mecânica de cálculo não vem muito ao caso agora, mas é importante ter isso em conta numa avaliação rápida. A cotação da Soja é determinada pela Bolsa de Dalian - www.dce.com.cn/en e tem dois contratos em negociação, o tipo 1 e o tipo 2. O tipo 1 corresponde a Soja Convencional para consumo humano dentro de uma especificação que está fora do nosso padrão de exportação. O contrato tipo 2 corresponde a Soja importada, base GMO. O Óleo e o Farelo de Soja são igualmente objeto de negociação na Bolsa de Dalian, daí se extrai o cálculo do \"Crushing Margin\" ou \"Margem de Esmagamento\" que atualmente é positiva na China com a Soja importada e negativa por aqui. Isso é realmente curioso como bem apontado pelo Cassiano, já que da nossa conta por aqui não se incluiria o frete internacional, despesas portuárias, etc. A Lei Kandir veio a resolver boa parte das distorções do passado que retiravam a competitividade das exportações, mas por pressão de Governadores incompetentes a frente de Estados quebrados (como o nosso Rio Grande), acabaram tributando com ICMS a transformação da matéria prima por aqui. Abordando o exemplo mencionado pelo Luiz Viganó, a situação que envolve o maquinário agrícola já é mais explícita e indica uma pesada tributação sobre a atividade, se não estou enganado incidiriam PIS/Cofins, ICMS, IPI, I.I., etc... A impossibilidade dos Produtores de importarem, inclusive máquinas e implementos usados, me parece que beneficiam enormemente a esse pequeno Grupo de empresas. Uma situação que sempre me chamou a atenção é o nosso comportamento \"patrimonialista\" no Brasil no que se refere ao Maquinário. Enquanto na Argentina ou mesmo nos Estados Unidos são comuns as operações terceirizadas de todo o processo, por aqui há uma enorme imobilização de capital que agrava o índice de endividamento do setor.

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Eduardo, não é simplesmente patrimonialismo na questão da terceirização de atividades fim, o qual no Brasil é proibida pelas leis trabalhistas, por isso inexistem empresas formais voltadas diretamente a esse tipo de serviço no Brasil.

      http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/agronegocio/148558-setor-produtivo-aguarda-aprovacao-de-projeto-de-lei-sobre-terceirizacao-na-atividade-agricola.html#.V73x2TUwCDk

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Nos EUA inexistem leis que proibam a terceirização como aqui, no caso do Brasil só atividades indiretas podem ser terceirizadas legalmente.

      Não há meios no Brasil de abrir um empresas de prestação de serviços agrícolas diretos como plantio, colheita, etc.

      E mesmo que abertas, o custo do serviço na maioria dos casos inviabiliza a contratação, por causa dos tributos e burocracias aqui vigentes.

      O contratante percebe que com que ele paga pelo serviço de colheita terceirizada, dependendo do modulo em questão, ele paga tranquilamente a parcela da maquina e os custos operacionais.

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Mesmo no mercado informal de prestação de serviços aqui no país somente fica viavel a contratação para quem não tem um modulo suficiente que permita diluir o custo da maquina.

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    • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS

      Guilherme, suas ponderações são muito pertinentes com relação a terceirização dos serviços agrícolas. Conheço algumas empresas que já estão atuando nesse segmento, mas realmente não abarcam o serviço integral de plantio, pulverização e colheita, como já é comum na Argentina e no Uruguai.

      Ressalvando as questões fiscais e trabalhistas, como bem apontado no seu comentário, acredito que existe um enorme potencial para o desenvolvimento desse tipo de negócio por aqui.

      Me inclino a dizer que seria uma necessidade urgente na medida em que a ociosidade do parque de máquinas agrícolas é elevada devido a sazonalidade da utilização, assim como os seus custos de manutenção e a necessidade cada vez maior de se contar com mão de obra especializada.

      Minha maior preocupação reside na imobilização excessiva do Capital em ativos que possuem um retorno muito lento. Dentro de um cenário de endividamento crescente do setor, a Rentabilidade do Ativo Imobilizado (excluindo o valor das terras) é uma medida de eficiência muito importante e que é levada em conta na avaliação dos riscos do produtor e na determinação de limites de crédito.

      Concordo que módulos pequenos são os que melhor justificam esse tipo de contratação. Acho que é um tema muito interessante de ser abordado na forma de um Artigo Técnico aqui no NA, não lhe parece? Gostei muito da troca de idéias consigo. Abraço.

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Sim Eduardo, é extremamente pertinente um artigo técnico que levante com exatidão todos os motivos dos nossos problemas.

      Eu sou produtor de grãos, também sou graduado em administração de empresas e me dedico muito a análise de projetos e gestão de custos.

      Possuo uma colheitadeira classe 6, quando efetuei a compra analisei o quanto eu gastaria por safra contratando informalmente alguns indivíduos que prestam serviço de colheita na região, o tipo de serviço que eles prestam (perdas durante o processo, compromisso de agenda, etc) e pesando todos esses fatores nos meus cálculos se provou inviável terceirizar.

      O custo do hectare colhido não é baixo, e isso se justifica pois as maquinas são caras, a manutenção é cara (pneus que chegam a custar mais 15 mil reais cada em alguns casos), o diesel caro, o custo do operador, etc. Isso se deve basicamente ao custo Brasil, visto que muitas peças de reposição que comprei nos EUA chegaram a custar até 6 vezes menos que aqui.

      Depois entrava a questão do compromisso e de um problema endêmico que temos no Brasil no que diz respeito a confiança. Colheita muito malfeitas por esses prestadores de serviço, e como devido a todos esses problemas legais e burocráticos é inviável fazer um contrato formal, não há muitos meios eficientes de cobrar pela qualidade do serviço.

      Pesando e analisando todos os fatores, se mostrou muito caro e arriscado terceirizar.

      Ativo imobilizado pode ser um imenso problema sim, mas o que não tem sido no Brasil?? A questão que em geral quando temos as coisas em nossas mãos, os problemas são menores, é possível ter maior controle. Nesse ponto, fazendo um paralelo com a sociedade dos EUA onde há uma relação de confiança natural, premissa básica é a confiança, diferente do Brasil onde precisamos desconfiar de tudo primeiro, acaba sendo muito mais fácil e confiável contratar um serviço do gênero.

      Primeiro, lá o contrato entre as partes tem amplo amparo legal e em geral se for executado se resolve rapidamente, eu conheci um Americano que prestava serviço de colheita no Kansas, ele tinha um contrato muito simples de uma página que firmava objetivamente como limites de perdas na operação volume máximo grãos perdidos pela máquina), período em que se dará a colheita e coisa do gênero.

      Tive boas experiências visitando os EUA, mas não vou me estender muito aqui, porem como compro algumas peças para as minhas maquinas diretamente de lá, sei que muitos itens básicos podem custar até 5 vezes menos que aqui em alguns casos, ou o óleo diesel que na cotação de hoje no varejo na cidade de Indianapolis está em torno de 1,60 R$ por litro já convertidos, enquanto aqui custa 3,20 R$.

      Então eu não vejo como um questão de puro patrimonialismo (pejorativamente) e sim necessidade perante a enormidade de barreiras para se conseguir uma prestação de serviço de qualidade e confiança no Brasil.

      Se eu não tivesse um modulo que me permitisse diluir esses custos de ativos imobilizados "adequadamente" eu deixaria de plantar, arrendaria ou venderia as terras e sairia do país, aliás ando pensando nisso mesmo com um modulo razoável.

      Muitos dos pequenos não tem escolha e também sequer estão fazendo cálculos para avaliar a real viabilidade se plantar culturas que demanda maior escala em pequenas propriedades, como no Brasil não há ou há poucas alternativas muita gente força a situação, onde em geral acaba apenas empatando ano após ano ou se endividando lentamente. Em muitos casos que analisei e só tem prejuízo.

      Eu tenho alguns dados sobre os temas que mencionei, se achar pertinente me disponho a compartilhar.

      O assunto é muito complexo, extenso e é necessário focar nas causas dos nossos problemas, não nos efeitos.

      A causa ao meu ver está no modelo político socialista adotado no país, repleto de keynesianismo e crony capitalism, se não corrigir os problemas fundamentais nunca teremos ambiente econômico jurídico e social para prosperarmos.

      também é necessário atentar para realidade de se abrir um negócio no Brasil, recentemente encontrei essa explanação sobre a situação, que ao meu ver reflete perfeitamente a realidade:

      "Suponha comigo que você tem 35 anos, R$ 500.000,00 no banco e um Q.I. acima da média. O que fazer?

      Você pode abrir uma empresa. É o que jovens com esse perfil e boas ideias costumam fazer em países mais civilizados, por exemplo. Na verdade, esse é o objetivo de vida mais cobiçado em lugares como EUA, Inglaterra e Austrália: abrir uma empresa, ganhar MUITO dinheiro e, no processo de ficar podre de rico, empregar dezenas ou centenas de pessoas e gerar bens e serviços que vão elevar a qualidade de vida de todos.

      Mas vamos supor que você viva no Brasil. A média de lucro (a mais valia clássica, o retorno sobre o investimento do capitalista) vai de 3% a 5% (varejo), 6% (farmácias e drogarias), 10% (postos de gasolina) 11% a 13% (alimentação e serviços), pra citar alguns exemplos. Isso quando o empresário não opera no vermelho, pagando do próprio bolso pra manter o negócio e, com ele, os empregos de seus funcionários.

      Claro que não é só. Você vai gastar em média 2.600 horas/ano não fazendo o que você se propôs a fazer (produzindo bens ou prestando serviços) mas pra recolher os impostos, que vão incidir sobre o seu investimento ANTES que você tenha qualquer lucro. Em média, 40% do seu investimento vai pro governo; 24% vai pros trabalhadores; e, descontada a parte do banco (capital de giro, desconto de recebíveis, etc), a você será permitido ficar com apenas 7% do que gerou. Você será tratado como criminoso pela sociedade, será culpabilizado por tudo o que der errado no país, e será constantemente fiscalizado e esporadicamente autuado por conta do descumprimento de alguma obrigação acessória que nem seu advogado sabia que existia, mas que lhe renderá uma multa de 150%, além de juros de 1% ao mês e correção monetária. E claro, ocasionalmente seus funcionários o processarão, ainda que você tenha pago todos os direitos e obrigações, e sabe-se lá o que vai decidir o juiz do trabalho, que está lá na presunção de que você é um contraventor e o seu funcionário é um anjo. Depois de 3 anos, há 80% de chance de você estar falido, e com sua casa, carro e o que quer que tenha sobrado de seu capital inicial ameaçado por execuções fiscais e trabalhistas.

      Não parece um prospecto muito bom.

      Mas felizmente você vive no Brasil, e tem opções. Você pode emprestar aqueles seus R$ 500.000,00 ao governo, por exemplo. Uma aplicação no Tesouro Direto indexada ao IPCA rende hoje pouco mais de 18% ao ano, com liquidez semestral. Descontados os impostos, ainda sobra uns 14% limpos. Bem melhor do que os 3% a 11% que você obtém empreendendo, e com risco praticamente zero: ao contrário do que se dá com o empreendedor, o governo te tratará como rei, porque o governo é incapaz de gastar menos do que arrecada, e sempre vai precisar de gente como você para financiar o déficit endêmico. Ao final de 3 anos, você terá somado cerca de R$ 200.000,00 ao seu capital de R$ 500.000,00 (ajudado pela mágica dos juros capitalizados).

      Bem melhor, não?

      Ou então você pode empregar esse seu cérebro privilegiado e estudar para um concurso público. Salários de R$ 30.000,00, que a iniciativa privada só paga a altos executivos que tenham resultados pra apresentar e que estejam acostumados a viver sob intensa pressão, não são incomuns no funcionalismo, com o bônus de que você nunca será demitido, ainda que faça apenas o mínimo exigido, e, dependendo da carreira que escolher, será inclusive obrigatoriamente promovido.

      É essa a flora exótica na qual vivemos: tudo a todo momento grita pra que você não crie, não empreenda, não empregue. Se acumulou algum capital, seja rentista. Se tem uma boa educação, seja funcionário público.

      Vai dar certo sim, amigos."

      Autor Rafael Rosset

      https://www.facebook.com/rafael.rosset/posts/10208267517783860

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Apenas para esclarecer, não estou fazendo critica a terceirização em si. Sou defensor fervoroso do livre mercado e das liberdades individuais, onde cada um mantenha para si seus ganhos e patrimônio, gerindo-os como achar melhor.

      Meu ponto é identificar devidamente a causa dos problemas e não atacar efeitos.

      Essas leis que impedem a terceirização deveriam ser totalmente abolidas, não havendo restrição alguma para isso, o mesmo quanto a burocracia que faz com que se leve muitos meses para se abrir uma empresa aqui no Brasil e logo a mesma acabe falindo, levando outro ano para encerrar legalmente a atividade.

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    • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS

      Realmente muito coerentes as suas considerações. O fator "confiança" ou a ausência dela em relação a terceiros cria distorções muito sérias, que só quem já sofreu algum dissabor ou que está diante de uma necessidade concreta pode mensurar corretamente.

      Nos Seguros e na Concessão de Crédito fala-se muito algo semelhante, o tal do "Risco Caráter". Infelizmente o nosso por aqui é bem elevado.

      Tenho uma convivência muito intensa com os argentinos e uruguaios já de alguns anos.

      Curiosamente, o sistema de terceirização integral é uma realidade há bastante tempo e com bons resultados.

      Conheci uma empresa muito interessante chamada "Agroservicios Pampeanos" que além da operação integral em máquinas bastante modernas, se encarrega da aplicação dos insumos e do acompanhamento das lavouras usando o que existe de melhor em Agricultura de Precisão. Assim como eles, existem vários outros de menor porte, o que permitiu a consolidação desse conceito inclusive junto a Produtores de maior escala. Mas, como você pontuou muito bem, a diferença de qualidade das Pessoas é um aspecto crítico e que torna decisões supostamente racionais do ponto de vista econômico mais arriscadas do que deveriam. Nesse sentido, concordo plenamente que o controle do processo se torna intransferível.

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Eu aprendi na minha vida que terceirizaçao nao pode ser considerada uma atividade economicamente e estrategicamente viavel e so' deve ser usada quando nao houver alternativas---O falecido sr Egon começou a WEG do nada mas a tranformou na terceira maior fabrica do mundo hoje com 25000 dependentes---Fui amigo dele e sei que a sua estrategia de sucesso foi a VERTICALIZAÇAO TOTAL da atividade----Enquanto as outras fabricas fundiam componentes em terceirizadas e compravam madeira de embalagem de terceiros,

      ELE fazia tudo em casa e mantinha rigido controle de custos----Todos os concorrentes dele faliram e a WEG se tornou um sinbolo de estrondoso sucesso no mundo----entao esta' comprovado que ser DONO DO PROPRIO NARIZ e' financeiramente e estrategicamente melhor do que qualquer outra coisa ou modismo----

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Senhor Carlos, um bom exemplo demonstrado o caso da WEG. A verticalização possibilita certas sinergias e ou sintonias finas que em uma operação terceirizada não haveria condições de se obter em muitos casos.

      Concordo que a terceirização deve usada quando não há viabilidade alguma para executar certa função, por questão de diluição de custo ou por foco do empreendimento.

      Eu terceirizo há mais de uma década a coleta, analise solo, processamento dados e geração de informações das analises de solo e foliares. Nesse caso tenho um prestador de serviço diferenciado bem integrado as operações do fazenda.

      manter uma operação dessas verticalizada demandaria um modulo muito maior do que possuo atualmente, portanto é um caso que se mostra viável a terceirização.

      No mais, como já disse independente desses pontos de vistos, o mercado tem que ser aberto para quem queira investir nesse setor.

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  • THIAGO SILVA rio de janeiro - RJ 23/08/2016 19:38

    Essa delação do Machado deixou muita gente com medo. Esse aí tentou se esconder mas não vai adiantar, vai ter que aparecer de qualquer jeito. A delação do Sérgio Machado revelou muita sujeira e espero que as denúncias desta delação sejam investigadas rigorosamente.

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  • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS 23/08/2016 14:51

    Me alio ao Sr. Marcos da Rosa no repúdio ao estabelecimento de impostos sobre as exportações de produtos agrícolas. Isso é uma aberração econômica.

    Entretanto, respeitosamente, divirjo de um aspecto mencionado na Nota de Repúdio relacionada aos "Impostos sobre os Insumos Agrícolas".

    Trata-se de uma noção equivocada e que não corresponde a realidade.

    Os insumos agrícolas se encontram isentos de PIS/Cofins e o ICMS, no caso dos Defensivos, tem a base reduzida em 70% nas vendas interestaduais incidindo em 4,8% sobre o valor da Nota Fiscal.

    A diferença dos preços comparados em relação aos Estados Unidos decorre basicamente de dois fatores: 1) Falta de Concorrência; 2) Custo Financeiro.

    Há muito tempo que venho alertando para as intenções do Governo de copiar o modelo de "retenciones" da Argentina, tendo publicado nos últimos 3 anos via o Noticias Agrícolas alguns Artigos a respeito.

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    • Cassiano aozane Vila nova do sul - RS

      Operacionalização das cadeias de producao e processamento sao complexas imagino ,porem a formula existe de alguma maneira ,se a China processa toda soja em grão que importa o Brasil poderia processar toda soja que exporta e exportar derivados junto com empregos e energia e impostos, mas a conta não fecha e querem chupar do produtor.Mas por conta do que a conta nao fecha mesmo? Da pra ter ideia ?

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    • Luiz Alfredo Viganó Marmeleiro - PR

      Caro Eduardo, e em relação ao maquinário agrícola, dominado por três grandes players (AGCO, J. Deere e CNH) também se aplica a competição capitalista estilo brasileiro, de compadrio e nenhuma concorrência?

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    • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS

      Caros Cassiano e Luiz,

      Realmente as distorções no Brasil são intermináveis e produzem questionamentos lógicos sobre a nossa falta de lógica.

      Na China, a incidência tributária sobre a importação de Soja está baseada inicialmente em 2 impostos: 1) VAT (Value Added Tax similar ao nosso ICMS) - 13%; 2) Imposto de Importação - 3%. A mecânica de cálculo não vem muito ao caso agora, mas é importante ter isso em conta numa avaliação rápida.

      A cotação da Soja é determinada pela Bolsa de Dalian - www.dce.com.cn/en e tem dois contratos em negociação, o tipo 1 e o tipo 2. O tipo 1 corresponde a Soja Convencional para consumo humano dentro de uma especificação que está fora do nosso padrão de exportação. O contrato tipo 2 corresponde a Soja importada, base GMO.

      O Óleo e o Farelo de Soja são igualmente objeto de negociação na Bolsa de Dalian, daí se extrai o cálculo do "Crushing Margin" ou "Margem de Esmagamento" que atualmente é positiva na China com a Soja importada e negativa por aqui.

      Isso é realmente curioso como bem apontado pelo Cassiano, já que da nossa conta por aqui não se incluiria o frete internacional, despesas portuárias, etc. A Lei Kandir veio a resolver boa parte das distorções do passado que retiravam a competitividade das exportações, mas por pressão de Governadores incompetentes a frente de Estados quebrados (como o nosso Rio Grande), acabaram tributando com ICMS a transformação da matéria prima por aqui.

      Abordando o exemplo mencionado pelo Luiz Viganó, a situação que envolve o maquinário agrícola já é mais explícita e indica uma pesada tributação sobre a atividade, se não estou enganado incidiriam PIS/Cofins, ICMS, IPI, I.I., etc...

      A impossibilidade dos Produtores de importarem, inclusive máquinas e implementos usados, me parece que beneficiam enormemente a esse pequeno Grupo de empresas.

      Uma situação que sempre me chamou a atenção é o nosso comportamento "patrimonialista" no Brasil no que se refere ao Maquinário. Enquanto na Argentina ou mesmo nos Estados Unidos são comuns as operações terceirizadas de todo o processo, por aqui há uma enorme imobilização de capital que agrava o índice de endividamento do setor.

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