Fala Produtor
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Adir da Costa Formosa - GO 29/11/2019 09:37
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Leôncio cardoso
Goiatuba - GO
Como disse o Adir, pessoal da esquerda fala mal dos agricultores, dizem que nós, produtores, estamos destruindo o planeta, e que temos regalias em empréstimos junto às instituições financeiras... só que não é isso que acontece, na maioria das vezes encontramos dificuldades e falta de crédito na hora que mais precisamos... E esses que acham que a carne do boi está cara, como disse o Adir, certamente não se lembram ou nem sabem do que vou comentar agora, me lembro bem que na safra de verão 2000/2001 uma tonelada de adubo na fórmula 02.20.18, um dos mais usados naqueles tempos , custava menos de $ 400,00 /ton , hoje esse mesmo fertilizante custa em média de $ 1.300,00 a $1 .400,00... Então, fazendo um análise, qual seria um preço justo para a soja, o milho, a @ do boi, para continuarmos a produzir alimentos para a mesa do Brasil e do mundo ? Como disse o Adir, quem não estiver satisfeito e achando caro, que vá produzir seus alimentos !
Leôncio cardoso / Go
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Leôncio cardoso
Goiatuba - GO
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José Augusto Baldassari Franca - SP 29/11/2019 09:31
Nada contra o festim desde que patrocinado apenas pelos participantes. Mas sem dúvida o que tem de aproveitadores surfando na onda do momento,o ambientalismo ,atraídos mais pelas doações do que pela finalidade em si é uma realidade. Um velho filme que já assisti “N” vezes todos defendendo a causa do momento seja ela qual for .Tudo tem um bom motivo e um motivo verdadeiro. Aliás algumas figuras públicas que fazem estas doações milionárias que não são representativas no contexto financeiro deles ,além das possíveis isenções de impostos,as fazem orientados pelos seus marqueteiros assim se expondo na mídia mundial posando de beneméritos a um preço light pois se fossem comprar os espaços a eles dedicados sairia bem mais caro. Aforismo da noite: o pessimista é apenas um otimista um pouco mais informado. Abraço!
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Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS 28/11/2019 21:18
Uma aula magna!!! Digna de ser gravada para visualizar outras vezes. O meu Amigo Liones Severo consegue sintetizar a complexidade dos fundamentos da oferta/demanda com uma perspectiva histórica aguçada e apoiado em dados estatísticos incontestáveis. Verdadeira bússola do mercado com opinião própria e constatações autorais num mar de desconhecimento generalizado e de análises enlatadas.
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Adalberto José Munhoz
Campo Mourão - PR
...esse sim o único analista com pé no chão e conhecimento de causa... me desculpem pela franqueza, principalmente nossa querida CONAB, ela conta com ovos sem ter a galinha.
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Adalberto José Munhoz
Campo Mourão - PR
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Dantas Carneiro Jr Goiânia - GO 28/11/2019 16:04
Excelente qualidade das informações, Liones!! Como sempre muita lucidez e conhecimento do mercado!
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Carlos Rodrigues 28/11/2019 13:24
Até parece que o produtos esta a nadar em dinheiro com estes preços...
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Marcos Vinícios contarini Cachoeiro de Itapemirim - ES 28/11/2019 06:35
Será que teremos outra super safra???
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Nilson B. Nunes 28/11/2019 00:03
Economista/comentarista na rádio cbn defende que a valorização do dólar será considerada normal se voltar até o nível de 2002, quando a moeda estava cotada em torno de 7 R$ - é que está é a tendência. É tem candidato defendendo isso como o melhor para o País.
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EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR 27/11/2019 23:26
Não estaria na hora da CNA , FEDERAÇÕES ESTADUAIS, SINDICATOS RURAIS, agirem em BRASÍLIA contra os desmandos das Assembléias, Congresso, Senado e STF, pelas suas atitudes em relação à prisão em 2a. instância, reforma previdenciária , reforma tributária e a falta de comprometimento com as Políticas Econômicas do Brasil.... Somente um grande movimento, mostrando a força do produtor rural, poderá mudar esta vergonha de parte dos políticos brasileiros.
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Cassiano aozane Vila nova do sul - RS 27/11/2019 23:16
O preço da soja ainda está muito defasado ... se não me engano, produtor já pegou 90 Reais há uns três anos ..., a R$ 76 já estou é com asco de olhar no quadro da cooperativa..., passou da hora de começar a dar retorno real.
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Andre Luis Mariani 27/11/2019 17:51
O mercado agrícola francês já é um ovo, e esta besta deste Macron fica querendo dar pitaco ainda, grande ignorancia !
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Tiago Gomes Goiânia - GO 27/11/2019 10:28
Vixi, previsões quanto ao futuro do dólar... nos dois últimos dias li opiniões de uns doze economistas e de uns três jornalistas metidos a economistas e a divergência quanto ao que irá ocorrer é enorme... Mas nesse balaio de opiniões é possível chegar por enquanto somente a uma conclusão... não temos um horizonte muito claro a frente!
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carlo meloni
sao paulo - SP
NUNCA TIVEMOS HORIZONTE CLARO
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carlo meloni
sao paulo - SP
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Ivanir Matos Espera Feliz - MG 27/11/2019 09:11
O preço do cafe melhorou um pouco, mas com as altas em adubo (petróleo), a mão de obra ainda não representa nada...
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Alvaro Andrade Biollo Maringa - PR 27/11/2019 07:07
Foi só o preço do boi gordo dar uma melhorada (apesar de a reposição deixar tudo como antes), que a dsm já está com alta de preços nos sais; O boi sobe o preço de escada e os insumos de elevador, na baixa é o contrário...
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Albenir Querubini Porto Alegre - RS 27/11/2019 00:42
A análise do articulista está em conformidade com o citado art. 318 do Código Civil, para os casos em que não há contratação por escrito. Aliás, parabéns pela didática na explicação.
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Diogar José de Oliveira Ribeir?o Preto - SP 26/11/2019 21:15
Caro Sr. Eduardo Porto, creio que o senhor prestou um desserviço ao mercado agro com esse post e completo desconhecimento da dinâmica do mercado.
É claro que não existe faturamento e/ou emissão de Nota Fiscal em Dólar no Agro, a Moeda Nacional é o Real, essa dúvida não existe e o produtor está ciente disso.
O que ocorre em especial no Centro Oeste é que a Moeda Funcional do setor para as culturas de Soja e Algodão é o Dólar, isso ocorre porque o Produtor comercializa sua produção em Dólar ou melhor referenciado ao Dólar e com isso ele também compra da Indústria e das Revendas tendo mesma moeda como referência, fazendo assim o chamado Hedge Natural e caso o produtor tenha vendido sua produção em Reais e caso ele tenha feito a compra de insumos em Dólar, ele só o faz quando contrata um hedge para se proteger dessa exposição, nossos produtores estão bem esclarecidos quanto a esse risco, e é importante ressaltar que as revendas ou as indústrias não incentivam negociações com o descasamento de moedas, essa prática não é salutar para nenhum ente do setor.
Já nos mercados onde a Moeda Funcional é o Real, caso das demais regiões exceto a Centro-Oeste, as negociações ocorrem em Reais ou no máximo são referenciadas em Dólar e convertidas para Reais no dia do faturamento e aí não há mais nenhum acréscimo pois já se determina neste momento o preço final.
Somente reforçando, as Revendas e as Indústrias não incentivam negociações com descasamento de moedas, da mesma forma não deveríamos incentivar o produtor a rasgar o contrato seja ele tácito ou expresso com uma suposta ilegalidade que não reflete a dinâmica do mercado e esse tipo de apologia somente torna mais crítica a situação da concessão de crédito ao setor que ainda é um grande desafio a ser vencido.
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Eduardo Lima Porto
Porto Alegre - RS
Prezado Sr. Diogar José de Oliveira, lhe agradeço pelos comentários e gostaria de aproveitar a oportunidade para replicar com algumas considerações....
Pelo visto, o Senhor e algumas pessoas eventualmente não leram o artigo postado e não entenderam corretamente o que foi abordado na entrevista, tendo concluído de forma superficial e precipitada que o objetivo da mensagem seria o rompimento de contratos. Pois foi justamente o contrário e basta uma leitura mais atenta do material que se encontra disponível para verificar que não se trata de absolutamente nada disso.
Há anos que incentivo os Produtores Rurais a estabelecerem uma sistemática de gestão baseada no acompanhamento dos custos e receitas, tendo o dólar como elemento referencial, de forma a neutralizar os efeitos da volatilidade cambial. Tenho inclusive trabalhos publicados a respeito que não são de hoje. Nesse aspecto, convergimos plenamente no conceito de que o dólar é a referência "funcional" para estes mercados e que esta é a melhor forma de gerenciar o risco cambial.
Nesse sentido, de nenhuma forma fiz apologia à inadimplência, muito pelo contrário, pois o que está havendo sim é uma proposição obtusa e de nenhuma forma transparente conduzida por operadores despreparados que há muito tempo tem transferido o risco de descasamento para os Produtores com menor domínio do processo financeiro.
Demonstrei de forma didática que é natural e recomendável que os insumos estejam indexados ao dólar durante o processo que vai desde a negociação até a efetiva entrega dos insumos, quando ocorre a emissão da Nota Fiscal no momento em que os valores são convertidos para Reais e embutidos os juros pelo período correspondente ao prazo-safra. Durante esse período que pode levar alguns meses entre a colocação do pedido e a aprovação efetiva do crédito poderá ocorrer uma variação cambial significativa e esta é naturalmente suportada pelo Produtor, como foi o caso desse ano em que a paridade estava em torno de 3,70 em março e atingiu algo próximo a 4,20 nas semanas que precederam o início do plantio no Centro-Oeste. Não existe nada de errado com isso, pois manteve-se o valor referenciado em dólares até o momento da transferência da posse dos insumos. A Industria e as Revendas não perdem, e os Produtores nesse caso não tem nada a reclamar.
A abordagem esteve totalmente centrada na ilegalidade que consiste a cobrança adicional de uma variação cambial no momento posterior a emissão da Nota Fiscal, a qual como dito já inclui os juros até o vencimento que giram entre 1,3% a 1,5% ao mês.
O cerne do debate proposto foi justamente as operações de vendas de insumos com vencimentos futuros em dólares que implicam na cobrança tácita da variação cambial em momento posterior a emissão da Nota Fiscal, cobrindo o período correspondente ao prazo-safra. Trata-se nesse caso de procedimento absolutamente ilegal e que não se encontra respaldado em nenhum contrato, muito menos em documento fiscal que permita a sua correta contabilização, deixando margem inclusive para diversos tipos de questionamentos.
Na atual conjuntura, essa prática informal gera uma enorme incerteza e pode em caso de variações abruptas provocar a total incapacidade de pagamento de milhares de Produtores arrendatários e em muitas Revendas de Insumos Agrícolas, cujas margens se encontram historicamente muito espremidas.
A concessão do crédito no setor é realmente um grande desafio. Tenho visto nas minhas andanças que muitos operadores atuam de forma temerária, desprezando os riscos mais evidentes, principalmente em situações nas quais o Produtor se encontra totalmente alavancado e sem a menor possibilidade de assumir novos compromissos. A proliferação das RJ’s de Produtores Rurais Pessoas Físicas apresenta como corolário a desobediência aos parâmetros técnicos mais básicos, por parte dos fornecedores. Verdadeira demonstração da incompetência na análise de crédito combinada com a mais exacerbada ganância comercial. Sou absolutamente contrário às RJ’s de Pessoas Físicas, tendo feito diversas declarações a respeito, o que demonstra efetivamente que sou absolutamente contrário a picaretagem e não me encontro inserido no rol daqueles que fazem apologias à inadimplência.
Ontem alguém desinformado ou mal intencionado mencionou que a chamada de atenção poderia ser também interpretada como um incentivo ao rompimento dos contratos de Barter. Muito pelo contrário. Se existe uma operação no Agro que é salutar, positiva e transparente, quando corretamente estabelecida, é a troca de grãos por insumos. Sou um dos pioneiros dessa operação no Brasil e venho há anos trabalhando no seu aperfeiçoamento.
Espero ter lhe esclarecido devidamente a questão de forma a demonstrar que o propósito do que foi apresentado é justamente a busca da maior estabilidade do sistema, preservando os Produtores e Revendas diante de combinações informais e abusivas que não se encontram alinhadas às boas práticas de compliance.
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Eduardo Lima Porto
Porto Alegre - RS
Para complementar, deixo-lhes aqui o link de uma palestra que fiz sobre Cambio e Comercialização de Soja, o qual expressa a visão técnica que transmito sobre o assunto.
https://www.slideshare.net/EduardoLimaPorto/palestra-aprosoja-brasil-lucrodoagro
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Merie Coradi
Cuiaba - MT
Quanto mais o Sr. Eduardo explica, mais enrola. Bem que podia ter ficado de boca fechada, os produtores rurais sabem muito bem o que contrataram e isto basta.
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Eduardo Lima Porto
Porto Alegre - RS
Lamento que a sua limitação não lhe permita entender algo tão simples. Não farei ilações sobre eventuais interesses da sua parte de manter vigente um procedimento grosseiramente ilegal e que trás riscos desnecessários para o setor. Se for o caso, não é da minha conta. Agora não lhe dou o direito para sugerir que eu cale boca. Se o assunto abordado lhe causou algum incômodo particular, pois exponha educadamente a sua visão na forma de um artigo.
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Eduardo Lima Porto
Porto Alegre - RS
Como diz um amigo meu, todo mundo preocupado com o preço da carne de boi, mas ninguém lembra do produtor quando o adubo passa dos 2 mil reais a tonelada para fertilizar as terras para produzir o milho, a soja ou vocês pensam que boi só engorda só com capim?. Aí nós produtores devemos pagar a conta sozinho?...Levar prejuízo? Vão todos a merda, sociedade hipócrita, só querem benefício...
Achando caro? Vão produzir para ver quanto custa, nem um pé de mandioca tem coragem de plantar, quem dirá uma árvore para ajudar a minimizar os efeitos do aquecimento global..