Fala Produtor
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Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 07/03/2021 07:44
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Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR 06/03/2021 23:05
O jornalista Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, denunciou através do humor o Festival de Besteiras que Assola o País (Febeapá). Os privilégios de autoridades era um dos focos.
O tempo passou e o que era exceção, virou regra. Se você denunciar algum privilégio é capaz de "alguém" do Judiciário mandar prendê-lo, pois você está atentando contra o "estado democrático de direito". Veja que o "direito" que antes era "torto" mudou sua forma, pois o entendimento dos privilegiados é o que conta.
Essa é a maneira mais canalha em levar uma nação à bancarrota.
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CLELITON LIMA DALBEN Capitão Leônidas Marques - PR 06/03/2021 11:29
Milho a 96? Então a soja vai a 200, e não vai demorar...
Comentário referente a notícia: Preço do milho na B3 sobe 8% na semana e se aproxima dos R$ 96,00 -
Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR 06/03/2021 05:55
O ser extasiado aceita tudo... O "bloqueio" (ou lockdown, que seja) está na cabeça... É a aplicação de uma nova engenharia social (somos uma geração testada a nível mundial por uma elite globalista), onde condicionamento do pavor é elevado ao estado de êxtase.
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Paulo Roberto Rensi
Bandeirantes - PR
Esse artigo é uma pérola !!! ... http://rota2014.blogspot.com/2021/03/a-desconstrucao-o-bundalele-e-nos-como.html
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Rodrigo Polo Pires
Balneário Camboriú - SC
Li o artigo, e é excelente. Obrigado Sr. Rensi, é disso que precisamos, militantes que divulguem aqueles que dizem a verdade.
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Paulo Roberto Rensi
Bandeirantes - PR
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Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 05/03/2021 19:22
Sobre como resistir ao mal — há os que se vendem, e há os que se retiram da luta. Os últimos são ainda piores que os primeiros
Como pode alguém, encontrando-se cercado por uma crescente maré de transgressões, de desrespeito à liberdade mais básica, e de maldade, não lutar até suas últimas forças contra ela?
Há tempos estamos sendo submergidos por uma inundação de perversidades na forma de coletivismo, socialismo, igualitarismo, niilismo e autoritarismo.
Sempre foi muito óbvio para mim que temos uma imperiosa obrigação moral de lutar contra esses males – para o nosso próprio bem, para o de nossos entes queridos, de nossa prosperidade, de nossos amigos, de nossos vizinhos e de nosso país.
Sendo assim, sempre foi um mistério para mim por que as pessoas que enxergaram e identificaram estes males – e, consequentemente, foram convocadas a combatê-lo – abandonam esta luta, aos poucos ou de uma vez. Como pode alguém enxergar a verdade, entender seu premente dever, e, então, simplesmente desistir e até mesmo ir além e trair a causa e seus companheiros de luta?
E, no entanto, nos dois movimentos e em suas variantes aos quais já estive associado — libertário e conservador —, isto acontece o tempo todo.
Conservadorismo e libertarianismo, no fim, são movimentos "radicais", ou seja, eles se opõem radical e fortemente a todas as tendências de estatismo e imoralidade. Logo, como pode alguém que se juntou a um movimento destes — seja como ideólogo, ativista ou financiador – simplesmente abandonar a luta?
Recentemente, perguntei a um perspicaz amigo por que um conhecido nosso abdicou da luta. Ele respondeu que "ele é o tipo de pessoa que deseja uma vida tranquila, que só quer se sentar à frente da TV e não quer ouvir falar de nenhum problema". Ok, mas, neste caso, disse eu angustiado, "por que então estas pessoas se tornaram 'radicais'? Por que elas orgulhosamente se proclamam 'conservadores' ou 'libertários'?" Infelizmente não obtive nenhuma resposta.
E o fato é que, se você quer realmente mudar o estado das coisas — tanto moral quanto economicamente —, esqueça qualquer tipo de vida tranquila ou sossegada. Não vai acontecer.
Em algumas ocasiões, as pessoas desistem da luta porque, dizem elas, trata-se de uma causa perdida. Perdemos, elas dizem. A derrota é inevitável. O grande economista Joseph Schumpeter escreveu em 1942 que o socialismo é inevitável, e que o capitalismo está condenado não por suas falhas, mas pelo seus próprios êxitos, os quais deram origem a um grupo de intelectuais invejosos e malignos que iria subverter e destruir o capitalismo por dentro. Os críticos acusaram Schumpeter de pregar o derrotismo aos defensores do capitalismo. Schumpeter respondeu que, se alguém disser que um barco está inevitavelmente afundando, seria isto a mesma coisa de dizer: "não faça o melhor que pode para salvar o barco"?
Da mesma maneira, assuma por um minuto que a luta contra os malefícios estatais seja uma causa perdida: por que isto implica abandonar a batalha?
Em primeiro lugar, por pior que as coisas estejam, lutar significa que inevitável pode ao menos ser adiado. Por que isto não valeria a pena? Não é melhor perder daqui a trinta anos do que perder agora?
Em segundo lugar, na pior das hipóteses, é muito divertido provocar e irritar o inimigo; deixar o monstro incomodado. Por si só, isto já vale a pena.
Não se deve pensar no processo de luta contra o inimigo como um tormento sério e melancólico. Ao contrário: é altamente inspirador e revigorante ir à guerra contra um oceano de problemas em vez de simplesmente se render passivamente. E, ao oferecer essa oposição, há a chance de alguns ganhos; no mínimo, haverá alguma resistência e não se estará entregando ao inimigo a vitória gratuitamente.
E, por fim, ora!, se você de fato luta contra o inimigo, você pode sim vencê-lo! Pense nos bravos que lutaram contra o comunismo na Polônia e na União Soviética e que nunca desistiram, que enfrentaram adversidades aparentemente impossíveis de serem superadas. Ninguém acreditava neles; todas as chances estavam contra eles. E então, do nada, bingo!, um dia o comunismo sucumbiu.
Com certeza as chances de vencer são bem maiores se você lutar do que se você simplesmente desistir.
Os que se corrompem e os que abandonam
Nos movimentos conservador e libertário foram duas as principais formas de desistência, de abandono da causa.
A forma mais comum e mais patentemente óbvia é aquela com a qual todos nós estamos bem familiarizados: vender-se.
O jovem libertário ou conservador entra no governo – ou no Executivo, ou no Congresso, ou em um cargo administrativo – ansioso e pronto para a batalha de reduzir o estado em prol de sua estimada causa radical. E então alguma coisa acontece: às vezes, gradualmente; outras, com uma impressionante rapidez. Esse jovem começa a frequentar alguns coquetéis frequentados pelo alto escalão, descobre que o inimigo parece ser muito agradável, começa a se envolver com a marginália, começa a fazer concessões e, sem perceber, já está dando extrema importância a alguma comissão ordinária, ou a algum insignificante corte de imposto ou emenda. E, com o tempo, ele se mostra disposto a abandonar totalmente a batalha em troca deum pomposo cargo no governo ou de um bom contrato no setor privado ganho em decorrência de suas conexões políticas.
E, à medida que esse processo de corrompimento continua, ele descobre que a coisa que mais o incomoda não é o inimigo estatista, mas sim os seus antigos aliados que se transformaram em meros "resmungões e criadores de caso", que não param de fazer cobranças, vivem fazendo sermões sobre princípios e até mesmo o atacam por ter traído a causa.
E, assim, rapidamente, esse jovem e O Inimigo se tornam indistinguíveis.
Todos nós conhecemos bem este roteiro de corrompimento, e é fácil e correto ficar indignado com esta traição moral a uma causa que é justa — a batalha contra o mal — e aos seus antes estimados camaradas.
Mas existe outra forma de abandono que não é tão evidente e é ainda mais insidiosa – e não me refiro à simples perda de forças e entusiasmo. Nesta forma, que tem ocorrido bastante no movimento libertário e também em setores do conservadorismo, o militante simplesmente decide que a causa é perdida e, então, desiste de tudo, abandonando resolutamente este mundo corrupto e imoral, refugiando-se em alguma comunidade pura e nobre formado exclusivamente por semelhantes. Para os randianos, este seria o "Vale de Galt", do romance de Ayn Rand A Revolta de Atlas.
Outros libertários seguem tentando formar alguma comunidade underground, com o intuito de "capturar" uma pequena cidade, ou de ficar "underground" em um floresta ou em plataformas marítimas, ou até mesmo construir um novo país libertário em uma ilha, nas montanhas ou onde quer que seja.
Já os conservadores têm seu próprio jeito de isolamento e retirada. Em cada caso, surge o apelo de abandonar o mundo perverso, e de formar uma pequena comunidade alternativa em algum refúgio isolado.
Muito tempo atrás, rotulei este posicionamento de "isolacionismo". Poderiam chamar esta estratégia de "neo-Amish", exceto pelo fato de que os Amish são fazendeiros produtivos, e recuo que estes grupos jamais chegariam a este estágio.
A justificativa para este isolacionismo sempre vem acompanhado de uma Moral Superior, e também de termos pseudo-psicológicos. Estes "puristas", por exemplo, dizem que eles – ao contrário de nós, combatentes incautos – estão "vivendo a liberdade", que eles estão enfatizando "o positivo" em vez do "negativo", que estão "vivenciando a liberdade" e vivendo uma "vida libertária pura", enquanto que nós, pobres almas, ainda estamos vivendo no corrupto e apodrecido mundo real.
Há anos tenho respondido para estes grupos de isolacionistas que o mundo real, no fim das contas, é bom; que nós libertários podemos ser anti-estado, mas que não somos categoricamente anti-sociedade ou contrários ao mundo real, por mais contaminado que ele possa estar. Propomos continuar a luta para salvar valores, princípios e pessoas que estimamos, mesmo que o campo de batalha fique lamacento. Igualmente, eu citaria o grande libertário Randolph Bourne, que proclamou que nós somos patriotas, não no sentido de patriotas adeptos ao estado, mas ao país, à nação, a nossas gloriosas tradições e cultura que estão sob vil ataque (de políticos, de progressistas, de parasitas, de desarmamentistas e de demais tipos de degenerados autoritários).
Nossa atitude deveria ser, nas famosas palavras de Dos Passos (apesar de ele tê-las dito como um marxista), "tudo bem, somos duas nações". Sim, nosso país, como existe hoje, são duas nações; uma é a nação deles, a nação do inimigo corrupto, de seu sistema de educação pública de lavagem cerebral deles, de toda a sua burocracia estatal, de sua grande mídia, e de todo o seu autoritarismo; e a outra é a nossa nação, muito maior, formada pela maioria; uma nação muito mais nobre que representa o antigo e mais verdadeiro país. Nós somos a nação que irá vencer, que irá retomar o país, não importa quanto tempo isto leve. É na verdade um grave pecado abandonar esta nação necessitada de vitórias.
Mas estaríamos então enfatizando "o negativo"? Em certo sentido, sim; mas o que mais deveríamos destacar quando nossos valores, nossos princípios, nossos próprios seres estão sob ataque de um adversário insaciável?
Porém, primeiro temos que entender que no próprio ato de acentuar o negativo também estamos enfatizando o positivo. Por que lutamos contra – e, sim, até mesmo odiamos – o mal? Somente porque amamos o bem, e nossa ênfase no "negativo" é apenas o outro lado da moeda, a consequência lógica de nossa devoção ao bem, aos princípios e valores positivos que prezamos. Não há razão para não podermos enfatizar e espalhar nossos valores positivos ao mesmo tempo em que lutamos contra nossos inimigos. Na realidade, os dois andam juntos.
No fim, há uma diferença crucial entre os dois
O que é realmente fascinante e crucial é que estes dois caminhos – mesmo que pareçam ser diametralmente opostos – acabam inexoravelmente no mesmo lugar.
Os corrompidos abandonam a causa e traem seus camaradas por dinheiro e status; os isolacionistas, compreensivelmente abominando os vendidos, concluem que o mundo real é impuro e se retiram dele.
Em ambos os casos, seja em nome do "pragmatismo" ou em nome da "pureza", a causa, a luta contra o mal no mundo real, é abandonada.
No entanto, há claramente uma grande diferença moral nos dois caminhos.
O vendido é moralmente mal; já o isolacionista, por sua vez, é – dizendo com educação – extremamente equivocado. É perda de tempo tentar convencer um corrompido; não vale a pena tentar dialogar com eles. Já os isolacionistas têm que entender que lutar contra o mal não significa trair a causa, longe disso. E abandonar o mundo real não ajuda em nada a luta pela liberdade.
O isolacionista, em sua atitude, se torna indiferente ao poder e à opressão, gosta de relaxar e mostrar que não liga para o autoritarismo à sua volta se a sua "alma interior está livre".
Sim, claro, é bom ter liberdade para nossa alma interior. Sou bem familiarizado com os velhos clichês sobre como a mente é livre e como o prisioneiro também é livre no fundo de seu coração.
Porém, podem me chamar de vil materialista, mas acredito, e creio que todos os libertários e conservadores também acreditam sinceramente, que o homem merece mais do que isso, que nós não temos que nos contentar com a liberdade interior do prisioneiro em uma cela, que devemos entonar o bom e velho coro de "Liberdade e Propriedade", que devemos exigir liberdade em nosso mundo real externo de dimensão e espaço. Eu acredito que é disso que se trata a luta. E que sempre foi disso que se tratou.
Coloquemos dessa forma: não temos que deixar nossas vidas, nossas propriedades, nosso país, o mundo real, para os bárbaros. Nunca. Vamos agir no espírito daquele magnífico poema que James Russel Lowell criou para a bela melodia Welsh:
Uma vez para cada homem e nação chega o momento de decidir/na contenda entre a verdade e a falsidade, se para o lado do bem ou do mal deve ir.
Alguma grande causa, o novo Messias de Deus, oferecendo a cada um o flagelo ou o florir.
E a escolha vale para a eternidade entre aquela escuridão e a luz que há de vir.
Embora a causa do mal prospere, ainda é a verdade sozinha forte; embora sua parcela seja o cadafalso, e ainda que aquele cadafalso distorça o futuro, por trás do sombrio desconhecido, Deus se ergue firme em meio às sombras mantendo os olhos sobre os Seus filhos.
autor: Murray N. Rothbard - (1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.
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Gilberto Rossetto
Brianorte - MT
Como um texto desses pode ser negativado? Será que tiveram preguiça de ler? Prá falar a verdade, li mas não compreendi parte dele, teria que relê-lo e interpretá-lo (ai chegou a hora de assistir o Palmeiras ficar campeão kkkkk - desculpa ai Sr. Rodrigo). Mas negativar!!!! Difícil entender.
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Rodrigo Polo Pires
Balneário Camboriú - SC
Sr. Gilberto, assistir ao time do coração no final de semana, ainda mais em uma final, sempre é muito bom. Uma carninha assada, uma puro malte bem gelada. KKKKK, é muito bom. Sobre Rothbard, foi um genio que dominou como poucos a economia politica, e embora fosse ateu ele entendia a importancia da religião na sociedade. Só isso já afasta os filhos do capeta. Nesse texto ele faz um desabafo, e não inclui um outro tipo de inimigo muito perigoso, que temos em abundancia no Brasil, que são aqueles que se apropriam do discurso da direita, fingem defender os mesmos valores, se elegem e vão trabalhar para a esquerda. Joice Hasselman, Major Olimpio, Alexandre Frota...etc...E trocando em miúdos, esse pessoal que negativou o texto gosta mesmo é de putaria, de safadeza, imoralidade, como o próprio Rothbard afirmou no texto, perplexo, ainda se proclamam conservadores liberais, ao mesmo tempo que odeiam a ética e a moral na cultura do país. Um excelente exemplo de pessoa assim é o Danilo Gentilli, celebridade que fez pouco caso e chegou até debochar da prisão do jornalista Oswaldo Eutáquio, que foi preso pelo ministro do STF cabeça de ovo, prendeu também Daniel Silveira por crime de opinião, pois bem, Danilo Gentilli também levou um cala a boca e quase foi parar atrás das grades. Ele era um defensor da pauta conservadora e sem mais nem menos abraçou o socialismo comunismo. Agora paga o preço de ter sido apenas um idiota útil, uma marionete na mão dos comunistas.
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Gilberto Rossetto
Brianorte - MT
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Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 05/03/2021 14:22
A INVASÃO DA POLÍTICA NAS NOSSAS VIDAS (por Ubiratan Iorio): " Vivemos tempos em que praticamente tudo em nossa vida é politizado. É sabido que esse fenômeno não é novo, pois começou há pouco mais de cem anos, mas vem se intensificando de maneira assustadora em nossos dias. Não é que eu defenda uma negação completa da política, irreal e imatura, somente penso que não é correto e chega a ser quimérico e infantil acreditar que ela tenha soluções para todos os nossos problemas e para os problemas ditos "sociais".
Toda sociedade pode ser observada, segundo uma perspectiva de longa distância, como se estivéssemos bem no alto, na janela de um avião, olhando para baixo. Nesse caso, enxergaríamos os contornos de três grandes sistemas, exatamente os que compõem a sociedade, que são o sistema político, o econômico e o ético-moral-cultural. Veríamos, de longe, no sistema político, as relações políticas, as formas de governo e as instituições; na economia, os mercados e as instituições que estão por trás deles, as regulamentações, as fazendas e indústrias. Mas o terceiro sistema - o ético, moral e cultural - parece ser o mais complexo e escondido dos três e nem sempre se consegue visualizá-lo facilmente do alto.
Esse último sistema constitui-se de um permanente processo evolutivo (uma ordem espontânea, na nomenclatura de Hayek), abrangendo todas as manifestações religiosas, associativas, artísticas e culturais, como, por exemplo, o longo processo de desenvolvimento da nossa música popular, desde a época das modinhas e lundus até o samba primitivo, o frevo, o samba-canção, a bossa nova e a (péssima) música brasileira contemporânea, ou como no cinema e teatro, observando como eram os filmes e as peças antigamente e como são hoje. Na base disso tudo, durante séculos, existiu um sistema ético e moral tradicional, que - claro - deve se modernizar, mas que não pode ser abandonado, simplesmente porque aquilo que era moralmente errado no século II ou no século XII dC deve continuar sendo errado no século XXI. Assaltar uma pessoa era errado, no Império Romano, no Brasil imperial e é errado em qualquer época e lugar. Onde estou querendo chegar? O que quero dizer com isso? Ora, simplesmente, que cada um dos três sistemas tem a sua maneira de funcionar, tem as suas leis, tem as suas características que os levam a operar independentemente, mas ao mesmo tempo, existe uma interdependência muito forte entre eles. E quero enfatizar que para que uma sociedade seja sadia os sistemas político e econômico precisam necessariamente subordinar-se às regras de boa ética e moral.
Ora, um ato econômico qualquer, ou um ato político pode ser moralmente correto, errado ou neutro. O que aconteceu durante todo o século XX e continua acontecendo até hoje é um fenômeno analisado de maneira magistral pelo historiador britânico Paul Johnson, em seu famoso livro Tempos Modernos, em que nos relata a história do mundo dos anos 20 até os anos 90 do século XX. Aconselho especialmente a leitura do primeiro capítulo, que resumo: porque nós podemos chamar o século XX de "século esquisito", de tempos estranhos? Simplesmente, segundo Johnson, porque o sistema político, que antes tratava só de temas da política, passou a invadir tanto o sistema econômico quanto o sistema ético, moral e cultural. Isso se deu pelo processo de relativização moral crescente que foi acontecendo a partir da segunda metade do século XIX, em que foi sendo paulatinamente derrubada a barreira, que sempre foi bastante clara e incontestável, que separa, na tradição judaico-cristã ocidental, o certo do errado. O que era certo era certo, o que era errado era errado e ponto final, todos aceitavam. E essa relativização passou a considerar, como o próprio nome está dizendo, que o certo e o errado são "relativos". Assim, um ato qualquer, praticado em uma dada circunstância, seria errado, mas sob outra circunstância seria certo.
Por causa disso, as pessoas passaram a acreditar cada vez mais em soluções políticas. E o sistema político arrombou a porta e invadiu tanto o sistema econômico como o sistema ético, moral e cultural. Problemas econômicos, que antes eram solucionados no próprio sistema econômico, como por exemplo, salários, passaram a ser objeto de decisões políticas, com as leis estabelecendo salários mínimos. No plano da ética, moral e cultura, a mesma coisa: decisões de cunho pessoal, íntimo, como por exemplo, questões referentes ao aborto e ao homossexualismo, que eram tratadas no plano individual mediante considerações éticas, passaram a ser politizadas. E, de uns anos para cá, essa politização cresceu de uma maneira insuportável, a ponto de fazer o mundo de hoje parecer-se com um hospício. A verdade é que esse processo de politizar tudo já passou de todos os limites aceitáveis e toleráveis e já mostrou à sobeja ser um equívoco mortífero, fatal, funesto, nefando.
O grande erro, é que, ao valorizar cada vez mais essas ditas "soluções políticas", as pessoas foram se esquecendo, cada vez mais, de que existem soluções econômicas para problemas econômicos que necessariamente são as melhores: são as leis da economia. E de que existe um desenvolvimento evolutivo, um processo natural de alterações lentas, de usos, costumes, linguagens e de hábitos que, muito mais do que qualquer solução política, leva nem vou dizer ao equilíbrio, mas às melhores soluções para a cultura. Em suma, ao dar uma autoridade ilegítima, ao conceder vênia a uma crença exagerada em soluções políticas, o grande erro foi o de abandonar, muitas vezes integralmente, as soluções econômicas e as soluções do próprio sistema ético, moral e cultural.
É preciso mudar isso. Para problemas econômicos, soluções econômicas; para problemas políticos, soluções políticas e para questões de natureza intima, ética, moral e cultural, retornar ao que já existe há séculos e que sempre funcionou bem, que é a tradição judaico-cristã.
As pessoas de bem precisam refletir sobre isso, antes que seja tarde demais". (Prof. Ubiratan Iorio 05/03/2021 -- O autor é doutor em Economia pela FGV, ** Publicado originalmente em ubirataniorio.org, em 02 de março de 2021)
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Rodrigo Polo Pires
Balneário Camboriú - SC
Ainda existe algo que o professor Lorio não disse. Não o sistema politico mas os próprios politicos deviam ater-se apenas as funções de coibir e punir o errado e premiar o certo. O que fizeram nossos burocratas, funcionários públicos e politicos nos últimos anos a não ser relativizar o roubo de dinheiro público? Deviam punir os ladrões, assaltantes, estelionatários e ao invés disso o que fizeram? Produziram leis que beneficam os criminosos, criaram leis que garantiram o ativismo politico por parte de professores dentro das universidades, querem facilitar o aborto, proibir o cidadão comum de andar armado, tudo isso com objetivo de punir o cidadão honesto e premiar o crime, o assassinato, o roubo, o tráfico de drogas e a prostituição.
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Rodrigo Polo Pires
Balneário Camboriú - SC
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JUSTINO CORREIA FILHO Bela Vista do Paraíso - PR 04/03/2021 15:51
Favor disponibilizar uma aba exclusiva para os assuntos de agricultura sustentável, nas entrevistas realizadas por Frederico Olivi! Obrigado
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nilo otavio baqueta Mamborê - PR 04/03/2021 12:01
O preço do trigo estacionou, o valor de um saco de trigo se equipara a um saco de milho!!!
Comentário referente a notícia: USDA: Vendas semanais de trigo 2020/21 dos EUA saltam mais de 30%-
leandro carlos amaral
Itambé - PR
Tinha um pouco de semente de trigo...entreguei no moinho como grão, quem quiser comer pão que plante trigo...
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Hilario Bussolaro
Cascavel - PR
Quando apertar quem sabe vão querer saber porquê é tao dificil produzir trigo no Brasil ... ano passado colhi triguilho mas o seguro não cobre qualidade de grao ... trigo a R$ 75.00 e trigilho a R4 35,00.. pense no lucro..., ai vem aquela fala "mas vc tem seguro ?!"... vá ai explicar isso
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leandro carlos amaral
Itambé - PR
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Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR 02/03/2021 18:34
Oszd meg és uralkodj !
Essa é a máxima mundial... Sei que não está inteligível para muitos mas, é como vivemos.
Há muito tempo essa máxima está sendo posta em prática e, a maioria não se dá conta da sua influência em nossas vidas. Sentimos os efeitos mas, não conseguimos definir a causa.
Ah! A máxima está escrito na língua húngaro, berço do mega bilionário George Soros, responsável em aplica-la a nível mundial. A tradução é: "DIVIDIR PARA CONQUISTAR"!
O espaço é curto para elencar suas ações mas, quem quiser um aperitivo pode acessar
https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/27480/quao-dono-do-psdb-e-george-soros
BOA LEITURA!
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Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR 02/03/2021 00:42
Quem já viveu algumas décadas consegue entender o axioma abaixo. Enfim, sempre as "sereias" estão praticando os seus cantos.
É nosso dever adquirir o conhecimento para não sermos ludibriados, como as gerações passadas.
"A tradição da esquerda é julgar o sucesso humano pelo fracasso de alguns. Isso sempre lhe oferece uma vítima a ser resgatada. No século XIX eram os proletários. Nos anos 60, a juventude. Depois as mulheres e os animais. Agora o planeta." (Roger Scruton).
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GERALDO JOSE DO AMARAL GENTILE
Ibaiti, Parana, Brasil - PR
Muito bem Paulo, perfeito... 4 imbecis, completos microcéfalos, negativaram teu comentário. Fazer o que, esta diarréia juvenil do esquerdismo sempre infecta alguns de cada geração.
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Paulo Roberto Rensi
Bandeirantes - PR
Sr. GERALDO, existem pessoas que acham mais fácil ter "direitos" e não "deveres"... ... E, quando leem, ... "É nosso dever" ... na hora discordam pois são contrários a terem alguma responsabilidade.
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GERALDO JOSE DO AMARAL GENTILE
Ibaiti, Parana, Brasil - PR
É a pura verdade...acham que os Pais, o Governo, aquele parente rico, o Planeta, o Universo enfim, devem alguma coisa para eles. Tem uma imensa autoestima, se acham melhores, mais virtuosos, mais capazes, superiores moral e intelectualmente do que os demais. Isso, contudo, contrasta com a realidade: são medíocres. preguiçosos, intelectualmente deficientes, incapazes de correr riscos, de comandar, não tem foco e fibra para lutar e construir. Como a vida destes indivíduos contrasta fortemente com a visão que tem de si mesmos, a culpa deve ser de outro alguém pelos seus repetidos fracassos: a culpa é da mulher, do patrão, dos políticos, do sistema, de qualquer um, menos de si mesmos. Com o fracasso pessoal e profissional, chega a raiva, a inveja, o ódio àqueles que venceram, considerando tudo "injusto" para com eles e nasce .o desejo de "consertar" o mundo em prol deles mesmos. Uma ralé mesquinha, preguiçosa, covarde e invejosa. Enfim, nasce um "esquerdista progressista".
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raimund helleis
Guarapuava - PR
...boicotar? nós só temos o monopólio da Petrobras. Fazer greve na atual situação só vai agravar mais a situação em que o Brasil se encontra. A solução é mais emprego. enquanto não corrigirmos a origem da alienação intelectual, provocada intencionalmente pela forte doutrinação dentro das instituições de ensino, desde a base ate à formação dos nossos jovens, só ficará cada vez pior.
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GERALDO JOSE DO AMARAL GENTILE
Ibaiti, Parana, Brasil - PR
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Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 01/03/2021 21:35
A inflação monetária não apenas aumenta os preços e destrói o valor da unidade monetária; também atua como um sistema gigante de expropriação. (— Murray N. Rothbard).
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Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 01/03/2021 06:31
Pessoal, eu estou aqui olhando o mercado futuro ao redor do mundo. Operar mercado futuro é uma das coisas mais dificeis que existem. O sujeito tem um dinheiro e pensa -- a petrobrás está apresentando ótimos resultados, o preço do petróleo está subindo, e especula..., vou usar meu dinheiro para colocar na petrobrás. De repente o presidente da república resolve vir a público para dizer que o objetivo da petrobrás não é ganhar dinheiro e sim servir à população brasileira... Quem poderia imaginar isso no Brasil, com um ministro da economia como Paulo Guedes. Segue o ditado, nunca compre estatais, voce não sabe do que politicos são capazes... Na soja e no milho é mais dificil a intervenção, mas não impossivel... Faltou comida? Não é nada dificil para comunistas como os da irmã Argentina dizer que não foram as politicas desastrosas implantadas por ele mesmo e seu grupo de criminosos que estão matando pessoas de fome, e sim a ganancia dos produtores de comida... Sobre a soja e milho eu sempre digo aos meus amigos, gráficos são excelentes para se localizar topos e fundos de preços, no final das contas especular é só isso. É evidente que usar topos e fundos para fazer preço médio tem seus riscos, principalmente se o produtor consegue a proeza de vender na média ou para baixo dela, baixando cada vez mais esse preço médio... Do mesmo modo é muito arriscado comprar no topo, e, entenda o produtor que segura o produto, quando o preço está acima da média e num topo de vários meses, ou até anos, quando o produtor não vende nessas condições isso equivale a estar comprado, ele está esperando mais altas... Amigos, isso são apenas considerações simples de quem estuda análise gráfica há alguns anos..., espero que tirem algo de bom disso.
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SERGIO BOFF São João - PR 28/02/2021 23:29
E o dinheiro que foi para os Estados e Municípios, o que fizeram sra. Ministra do STF, Rosa Weber?
Comentário referente a notícia: STF atende a pedidos de governadores e manda União custear leitos de UTI -
Alessandro Mendonça Rio de Janeiro - RJ 28/02/2021 14:24
Seria um bom momento para os frigoríficos exportadores demonstrarem um padrão de organização e conseguir articular, em conjunto, uma estratégia de precificação... Gestão de portfólios... Lembro que China não tem muitas opções de fornecedores..., mesmo assim acredito que deva haver bom senso na condução dessa negociação, pois queremos te-los como clientes por muito tempo.
Comentário referente a notícia: Boi: Frigoríficos brasileiros negociam reajuste na carne para exportação e novos preços podem estimular alta na @-
Rodrigo Polo Pires
Balneário Camboriú - SC
Os chineses podem procurar no mundo inteiro mas jamais vão achar carnes de qualidade e pelo preço que compram do Brasil.
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Rodrigo Polo Pires
Balneário Camboriú - SC
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Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 28/02/2021 08:40
Regras para radicais, de Saul Alinsky: "A questão nunca é a questão, a questão é a revolução"; Revolucionários nunca estão discutindo um tema de fato, só estão usando-o em prol da revolução... Lembrar sempre disso é primordial para nossa sanidade mental, sempre.
"A ideia de que o poder emana do povo é apenas uma intenção declaratória e de princípio, sem qualquer correspondência com a realidade da História. O poder não emana de lugar algum. O poder é objetivamente exercido, para o bem ou para o mal, por quem tem meios materiais de faze-lo". Frase de Paulo Enéias, jornalista.