Fala Produtor

  • João Oswaldo Baggio Ribeirão Preto - SP 20/11/2008 23:00

    Assistimos estarrecidos o governo Brasileiro aumentar seus gastos em conta corrente, liberar creditos para a construção civil e para o setor automobilistico e deixar o setor agropecuario ser humilhado, sem credito, com arresto de bens no momento do plantio da safra de verão, tratando o produtor como se fosse bandido.Nosso setor gera divisas para o pais e as consequencias para esse ano e o proximo serão drasticas.Pobre governo que navegou até agora em mares calmos e na primeira crise que enfrenta está perdido,sem saber o que fazer,anunciando medidas e creditos que não estão chegando aos produtores.Quando as consequencias desse descaso chegar, gerando falta de alimentos,deficit na balança comercial e inflação nao nos culpem. Tentamos e tentaremos até o ultimo instante cumprir com o nosso papel gerando renda, empregos e divisas para o Pais.

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  • Dário José Magnani Pranchita - PR 20/11/2008 23:00

    João Batista.

    Já está enchendo o saco esse negócio do pré-sal do presidente. Ele larga o papo do pré-sal pra evitar a queda nas bolsas, mas não adianta... qualquer um sabe que pode-se ir a uma profundidade de 8.000 m achar petroleo até mesmo na lua; só que é economicamente inviável. Portanto, está fácil de ganhar dinheiro com as ações da Petrobras; é só esperar o presidente falar em pré-sal e sair vendendo. Portanto, está na hora do presidente mudar o papo.

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  • Evandro Nogueira Barbosa Rio Brilhante - MS 20/11/2008 23:00

    Sou engenheiro agrônomo e pequeno produtor rural. Acompanhando as opiniões de outras pessoas envolvidas no agronegócio, e analisando a situação dos produtores aqui da região, tenho uma opinião formada: Estamos errando muito em nossa atividade... Os responsáveis por esta situação somos nós mesmos, e aqui coloco alguns pontos cruciais: Todo o sofrimento com a valorização do real foi causada pelo crescimento das exportações do agronegócio que criou um superavit de U$ 45 bilhões na balança comercial levando ao excesso de confiança internacional no Brasil e que causou esta entrada maciça de dólares achatando nossos preços.

    Em 2.006 o movimento dos agricultores levou o governo a pagar preço de referência na soja e milho(aqui no MS R$23,92 na soja e R$12,30 milho) e a prorrogar as dívidas de custeio e investimento e que hoje estão ai do mesmo jeito. Com estas medidas ficamos satisfeitos e plantamos mais ainda e mais entrada de dólares e o real mais valorizado. E é justamente isto que o governo quer, tanto faz o presidente ser um ou outro, quem faz as políticas são os técnicos dos ministérios que são os mesmos de sempre. Nós precisamos resolver nossos problemas por nós mesmos, a ganância do produtor tem que parar. Temos que produzir somente o necessário para o consumo. Temos que ser racionais, ficamos ai adquirindo máquinas sem necessidade, aumentando áreas de plantio só por ego de ser grande. Se em 2.006 o movimento Grito do Ipiranga tivesse feito um planejamento de redução de área de plantio hoje estaríamos numa situação confortável. Mas ainda acho que está em tempo, a próxima safrinha de milho no Centro Oeste e Paraná é um exemplo claro, se não tivermos uma redução na produção vamos entrar num barco furado sem precedentes. Por isso deixo esta mensagem e se outros produtores, líderes sindicais acharem interessante vamos colocar esta idéia em prática com a máxima urgência.

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  • Marcos Antonio dos Santos Naviraí - MS 20/11/2008 23:00

    Caro João Batista!

    O setor agropecuário, de forma geral, até que poderia enfrentar a crise sem muitos atropelos.

    Pois sem comer o povo não vai ficar, sob pena de causar uma revolução.

    Por outro lado o governo diz disponibilizar "bilhões" mas nem os Bancos privados querem emprestar. Por quê? Por se tratar de atividade de altissimo risco, e sem garantias para os bancos e quiçá, aos produtores.

    Os bestiais governantes, independente do escalão, devem entender que não existe meia solução, o "pacote agrícola deve contemplar o todo" PLANEJAMENTO (onde, o que, quando e quanto plantar), CRÉDITO, SEGURO, E PREÇOS.

    O que se percebe e com clareza, é que os burocratas do governo, nunca precisaram correr o risco de ter que produzir algo e sobreviver com o resultado de sua atividade, enfrentando as leis de mercado globalizados, pois sempre viveram de salários, chova ou faça sol. Não tem alta e nem baixa de preços. Os insumos cartelizados pelo governo nunca reduzem os preços ao consumidor, luz, gasolina, os malditos impostos...

    João Batista:

    "Não existe mulher meio grávida"

    Outra para lembrar tempos idos; "Plante que o governo garante, mas plante pouco, porque o governo é louco"

    Atenciosamente.

    Seu expectador:

    Marcos

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  • ABRASGRÃOS - Assoc. Brasileira de Produtores de Grãos Formosa - GO 20/11/2008 23:00

    É preciso captar o espírito correto da mensagem:

    Comunicação não é o que você diz, fala ou escreve. Comunicação é aquilo que os outros entendem... Para o bom entendedor ½ (meia) palavra basta, mas para muitos – em um país onde 80% não entendem o que lêem, a comunicação é um problema.

    Senhor Claudecir:

    Até o momento apenas 545 Fazendas estão habilitadas a exportar para a Europa. Eles não são tão exigentes como se diz. Sabe o que eles mais fiscalizam quando os inspetores deles vem aqui? Verificar se nós estamos cumprindo as nossas próprias leis... pode acreditar nisso! Quem faz as nossas Leis são eles ou somos nós? Repara o que acontece junto aos hermanos paraguayos, argentinos e uruguayos e tire suas próprias conclusões. Eles estão mais “habilitados”do que nós, incrível, não?

    Senhor Mauricio:

    Muitos agricultores já descobriram que a nossa saída é fortalecer o cooperativismo de crédito. Hoje em dia elas funcionam dentro da rigidez das regras do Banco Central, como Bancos.

    Senhor Carlos William: Medidas que “beneficiam” somente o Mato Grosso? Calma, falta serem implementadas. Dê tempo ao tempo e verá que foi mais um engodo.

    Caro Waldir Sversutti de Maringá: Mais uma vez os agricultores estão chorando depois que o leite foi derramado. Era sabido desde maio, na edição da MP 432 que em relação às parcelas dos repasses do BNDES, 40% da parcela de 2008 teria que ser paga e que, APENAS 30% da respectiva Carteira no MT e no RS e APENAS 10% nos demais Estados, poderiam ser prorrogados.

    Portanto, por quê tem gente que acreditou na prorrogação generalizada? A Lei 11775 é um verdadeiro faz de conta sim e sinto-me envergonhado de ter participado junto a CNA e na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, de sete reuniões e no fim ter que assistir prevalecer a vontade do 5.o. (Quinto) escalão do Min. da Fazenda. Neste contexto eu disse, os Bancos estão fazendo corretamente o seu papel. Muitos agricultores também não fazem o encaminhamento correto das suas necessidades como prescreve o MCR 2.6.9

    Não sei onde e porque exatamente a turma de Rondonópolis foi surpreendida com estes arrestos. Sei que não se pode enfrentar a Justiça com revanchismos. Custa caro.

    Muito se alega, os “Bancos das Montadoras” são meros repassadores dos recursos do BNDES. Não é bem assim, se o agricultor não pagar, o BNDES não quer saber. O Banco da montadora ou qualquer outro tem que pagar o BNDES, compreendeu?

    Portanto, a origens dos nossos problemas são em primeiro lugar o juro muito baixo do crédito rural e em segundo lugar acreditar que o mérito da questão prevaleça diante do rito processual quando a matéria vai lá para o “Esse Lentíssimo” – querer obstar a ação do Oficial de Justiça é chorar o leite muito mais que derramado. Festejar com foguetes os juros de 6,75% aa não foi só um tiro no pé. Foi nas duas pernas... Eu avisei!

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  • Telmo Heinen Formosa - GO 19/11/2008 23:00

    Brasil: O mérito da questão é secundário... vale o Rito processual...

    Bancos devolveram 3,5 bilhões de reais ao BACEN em 01 NOV 2008 ref. crédito não aplicado na Agricultura em OUTUBRO por falta de tomadores... Quem disse isto foi o Dep. Valdir Colatto que ouviu a informação do diretor do BACEN Antonio Gustavo Marcos do Vale na tarde do dia 19/11/2008.

    Da minha parte estou afimando há um mês: não falta dinheiro para o crédito rural. Faltam "Clientes APTOS" para tomar o crédito. Nenhum jornalista quis abordar a rigidez das regras vigentes com o Acordo da Basiléia, motivo principal da robustez do Sistema Bancário Brasileiro, alardeada mundo a fora pelo LULA, Mantega e Meireles.

    Vocês acham que eles dariam moleza para o crédito rural ?

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  • Claudecir Mathias Scarmagnani Cuiabá - MT 19/11/2008 23:00

    João Batista - e o boi europa? A famosa aprovação pelo ministério da agricultura para compor a lista TREICE?

    gastei direto e indireto aproximadamente R$ 8,00 por animal, agora que minha fazenda esta aprovada, ligo para os frigorifícos e me dizem, "nao tem mercado", a menos de 90 dias a diferenca era de até R$15,00 p/ @. Agora é uma merreca de R$ 2,00.

    Sinto que mais uma vez estamos sendo enganados por esta falsa rastreabilidade, que aliás dizem é uma exigência do mercado europeu. Será ????

    Por que vc não fala nada disso no seu programa?

    Pense nisso e VAMOS EM FRENTE.

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  • Waldir Sversutti Maringá - PR 19/11/2008 23:00

    Arresto de Máquinas - Devolução de dinheiro de Financiamentos da Safra - Degola

    O Telmo me surpreendeu escrevendo neste espaço: “” Os Bancos estão “errados” no conceito de muitos, mas pode apostar: legalmente estão cobertos de razão, quando arrestam os bens dos incautos que ainda acreditam que o mérito da questão prevale o que está definido em Lei. Ledo engano... “

    Calma aí, ô Telmo !!! Então a bancada ruralista, o Congresso como um todo e o Governo estudam durante muitos anos medidas de alívio para as dividas do campo, fazem primeiramente uma MP depois transformada em Lei, o Presidente Lula sanciona a dita cuja Lei 11.775, e vc considera tudo isso “ um faz de conta “ !!! Se fosse para ser essa zorra não precisaria de Lei !

    Não senhor ! Desde o primeiro momento da sanção presidencial, tanto as dívidas que já estavam sendo executadas como aquelas que estavam em vias de ser, entraram na condição de inexigibilidade ou pré-executividade e como tal deveriam ser suspensas até o prazo final de renegociação geral. Esgotado esse prazo aquelas não enquadradas, logicamente, voltariam para a exigibilidade executiva. Mas aqui, ainda haveria possíveis falhas e injustiças dos bancos que tivessem “ fabricado” motivos para fugirem do enquadramento, o que poderia também ser apreciado pelos juízes.

    Penso que esses casos de apreensões de máquinas, provavelmente, são processos que já estavam ajuizados e tiveram prosseguimento normal, sem que os devedores entrassem com o pedido de suspensão temporária até o prazo final da renegociação no momento que foi promulgada a Lei, falha por desconhecimento ou talvez achando que os Bancos fossem aguardar em razão da Lei e da ÉTICA que deveriam ter e não tem ! Se enganaram !

    Amigo Telmo, eles poderiam estar cobertos de razão antes da Lei. Depois dela tornaram-se uns FORAS DA LEI. Nome feio, quando alguém se refere a outra pessoa, mas com o governo se tornou comum, nelm liga, caloteiro que é desde os tempos dos empréstimos compulsórios não honrados sem execução judicial.

    E ainda, depois dessa devolução de R$ 7 bilhões de reais revelada ontem, deixando centenas de agricultores sem plantar por falta de financiamento, o presidente Lula ficou nú diante do descaso total de seus “diministradores “ com seus pedidos de aumento da produção de alimentos e com o destino dos muitos produtores rurais prejudicados, que no meu entender merecem reparação judicial, diante de tantos compromissos de cumprimento da função social da propriedade e dos indices de produtividade, recadastramentos constantes, géo referencimentos, ITR, CCIR, Lao, ADA, empregados, etc. etc..

    AO GOVERNO CABE FAZER A DEGOLA PÚBLICA E TRANSPARENTE DOS RESPONSÁVEIS POR ISSO. A prova que faltava do DESCASO DO GOVERNO LULA (?) COM A AGRICULTURA, ESTÁ AÍ, NÃO FALTA MAIS. ( Prefiro ressalvar a responsabilidade do presidente até que se pronuncie sobre isso)

    waldirsversutti.spaces.live.com

    www.imobiliariarural.net

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  • Mauricio Santos Junqueira Juiz de Fora - MG 19/11/2008 23:00

    Joao Batista,

    Tenho acompanhado essa crise iniciada nos EUA, que se alastrou mundo afora como fogo morro acima e que vem causando estragos seríssimos em diversos setores e em particular o agropecuário. Fato esse que se agrava por não termos um interlocutor no executivo à altura do setor, que me parece não saber diferenciar um bode de um boi. A agricultura não pode esperar e não tolera incompetência, seja ela de qualquer natureza.

    Acho que temos que aproveitar a idéia da GM ( que esta tentando transformar suas financeiras em bancos nos EUA ) e tentar criar bancos através das cooperativas e quem sabe assim os agropecuristas de nosso Brasil passarão a ter atenção e acesso aos recursos tão necessários nesse momento de extrema turbulência e necessidade.

    Não somos bancos, montadoras e nem construtoras, mas ajudamos a construir e alimentar esse país, e ainda ajudamos a bancar, através de impostos, o crescimento do Brasil.

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  • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR 19/11/2008 23:00

    Mais uma medida que somente beneficia o Mato Grosso. Agora, para prorrogar os 40% das parcelas vencidas, não precisa dar garantias adicionais.

    Parabéns para eles por terem deputados. Mas estas medidas discriminatórias estão revoltando o resto do País. Por que só o Mato Grosso?

    Daí, quando for fechar rodovia, fechem a estrada para Ipiranga do Norte e vejam se o governo vai dar bola pra vocês. Agora, feche a Castelo Branco por 05 minutos. Ou feche a BR 369 aqui no Paraná.

    Mais uma vez, nossa classe mostra como " não" se deve agir .

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  • Angelo Miquelão Filho Apucarana - PR 19/11/2008 23:00

    Como sempre o agricultor, vai pagar o pato! Falta-nos a coragem e a unidade, indispensáveis em momentos de grande tormenta, como o atual.

    O que vemos, são movimentos e ações isoladas e que não levam a nada, se não mostrar a fragilidade e incapacidade dos produtores, em fazer valer seus direitos. A explicita verdade é que, nós caminhamos sozinhos, e pior, cada um para um lado! E a maior das verdades é que muitos caminham para o precipício, ou seja, para a falência.

    A persistência, uma virtude do agricultor brasileiro, revela-se como um fator negativo e que conspira contra o mesmo, produzindo mesmo que com prejuízo anunciados, ele cava a sepultura. Plantar por plantar, não leva a nada, se não a falência iminente.

    O que o setor precisa, é de políticas que garantam a renda de quem produz e alimenta a nação. Preços mínimos reais, que assegurem uma margem de lucratividade mínima, e não somente o custo de produção. A retirada de impostos de insumos e maquinas, alavancaria estupidamente a produção, pois ninguém compra um trator para ir a praia ou uma tonelada de fertilizante para deixar na tulha.

    Deveríamos ainda, ter dispositivos com o fim de permitir a compra de óleo diesel, com preços diferenciados e exclusivos para a agricultura e transportes. Caminhos existem, o que falta é dar o primeiro passo! Feito isso, certamente estaremos trilhando o caminho do sucesso e produzindo a preços baixos, mas sem sangrias no orçamento inexistentes de nossos agricultores. É uma questão de vontade e coragem!

    É hora de se mostrar a unidade e a força do campo. A policia para, a saúde para, o banco para, o funcionário público para, porque só nós não paramos? Não temos coragem ou estamos reclamando de barriga cheia?

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  • Silvio Marcos Altrão Nisizaki Coromandel - MG 19/11/2008 23:00

    João Batista, nós do café também estamos indo para o Serasa, arresto de maquinas etc...

    E isso já faz 10 anos, vamos lembrar desta classe também. Olha, para plantar 1000 ha de soja basta 3 tratorista, e mais umas 5 pessoas. Nós aqui com 33 ha de café precisamos de mais de 20 trabalhadores só na colheita.

    Estourou a bolha financeira, e vai estourar a bolha do emprego no campo.

    Fiquem atentos.

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  • Silvio Marcos Altrão Nisizaki Coromandel - MG 19/11/2008 23:00

    Ola Srs. Produtores, em respeito ao a declaração do Sr. Geraldo Sant´Ana de Camargo (Cepea) em que a divida atingiu todos os paises e todos os setores, tenho uma resalva a fazer:

    Com certeza a crise atingiu a agricultura dos EUA e Europa, entretanto os agricultores destes paízes estão muito mais protegidos do que os produtores do Brasil, pois estes tem subsidios que garantem os preços de sobrevivência da atividade, em Resumo: " Um operador de bolsa, o secretário do tesouro Americano, os Ministros Europeus não estão preocupados se vai faltar alimento em seu paiz, pois a proteção do produtor e indispensável para que eles tenham calma para poder socorrer bancos, montadoras etc". MUITO PARECIDO COM O BRASIL VCS NÃO ACHAM???

    OBS: NAO TIVE NOTICIA DE MAQUINAS SENDO ARRESTADAS FORA DO BRASIL!!!!!!

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  • José Carlos F. Pinheiro Iacanga - SP 19/11/2008 23:00

    Srs. produtores procurem se atualizar sobre as notícias e as falcatruas sobre o dinheiro destinado a agricultura no brasil, ontem fiquei estarrecido com notícia, que veio a tona através do deputado entrevistado pelo sr. João Batista Olivi, dizendo que voltaram para os cofres públicos cerca de 7 bilhões de reais diante da recusa dos bancos, por que não dizer banqueiros bandidos que dominam o governo brasileiro, e nós ficamos mendigando paras os gerentes de banco o dinheiro para o plantio. Volto a dizer: só a nossa união vai acabar com essa bandalheira. E um dos canais para fazer isso é aqui com João Batista Olivi. Vamos aproveitar a oportunidade pra fortalecermos a classe, um abraço j.carlos

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  • Telmo Heinen Formosa - GO 19/11/2008 23:00

    Sobre o arresto de máquinas o Mérito da questão é secundário - Desde os “saudosos” tempos do (c#@$!!) Ulisses Guimarães (#@$%¨#@!...), principal mentor da Constituição de 1988, consolidou-se no Brasil o seguinte: Nós somos educados e nossos conceitos são formados com princípios anglo-saxônicos, povos para os quais o mérito da questão é sempre o mais importante em qualquer fato; todavia o nosso sistema judiciário é baseado em cima do direito romano, onde prevalece o rito processual (baseado em fatos comprováveis).

    No recente episódio da MP 432, convertida na Lei 11775 em 22/09/2008, nosso setor aceitou ser enganado pela Mídia abobalhante, que só sabia “papagaiar” as falsas benesses da referida legislação, propagandeadas pelos políticos de plantão, como “a mais ampla renegociação de dívidas agrícolas de todos os tempos, no valor de 75 bilhões de reais” para dizer o mínimo.

    Mas agora onde estão estes mesmos jornalistas para ir lá para conferir e testemunhar os valores já renegociados? Ou para acompanhar o desenvolvimento do processo que seria a redenção do endividamento agrícola do país?

    Nossas lideranças tampouco souberam reclamar sobre os reais pontos de estrangulamento nas regras deliberadas -- o que causa sempre uma confusão geral, uma vez que ainda hoje foi confirmada por pesquisa de âmbito nacional que mais de 80% dos brasileiros não entendem o que lêem e 90% não sabem fazer contas sem calculadora.

    Desde a edição da MP 432 vínhamos denunciando de que era inócuo pleitear a prorrogação de parcelas de financiamentos concedidos pelos repasses do BNDES uma vez que o montante prorrogável estava limitado a 30 % (trinta por cento) da Carteira em Mato Grosso e no Rio Grande do Sul e apenas 10 % (dez por cento) nos demais Estados.

    Por quê os políticos e a mídia em geral alimentaram a esperança dos agricultores com chamadas de adesão, prazos para entregar Cartas de Pedidos de prorrogação, entrevistas e debates, se na prática era quase impossível o atendimento destes pedidos? Para agravar ainda mais havia um valor mínimo a ser pago, de 40 % - que muitos também não dispõem, por falta de provisionamento.

    Paralelamente os Bancos, especialmente os conjugados com os fabricantes, vinham postergando a cobrança das parcelas (de acordo com as recomendações oficiais), contanto que houvesse um pedido formal. Àqueles que tinham cobranças já ajuizadas, porém, eram e são acionados, pois, conforme define a Lei, qualquer desatenção no RITO processual conta a favor do credor. E contou!

    O brasileiro, de um modo geral, mesmo quando está no “fundo do poço” fica aguardando que alguém venha “afundar” o poço um pouco mais... Gente, a primeira coisa que se deve fazer quando se está no buraco é parar de cavar.

    Como estamos em um País onde o RITO processual é mais importante que o mérito da questão o resultado está aí para quem quiser ver. Os Bancos estão “errados” no conceito de muitos, mas pode apostar: legalmente estão cobertos de razão, quando arrestam os bens dos incautos que ainda acreditam que o mérito da questão prevale o que está definido em Lei. Ledo engano...

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