Fala Produtor

  • Haroldo Aparecido Ferreira Alta Floresta - MT 08/03/2009 00:00

    O preço do bezerro esta com tendência de se manter acima dos R$500,00 no norte de Mato grosso, o que é considerado pelos invernistas (que não fazem cria) um valor alto comparado com o atual valor da arroba. Porem, se observa compradores de outras regiões comprando bezerros - o que indica uma escassez. Leve em consideração que esta desmama, que esta sendo comercializada agora, é fruto de vacas emprenhadas em 2007 - que foi um ano de preços baixos com grande abate de matrizes e seca prorrogada. Nos indices ESALQ temos observado já algum tempo baixa do boi e aumento do bezerro. Acredito que é este um dos motivos de menor oferta de boi gordo no mercado.

    Se o boi voltar à casa dos 20 dólares, que pela atual conjunta econômica do mundo não seria impossível, teríamos menor recuo no preço do bezerro. Se o boi se mantiver firme e tiver alguma melhora de preço, teremos maior porcentagem de alta na reposição, que de qualquer maneira vai fazer com que a reposição torne-se a ficar mais difícil.

    O preço do bezerro abaixo do atual complica a vida do criador, que voltaria a abater matrizes; acima dificultaria a reposição e alta em garotes e fêmeas.

    Mato Grosso, com um rebanho em torno de 26 milhões da cabeça de gado, fornece ao mercado abaixo de oito milhões de animais para abate ao ano, com a capacidade da indústria próxima ao dobro disto... não tem como todos os frigoríficos se manterem em atividades e, com certeza, teremos indústrias fechadas, desempregos, etc.

    Lembrem-se que os frigoríficos aumentaram de tamanho com o rebanho diminuindo ou estagnado.

    Uma solução de mais curto prazo seria investimento maciço em aumentos de taxas de desfrute no rebanho (investimento em genética, recuperação de pastagens, profissionalização de mão de obra, confinamentos, integração agricultura pecuária, etc.)

    Qualquer coisa que se faça e aumente o desfrute do rebanho do estado em 1 % é o suficiente para manter um frigorífico funcionando.

    Haroldo Ferreira

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  • IVAN JOSE DOS SANTOS NOVA XAVANTINA - MT 07/03/2009 00:00

    João Batista, gostaria que deixar minha sugestao à FAMATO para que ela sensibilize o Governador de MT a baixar o valor da Pauta da SEFAZ/MT (base de cálculo) do Gado Bovino e a alíquota de cobrança para viabilizar a venda para fora do Estado, promovendo assim, uma maior competitividade e uma possibilidade de ganho maior para o pecuarista. Só para ilustrar: Preço minimo para boi gordo em operação interestadual - R$ 1.710,00 e aliquota de 12%.

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  • wanderley sucigan Mongaguá - SP 07/03/2009 00:00

    João Batista, acompanho seu trabalho e o parabenizo. O Brasil precisa dele, pois sem o AGROPECUÁRIO não existimos... Sou representante de exportação de produtos brasileiros, principalmente commodites.

    Como representante, digo que a dificuldade para se encontrar SOJA para exportação é grande.., quem sabe vc. pode nos ajudar. O que existe são grande grupos que compram do produtor na baixa e exportam para si mesmos, não dando ao produtor a oportunidade de aproveitar os bons momentos do mercado.

    Tenho clientes de várias partes do mundo que comprariam nossa SOJA e que não interessam negociar com os chamados Grandes Grupos. Conversei com a FAMATO, e a história se repete: ela tem um cliente que compra e exporta para si mesmo. Saudações... (Wanderley Sucigan).

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  • joao luiz ryzik floresta - PR 07/03/2009 00:00

    Achavamos que este seria um ano perfeito na Bahia, com chuva de sobra... mas não... faltou sol e ai veio tudo quanto foi praga... tem gente que ja fez 5 aplicações; eu fiz mesmo já fiz 3... mas a ferrugem já estragou bastante, não sei se compensa mais... acho que já perdi mais de 30%...; uma outra variedade que não tem ferrugem ou tem pouco, é suscetivel ao mofo branco, e portanto tambem tem perdas... enfim, ano bom está dificil!!!

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  • Oswaldo Furlan Pederneiras - SP 06/03/2009 00:00

    João Batista, O momento é agora. Se nós, pecuaristas, em razão das quebras dos frigoríficos passasemos a exigir os pagamentos à vista, e o peso dos animais em BALANÇÂO ou balança da Fazenda, posso lhe garantir que os prejuizos com os frigoríficos se resolve por um todo. Podemos receber até menos por arroba, mas temos a certeza que recebemos..., pois o risco passaria a ser zero para todos os pecuaristas, e o calote muito menor. Já com relação aos pesos dos animais, é a melhor forma encontrada para que todos nos pecuaristas parassemos de ser lesados.

    Certo em contar com a vossa atenção, agradeço antecipadamente. Oswaldo Furlan.

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  • Priscila Leite Gonçalves Lagoa Vermelha - RS 06/03/2009 00:00

    Eu, mais o meu pai, sr. Idelcino, e meu avô sr. Aniversino, gostariamos de parabenizar ao João Batista e a toda equipe do Notícias Agricolas pelo intenso trabalho em defender o produtor rural e também pela coragem de criticar, de frente, quem faz por desmerecer a agricultura e pecuária no país. O apresentador João Batista e toda a sua equipe mantem o pequeno, médio e grande produtor rural, sem diferenças, informados sobre o agronegócio. Abraços da Família Gonçalves.

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  • Gilmar Jair Cremonese Pimenta Bueno - RO 06/03/2009 00:00

    Tenho acompanhado a MP 458, que trata da regularização fundiaria, e não vi nada sobre sobre alguma alteração na lei do GEOREFERENCIAMENTO. Acontece que o INCRA exige que as posses em forma de CPCV,CAPT entre outras, sejam GEOREFERENCIADAS. O agricultor gasta o que não tem, faz o GEO, aí o INCRA fala que agora tem que esperar sair o GEO da GLEBA, mas não tem previsão de quando irá yerminar o trabalho, pois, segundo seus tecnicos, a gleba "é muito grande e não existe dinheiro".

    Creio que se não for alterado esse processo, de nada adiantará dizer que as terra serão documentadas, pois não serão. Talvez nós consigamos chamar a atenção dos nossos congressistas para esse detalhe: se todos os agricultores GEOREFERENCIAREM as suas propriedades o INCRA não precisará gastar essa fortuna para fazer o GEO das GLEBAS, pois cabe a ele a CERTIFICAÇÃO do GEO das propriedades.

    Se tiverem alguma novidade gostaria de ser informado.

    Att,

    Cremonese.

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  • Carlos Henrique Castro Alves Campo Florido - MG 06/03/2009 00:00

    João Batista;

    Já diziam os antigos, não aposte todas suas fichas em uma unica galinha.

    Os produtores adoram fechar grandes lotes e vender em uma única tacada e em uma única empresa.

    Já está mais do que na hora de aprendermos a fracionar as vendas e variar os clientes. Isto pode amenizar perdas em casos como o do Independência e tanto outras empresas seja de grãos, leite, carne ou financeiro.

    Ate mais.

    Carlos Henrique Castro Alves

    Engenheiro Agrônomo

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  • Valdir Edemar Fries Itambé - PR 06/03/2009 00:00

    PORQUE SEMPRE OS RURALISTAS??

    Mal me pergunto por que sempre os ``ruralistas´´??? Em post do Blog Ambiente, de Ronaldo França, sobre A reconstrução da legislação ambiental, ele se refere aos ruralistas como sendo os responsáveis pelo emaranhado de Leis, Decretos e Resoluções que dificultam o desenvolvimento da infra estrutura. Mal sabe ele e muitos brasileiros, que o produtor rural é o que mais sofre com este emaranhado de Leis, Decretos e Resoluções editadas por CONAMA, MINC, IBAMA e demais Instituições ambientais.

    A seguir saiba o que Ronaldo França publica:

    ``A cena insólita aconteceu com um amigo, responsável pela área de meio ambiente de sua empresa. Ele foi chamado às pressas na porta da fábrica e (m que trabalha, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Policiais da delegacia de meio ambiente estavam no local para prender os funcionários que pintavam a parte externa do muro da empresa.

    A pintura não estava autorizada pelo poder público! É óbvio que existe uma razão qualquer para isso, mas não é o que importa aqui. O que chama atenção é o nível de detalhe da legislação. O excesso de leis que se superpõem e, muitas vezes, se anulam, é um labirinto para as empresas. Conhecê-las é um trabalho para relojoeiros.

    O resultado dessa desorganização é maior custo para as empresas, atraso nos licenciamentos e a lentidão no desenvolvimento a infra-estrutura. Por isso é tão importante o projeto que está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, do deputado federal Ricardo Trípoli (PSDB/SP), que consolida as leis ambientais do país. Ele é resultado do trabalho da Frente Parlamentar Ambientalista.

    Se passar pela artilharia dos ruralistas, juntará em um único texto nada menos do que 33 decretos-leis, sete normas e uma medida provisória. É uma contribuição e tanto para a simplificação. O que implica também maior facilidade de fiscalização´´.

    http://veja.abril.com.br/40anos/blog/ronaldo-franca/150488_comentarios.shtml

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    Diante do relato do amigo, eu não poderia deixar de publicar este comentário:

    A artilharia dos produtores rurais de todo o Brasil esta armada para convencer não somente a bancada que nos representa, mas todo o Congresso Nacional, na arquitetura de uma única Legislação Ambiental, o que não é fácil, mas é possível e necessário.

    Saibam todos que temos ``artilharia´´ para buscar alternativas para continuar produzindo, seja com a proposta de se alterar o código florestal ou de se unificar em uma única Lei Ambiental, desde que seja objetiva e apresente não só a LEGALIDADE mas também a LEGITIMIDADE, em relação a ocupação territorial e a preservação ambiental.

    Ao contrário do que se refere o amigo, a dificuldade esta no exercito das ONGs Ambientais, dos ambientalista de bandeirinha e tantas outras ``instituições ambientais´´ que tem muito mais munição para defender o emaranhado de leis e decretos ambientais, lançando fogo a qualquer custo para defender suas chances de sobrevivência financeira. (Uma vez que muitas ONGs e ``ambientalistas´´ usam do dinheiro público até para protestar).

    A Confederação Nacional da Agricultura e o Ministério da Agricultura com o apoio dos produtores rurais de grande parte do Brasil esperam ao menos ALTERAR O CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO. Uma das propostas (artigos) a ser inserido no novo Código Florestal seria ``DESMATAMENTO ZERO NA AMAZÔNIA´´ com aproveitamento das áreas já consolidadas para produção agropecuária e da recuperação das áreas degradadas com reflorestamento comercial, além da implantação do zoneamento técnico da exploração agropecuária, para garantir a viabilidade social e econômica de milhares de propriedades rurais, garantindo assim a produção de alimentos para todos os Brasileiros e a participação de cerca de 30 % do PIB na balança comercial. (já postado e comentado em outras ocasiões no site de NOTICIAS AGRICOLAS).

    POST VALDIR EDEMAR FRIES http://blogvaldiritambe.spaces.live.com

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  • Leandro L. Isotton1 Hortolândia1 - SE 06/03/2009 00:00

    Atenção isso é um teste favor não responder!

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  • JOÃO VICENTE SCHECHELI CORBÉLIA - PR 06/03/2009 00:00

    Gostaria de saber qual seria o destino do milho referente a preço, ja que as exportações andam devagar e o mercado interno tambem... isso porque existe uma muita oferta ocasionando uma queda nos preços. Qual seria a perspectiva no decorrer do ano?

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  • Paulo Mano Júara - MT 05/03/2009 00:00

    João Batista, acompanhei com atenção o depoimento do sr. Hermes Pergaminho, de Juina, MT, e também o do nosso amigo Luciano Vacari, da Acrimat, sobre as dificuldades dos frigoríficos em honrar seus pagamentos com os pecuaristas.

    Gostaria de deixar meus comentários como simples pecuarista que sou. Há muito tempo estamos vendo a indústria da carne com crescimento assustadoramente rápido e agressivo quanto à modernização de suas indústrias e avanços sobre novos mercados devido a uma série de fatores positivos no setor da carne:

    Crescimento mundial da demanda por proteína animal, novos mercados consumidores, crescimento econômico de grandes importadoras de carne, etc, etc.

    Só se ouvia falar de ampliação de frigoríficos, construção de novas plantas e investimentos de milhões e milhões de reais, provenientes do nosso BNDES. Algumas indústrias sempre deixaram bem claro em todos os meios de comunicação que o negócio da carne era “interminavelmente” próspero e sólido. Frigoríficos abriram seu capital na bolsa de valores, se expandiram internacionalmente e construíram frigoríficos onde nem boi existia. Parecia até que era uma corrida para ver quem arrancava mais dinheiro do BNDES, tudo teoricamente por um negócio economicamente sustentável.

    Esses financiamentos, todos nós sabemos, que muitas vezes são respaldados por “apadrinhamento político”, não cumprindo muitos dos critérios exigidos para liberação de tal.... E muito menos nenhum controle rigoroso de como esse dinheiro era gasto pelos frigoríficos, que muitas vezes usam o recurso do BNDES para comprar fazendas, aviões, vacas milionárias e juntar milhares e milhares de bois em nome de laranjas. E até usam esse dinheiro para especular na bolsa.

    E o pior é que nenhum desses empresários do ramo, que usam esses recursos inadequada e irresponsavelmente, arca com algum prejuízo na sua pessoa física. Quebra-se a pessoa jurídica e a física sai imune a tantos prejuízos causados a pecuaristas e fornecedores. Isso é o pior, João Batista, pois não temos como responsabilizá-los. Já se fala no mercado do boi que alguns donos de frigoríficos que deram calote já estão comprando boi à vista.

    Então nossa única saída é nos informarmos mais e usarmos este espaço do Notícias Agrícolas para que cada vez mais pessoas saibam que existe bons empresários e também “alguns quadrilheiros”.

    Compreendo a importantíssima e útil participação do BNDES para o desenvolvimento do País, porém é obrigação de todos os pecuaristas saber que muitos frigoríficos onde entregamos nossos bois têm dívidas e financiamentos IMPAGÁVEIS, em uma época de escassez de crédito.

    Paulo Mano – Juara/MT

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  • Hítor Rafael P. Porto VIÇOSA - MG 05/03/2009 00:00

    Sou estudante do curso de Agronomia pela Universidade federal de Viçosa, e acompanhando as informações divulgadas no site (e no programa) Notícias Agrícolas, quero parabeniza-los pelo grande empenho e profissionalismo com que vocês conduzem esse meio de comunicação indispensavél nos dias de atuais!!!

    Realmente o Notícias Agrícolas está do lado de quem Planta e Cria!!! Muito Obrigado pelo espaço cedido e parabéns!!!

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  • Nelson Jose Dantas Colen Teófilo Otoni - MG 05/03/2009 00:00

    Pela terceira vez envio mensagem pedindo , por favor um pouco de atençao para nós, sofridos produtores do nordeste de Minas. Já solicitei uma previsao estendida para treis meses para poder nos programar, pois já estamos entrando para 40 dias sem chuva. Sou produtor de leite, trabalho com animais 1/2 sangue holandes e já estamos sem pasto. Vejo a atençao dispensada para a regiao sul e centroeste do país e me sinto desprezado pois nao se fala de previsao para o sofrido vale da fome. Fomos esquecidos? Tambem somos produtores. Fazemos parte da cadeia produtiva Brasileira. Aguardo ansioso.

    Nelson Colen

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  • Silvio Marcos Altrão Nisizaki Coromandel - MG 05/03/2009 00:00

    João Batista, o que vc ouviu do João Santaella de patrocinio é o mesmo que estamos ouvindo dos representantes dos cafeicultores desta cidade. Estão como o LULA, não to sabendo, não sei etc....

    Acredito que eles devem estar muito bem por la, mas nós aqui em Coromandel que não temos nenhum representante politico la em Brasilia não estamos muito bem não.

    Estranho Não!!!!!!

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