Fala Produtor

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 29/03/2017 23:24

    Marcos da Rosa está precisando ler esse artigo aqui:

    "Longe de revelar um liberalismo oculto no coração do povo brasileiro, a pesquisa da Fundação Perseu Abramo descobriu o que todos já sabiam: o brasileiro não entende de economia, mas é conservador e não confia na classe política.

    Quem realmente conhece as periferias brasileiras, isto é, quem convive com as pessoas que as compõem e não extrai seu conhecimento de aulas de sociologia ou de filmes que exaltam o banditismo, sabe o quão equivocadas são as celebrações dos que estão vendo no estudo da Fundação Perseu Abramo a prova inconteste de que o povão é liberal.

    Não deveria ser necessário explicar algo tão óbvio, mas as conclusões ali apresentadas não são uma tradução objetiva dos dados coletados e, sim, uma interpretação subjetiva feita por sociólogos e por cientistas políticos ligados ao Partido dos Trabalhadores, os mesmos que chamam o Governo Temer de ultra-liberal e criticam o lulismo por ter adotado uma política econômica de direita (sic).

    Trata-se de um estudo qualitativo e não de um estudo quantitativo. E o que isso significa? Significa que a uma síntese confusa, construída a partir das percepções dos entrevistados, está se atribuindo, equivocadamente, uma visão de mundo mais ou menos coerente, que só pode ser chamada de "liberalismo" por quem tem, a respeito dos pressupostos econômicos liberais, a mesma percepção que o Valter Pomar, o André Singer e a Marilena Chauí.

    Povo brasileiro é conservador. Em sua essência, o que a pesquisa parece revelar ? e digo parece porque não tive acesso aos dados brutos ? é o que qualquer aluno do Professor Olavo de Carvalho já sabe há muitos anos: o povo é conservador, não confia na classe política e no estamento burocrático, não se sente representado por nossas instituições e, no entanto, vê no Estado um instrumento necessário para "solucionar problemas, reduzir desigualdades e prover serviços como saúde e educação". É o "Paradoxo de Garschagen": os brasileiros não confiam nos políticos, mas não conseguem vislumbrar soluções fora do Estado.

    E a que se deve essa dificuldade de enxergar soluções fora do Estado? Isso mesmo: à cultura. É a cultura que cria o imaginário de uma sociedade, e é o imaginário dessa sociedade que fornecerá a ela o repertório de possibilidades, de soluções possíveis, diante dos problemas e situações concretas com que seus membros se deparam em sua vida prática ? na qual, evidentemente, estão inclusas a política e a economia.

    Se duvidam desse diagnóstico, realizem um estudo com a mesma base amostral e perguntem aos entrevistados o que eles pensam sobre pautas e propostas pontuais como a reforma previdenciária, o fim do salário mínimo, a extinção dos "benefícios" previstos na legislação trabalhista, a privatização dos hospitais e das escolas, etc. etc. etc.

    Seja como for, pior do que a dificuldade de entender um estudo simples, demonstrada por alguns dos que estão celebrando as conclusões dos sociólogos petistas, só a dificuldade que essas mesmas pessoas demonstram para entender suas próprias palavras. Digo isso porque, via de regra, os que estão chamando o povo de liberal, por ter as visões que o estudo atribui a ele, são os mesmos que chamaram o Deputado Jair Bolsonaro de estatista, quando ele defendeu exatamente as mesma visões no programa do Danilo Gentili.

    Nessa entrevista, não custa lembrar, o deputado demonstrou seu desejo de diminuir o tamanho do Estado, de reduzir impostos e regulações, de eliminar a influência ideológica do comércio internacional, de valorizar a meritocracia, sem, é claro, ter conseguido articular uma idéia muito clara de como fará isso ? e é aí que reside, a um só tempo, a maior virtude e o maior defeito de Jair Bolsonaro: para o bem e para o mal, ele fala e pensa como o brasileiro médio; tal como o povo brasileiro, ele é conservador, se opõe à classe política e ao estamento burocrático, mas não vislumbra (ainda) soluções que não passam pela via estatal.

    Quem pensa que deve descartar o deputado por isso não demorará para concluir que também deve descartar o brasileiro médio; e isso seria um erro inaceitável. Bolsonaro é, na atual conjuntura cultural, o candidato liberal-conservador possível (não o único, que fique bem claro, mas o que melhor expressa a realidade popular brasileira), e a solução para melhorarmos sua plataforma é exatamente a mesma que precisamos para melhorar a visão do brasileiro médio na esfera da economia: ampliar seu imaginário, alargando seu repertório de possibilidades, com uma visão de mundo ? ou seja, com uma percepção cultural ? forte o suficiente para destronar a cultura do positivismo vulgar que, atualmente, domina tanto o deputado quanto o povão brasileiro.

    http://sensoincomum.org/2017/03/28/fundacao-petista-favela-conservador/?utm_content=buffere1b57&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

    Aqui a pesquisa completa: http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/Pesquisa-Periferia-FPA-ok.pdf

    Leiam lá nas percepções politico institucionais: Os políticos são vistos como simples usurpadores, que não

    cumprem com seus deveres em relação às necessidades dos

    cidadãos e, ainda, buscam somente vantagens pessoais. Voltei... é piada né, leia aí Marcos Rosa, não como os petistas escreveram, como uma percepção, mas que os brasileiros sabem a verdade, que os politicos são usurpadores, não cumprem seus deveres em relação aos cidadãos e buscam somente vantagens pessoais.

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  • Brunislau Huçalo Candido de Abreu - PR 29/03/2017 23:10

    Eu tambem não concordo com a cobrança do CNA . Já fui intimado judicialmente para o pagamento da contribuicão, mesmo com uma area de apenas 1.19 módulos rurais. E hoje, depois de adquirir mais uma area de 1.44 módulos rurais, sou obrigado a pagar a contribuiçao do total desta area que é de 2.88 módulos rurais .Da qual tem herdeiros 50% da area...

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      SR BRUNISLAU enquanto o senhor trabalha debaixo de sol e chuva, o pessoal da CNA vive na sombra e no ar condicionado, tomando cafe' em posadas de pratas-----Isto aqui não e' chute eu presenciei pessoalmente-----E" PRECISO INVERTER OS VALORES MORAIS DE QUE QUEM TRABALHA E" BRRO E QUEM NAO TRABALHA E" EXPERTO--

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 29/03/2017 21:43

    Solução do Blairo Maggi para acabar com a corrupção,... regras mais duras para terminar de acabar com os pequenos, aumentando ainda mais o poder dos fiscais. Na prática é isso, não importa o que digam.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 29/03/2017 21:28

    E esse cara vem aqui querer nos ensinar? Pois que vá catar coquinho na esquina, aproveita a descida e vai comprar carne na Africa. Aqui sabemos que temos que ter controle privado, quero ver é nos dizerem como se tira os criminosos do poder.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 29/03/2017 21:26

    Fiquem atentos à essa lei... através dela os empregados podem processar tanto a empresa de terceirização quanto o sujeito que contrata. Isso quer dizer que se a empresa não pagar o terceirizado, quem contratou a empresa paga.

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  • Martin Simeon Wanser Maracaju - MS 29/03/2017 21:07

    Agronegócio brasileiro, atividade pujante. Atividade que nas últimas décadas se destacou e sobressaiu, vencendo barreiras competindo com os mais diversos países, com muito trabalho, dedicação, organização enfrentando mudanças de governos, de políticas econômicas, de políticas de controle ou flutuação do dolar, cai de joelhos perante o envolvimento de alguns segmentos empresariais que ao se envolver com políticos e governantes, que sem escrúpulos, sem caráter, sem honra e dignidade envolvem toda cadeia produtiva. Levantaram valores monstruosos de recursos via BNDS, saíram comprando plantas frigoríficas no Brasil e em outros países, bancando campanhas políticas através das tão faladas doaçãoes, favores, como se nunca fossem precisar pagar ou prestar contas. Se conaideravam autores do conhecimento e os expertos nos negócios. Porém isto não existe. Num mercado competitivo, não existe milagre. Existem sim, facilidades ou benecias, como deixar de pagar impostos, INSS e pelo tamanho dá empresa barganhar regalias por meio de políticos a título dá empresa não fechar ou desempregar um grande número de funcionários. Pois bem o angu está aí. Fica a lição. Pro agronegócio ter sucesso, não pode ter indicação política, pois vai dever favor a políticos e aí começa todo o problema. O agronegócio precisa trabalhar independente para adquirir respeito e credibilidade por competência e não por favores o benecias. No mercado vence o melhor, competente, responsável. O mercado é soberano e a verdade se revela. É questão de tempo. O mercado determina o que é bom e o melhor. A prova está aí. Agora ninguém quer ser o culpado. Não é com o aval de políticos ou governantes que se vence uma concorrência. É pela qualidade, pela responsabilidade e competência. São as regras básicas do mercado. Para construir dá trabalho e muita dedicação. Para destruir é muito simples. A prova está aí.

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  • joão Lunardi SÃO JOSÉ DOS QUATRO MARCOS - MT 29/03/2017 20:55

    Com a baixa rentabilidade do setor a taxa de juros cobrada pelo BB é exorbitante... Usem esse dinheiro para investir em outro setor porque na pecuária essa taxa não serve . A taxa tem que ser de 3% a.a de longo prazo, no minimo 6 anos e com 3 de carência. Além dos 12,75%, tem as despesas com avaliação da propriedade , tem 0,50% do projeto , tem registro da cédula e tem também um produtinho que o gerente exige pra liberar . Em resumo isso deve ir pra uns 17 % , mole mole

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      E" O FAMOSO CUSTO BRASIL

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR 29/03/2017 20:37

    Vivo com olhos e mente, cansados. As noticias à caça as bruxas têm se tornado uma constante nos meios jornalísticos.

    Tudo se mistura, assuntos políticos tornam-se policias. Os policiais se tornam políticos. Instituições que serveriam para fiscalizar são fiscalizadas por policiais e, seus membros são presos por fazerem parte das quadrilhas. Veja o caso no TCE do Rio de Janeiro, onde cinco dos sete conselheiros do TCE foram presos pela PF na Operação "Quinto de Ouro", deflagrada hoje.

    DEVEMOS MUDAR O "SISTEMA" !!!

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  • ELDER GIORI BALDON Nova Venécia - ES 29/03/2017 19:51

    Isso está virando palhaçada, ou tem alguma suspeita no ar , acho que a PF deveria fazer a operação café frio. Isso virou uma novela. Temer, esse país está virando bagunça. Tem gente honesta mais não. Para de matar produtor. Já não chega a carne, agora café.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 29/03/2017 19:39

    A prova de que picaretas engravatados vivem e mantêm privilégios roubando a comida dos pobres está aqui: http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/consumo/noticia/6284404/alckmin-volta-cobrar-imposto-sobre-carnes-preco-deve-subir-ate

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    • JOSÉ DONIZETI PITOLI CORNÉLIO PROCÓPIO - PR

      Senhor Francisco Turra. Da forma como se coloca à todos, não condiz com a representação que tem, pois representa a o Brasil, como presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, pois não tenha dúvida que o Brasil é muito mais do que o escândalo da operação carne fraca, revelada pela polícia federal. No entanto havemos de convir, que se existe os corruptos (alguns fiscais sanitários), existe também os corruptores (algumas desta empresas), e ninguém que esteja produzindo de forma lícita, corrompe/paga propina, dê-se o nome que quiser, para agradar. Se houve corrupção, é porque houve motivos, fatos, que beneficiaram em muito estas empresas. Tenho comigo, que a polícia federal agiu corretamente, excessos talvez, fazem parte da mídia moderna, afinal, notícia ruim, todo lê, vê, ouve. O tempo é o senhor da razão. Quem viver, verá?

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  • Ivo Brustolin Palotina - PR 29/03/2017 19:11

    Estamamos cansados de sustentar gente que nao trabalha. Pergunto o que a CNA esta fazendo pelo agricultor???, simplesmente nada.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 29/03/2017 17:01

    https://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/de-que-lado-esta-reinaldo-azevedo/

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 29/03/2017 17:00

    Quando digo que Reinaldo Azevedo é um picareta imprestável alguns ainda não acreditam. Seria bom João Batista que você lesse até onde vai a desonestidade desse vagabundo vendido, aqui no artigo do Adolfo Sachsida. Vamos lá Reinaldo bobalhão, responda o homem, jornalista mediocre sem vergonha na cara e que quer enganar os leitores: Num texto interessante Reinaldo Azevedo conclui "Em todo caso, deixo aqui um convite: e se os grupos que fazem política começassem também a fazer contas? Poderia ser uma revolução maior do que a chegada das caravelas?". Ele se referia aos grupos que se calaram frente a uma decisão recente do STF que diminui a arrecadação federal, mas ao mesmo tempo reclamam do governo tentar compensar isso aumentando impostos.

    Creio que o texto de Reinaldo Azevedo tem dois problemas sérios: o primeiro é atribuir ao governo o que não lhe pertence, e o segundo é não fazer as contas da maneira correta.

    Reinaldo pergunta: "A quem se pune quando se cortam, da noite para o dia, num caso controverso, R$ 20 bilhões por ano de receita da União?". Minha resposta é simples: a quem se pune quando se cobram indevidamente R$ 250 bilhões? Ora, a decisão tomada pelo STF diz que o governo não podia incluir na base tributária do PIS e da COFINS o valor do ICMS. Em outras palavras, o governo estava procedendo de maneira INCONSTITUCIONAL. Isto é, estava tributando A MAIS os contribuintes. Ou ainda, o governo estava se apropriando de um recurso que não lhe era devido. Resta evidente que o STF não cortou recurso algum do governo, pelo simples fato de que tais recursos não eram do governo. Digo mais, é muito pouco provável que os contribuintes que pagaram a mais recebam seu dinheiro de volta. O STF ainda irá modular a decisão (isto é, decidirá se o governo deve restituir os contribuintes pelo imposto pago a mais ou se a decisão só valerá para o futuro). Sendo assim, a pergunta de Reinaldo pode ser respondida de maneira simples: não ocorreu punição alguma ao governo, punidos foram os contribuintes que pagaram a mais e não receberão seu dinheiro de volta.

    Outro detalhe importante: nada foi feito da noite para o dia. Essa discussão já estava há mais de 10 anos no STF. E o governo também não foi pego de surpresa. Prova disso é que no orçamento da União existe uma seção que trata dos riscos jurídicos que a União corre. Nessa seção, o risco de ter que devolver R$ 250 bilhões decorrentes da decisão do STF já estava especificado. Quando uma empresa esta envolvida em várias demandas judiciais o bom senso recomenda que ela tenha um fundo para se precaver de decisões negativas. Com o governo não é diferente. Esse risco era conhecido, e estava precificado. Não dá pra dizer que a decisão do STF foi feita da noite para o dia pegando o governo de surpresa.

    Reinaldo continua: "Não se ouviram nem protesto nem muxoxo. Nessa hora, vale pensar com os calcanhares rachados da ideologia: se é menos imposto, é bom. Que se danem as contas públicas". Ora, não se ouviram protestos porque basicamente o STF decidiu que a cobrança era inconstitucional. O que Reinaldo queria? Que alguém defendesse a manutenção de um procedimento inconstitucional? Será que Reinaldo está a sugerir que alguém defenda o não cumprimento da Constituição? Ou será que ele está a defender que para manter as contas públicas em ordem devemos deixar a Constituição de lado? Claro que sempre é possível questionar uma decisão do STF, mas isso deve ser feito com base em princípios constitucionais. Questionar decisão do STF com base nas contas públicas me parece equivocado. Afinal não cabe ao STF analisar as contas públicas, a função do STF se refere a fazer valer a Constituição. Se a Constituição atrapalha as contas públicas quem deve alterar a Constituição é o legislativo, e não o STF. Reinaldo Azevedo é um grande defensor do estado de direito, não me parece que ele defenda que não se cumpra a Constituição. Dessa maneira, acho que ele foi apenas infeliz na sua argumentação. Mesmo assim, dado o tom pesado de sua crítica, achei importante ressaltar essa passagem.

    Ele conclui o artigo da seguinte maneira: "Em todo caso, deixo aqui um convite: e se os grupos que fazem política começassem também a fazer contas? Poderia ser uma revolução maior do que a chegada das caravelas?". Eu topo! Vamos então as contas: que tal o governo criar outro imposto inconstitucional e empurrar o problema por mais 10 anos? Será que Reinaldo topa isso? Claro que ele irá recusar. Mas meu argumento é válido: se o governo pode criar impostos inconstitucionais e depois o STF não pode impedir sua cobrança (com o argumento de salvar as contas públicas) então fica difícil limitar o tamanho do governo. Lembremos sempre que limitar o poder de tributar do rei foi a função primordial das primeiras constituições. Vejamos agora o argumento sob o ponto de vista de consistência temporal: se o governo pode criar impostos inconstitucionais, e os mesmos não podem ser revogados depois, qual será o incentivo do governo para seguir a Constituição?

    Se recusar a seguir a Constituição com o argumento de que isso põe em risco as contas públicas não é argumento jurídico, e nem deve ser feito pelo STF. Se a Constituição põe em risco as contas públicas cabe ao legislativo alterar nosso ordenamento jurídico. Isso vale para o governo como vale também para empresas privadas, a lei é para todos. Defender inconstitucionalidades para melhorar as contas públicas é um caminho certo para a insegurança jurídica.

    Para finalizar reforço o que tenho dito: na situação atual é completamente imoral aumentar impostos sem antes reduzir o gasto público. Os gastos do governo federal em 2017 serão maiores do que os gastos de 2016. Se o governo quer aumentar impostos ele deveria ao menos reduzir o gasto público antes.

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  • JUSTINO CORREIA FILHO Bela Vista do Paraíso - PR 29/03/2017 16:00

    Penso ser melhor, ajustar a produção brasileira de grãos! Vamos avançar menos para novas fronteiras agrícolas.

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  • Lucas da Silva Freitas Cabo Verde - MG 29/03/2017 15:37

    Melhor site do agronegócio brasileiro...., Parabéns aos jornalistas do Notícias Agrícolas!

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