Norte terá chuvas concentradas no extremo da região; Tocantins segue em período seco

Enquanto o extremo Norte continua com pancadas favorecidas pelo corredor de umidade, o sul do Tocantins e do Pará permanecem sem chuva, mantendo condições favoráveis às atividades no campo
Publicado em 08/07/2026 10:14 e atualizado em 08/07/2026 11:03
Alexandre Nascimento

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O padrão típico da estação seca segue predominando sobre grande parte da Região Norte, especialmente no Tocantins e no sul do Pará, onde não há previsão de chuva nas próximas semanas. Segundo o meteorologista e sócio-diretor da Nottus, Alexandre Nascimento, as precipitações continuam concentradas no extremo Norte da região, enquanto o restante mantém tempo firme e baixa umidade.

"No sul e na região central do Tocantins, onde está Palmas, o tempo segue firme, com grande amplitude térmica e baixa umidade durante as tardes", afirmou.

Já no norte do estado, em áreas como Araguaína, e em estados como Amazonas, Acre, Rondônia e norte do Pará, ainda há possibilidade de pancadas de chuva, principalmente quando frentes frias avançam pelo Sul do Brasil e favorecem a formação do chamado corredor de umidade.

"Quando as frentes frias passam pelo Sul, elas estimulam a formação desse corredor de umidade, que pode levar chuva para áreas do Amazonas, Acre e Rondônia. Não é uma chuva diária nesta época do ano, mas acontece quando esse mecanismo é ativado", explicou.

Estação seca ainda está no começo

Para os produtores do Tocantins e do sul do Pará, o cenário continua sendo de tempo seco, sem expectativa de mudanças no curto prazo.

"Essa condição deve persistir por muitas semanas. Nós já entramos no período seco, mas ele ainda está só começando", destacou Alexandre.

Segundo o meteorologista, o tempo firme favorece os trabalhos no campo e o avanço da colheita, embora exija atenção com a baixa umidade do ar, característica desta época do ano.

Umidade pode alcançar parte de Mato Grosso

Alexandre explica que, eventualmente, o corredor de umidade também pode avançar para áreas do oeste de Mato Grosso. No momento, essa umidade ainda não preocupa o setor produtivo e pode até beneficiar algumas áreas.

"Mais para a frente isso pode trazer algum impacto para a qualidade do algodão, mas, por enquanto, essa umidade é até bem-vinda", concluiu.

 

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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