Açúcar fecha em queda nesta 5ªfeira nas principais bolsas pressionado por produção na Índia
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Os preços do açúcar encerraram a quinta-feira (2) em queda nas principais bolsas internacionais, pressionados pelo aumento da oferta global, com destaque para o avanço da produção na Índia. Assim, a tentativa de recuperação observada ao longo do dia, quando o mercado chegou a operar em alta, foi interrompida.
Na bolsa de Nova Iorque, o contrato com vencimento em maio recuou 29 pontos, sendo negociado a 15 cents por libra-peso. Em Londres, o cenário foi semelhante, com queda de 66 pontos, levando o contrato de maio a US$ 439,40 por tonelada.
Os preços chegaram a atingir mínimas de duas semanas e consolidaram perdas diante do aumento da produção indiana. Segundo a Federação Nacional de Cooperativas de Usinas de Açúcar da Índia (NFCO), a produção do país entre 1º de outubro e 31 de março da safra 2025/26 avançou 9% na comparação anual, somando 27,12 milhões de toneladas.
Durante a manhã, o mercado ainda tentou uma recuperação, impulsionado pela valorização do petróleo, que influencia diretamente o setor. Por volta das 11h, o contrato maio em Nova Iorque chegou a subir 10 pontos, cotado a 15,39 cents/lbp. Em Londres, o avanço foi de 36 pontos, com o açúcar branco negociado a US$ 445,70 por tonelada. No entanto, o movimento perdeu força ao longo do dia diante dos fundamentos de oferta.
Produção nacional segue no radar
Além da Índia, o aumento da produção no Brasil também segue como fator de pressão sobre os preços. Dados da UNICA mostram que a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul na safra 2025/26 (de outubro a meados de março) cresceu 0,7% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, atingindo 40,25 milhões de toneladas. No período, as usinas elevaram o mix para açúcar, com 50,61% da cana direcionada à produção, ante 48,08% no ano passado.
Apesar da pressão baixista, o mercado ainda encontra suporte em fatores externos. A recente alta do petróleo, que chegou a máximas relevantes nas últimas semanas, tende a favorecer o etanol, podendo influenciar o direcionamento do mix das usinas.
Além disso, preocupações com o fornecimento global também seguem no radar. Segundo a Covrig Analytics, o fechamento do Estreito de Ormuz reduziu em cerca de 6% o comércio mundial de açúcar, limitando a produção de açúcar refinado.
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