Após um ano de impasse, Consecana/SP se mantém no centro das atenções do setor canavieiro
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O setor sucroenergético encerra o ciclo atual com um balanço de desafios financeiros e climáticos que devem repercutir na próxima temporada. Segundo José Guilherme Nogueira, CEO da Orplana (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil), a safra no Centro-Sul deve fechar ligeiramente abaixo de 600 milhões de toneladas, uma queda em relação ao ano anterior, mas não tão acentuada quanto se temia inicialmente. No entanto, o alerta recai sobre a safra 2026/27 com a combinação de preços baixos e investimentos limitados para os tratos culturais, fatores que podem resultar em redução significativa na oferta de cana futura.
No campo econômico, a prioridade é a conclusão da revisão do modelo Consecana. Os estudos, conduzidos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), já foram finalizados e a entidade negocia com a UNICA a aplicação dos novos parâmetros. A expectativa da Orplana é que o novo modelo traga maior previsibilidade e seja aplicado ainda neste ciclo, com efeito retroativo à safra 2024/25, garantindo uma remuneração mais justa ao produtor independente.
Para mitigar a margem apertada, Nogueira reforça a necessidade de negociações individualizadas com as usinas. O dirigente orienta que produtores busquem valorizar diferenciais técnicos, como entrega de cana limpa, linearidade de fornecimento e alta produtividade, para obter ágios além do preço padrão do ATR, garantindo a sustentabilidade do negócio em um período de cotações internacionais pressionadas.
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