Mercado do açúcar acompanha alta do petróleo e volta a se aproximar de 19 cents por libra-peso
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Os preços futuros do açúcar acompanharam os ganhos de mais de 2% do petróleo bruto nesta quarta-feira (11) e fecharam com altas de até 2% entre os principais contratos das bolsas de Nova York e Londres.
Na Bolsa de Nova York, o contrato outubro/24 fechou com alta de 0,26 cents (1,41%), cotado em 18,73 cents/lbp. O março/25 teve aumento de 0,29 cents (1,54%) e fechou em 19,07 cents/lbp. O maio/25 subiu 0,23 cents (1,27%) e fechou o dia em 18,30 cents/lbp. O julho/25 ganhou 0,19 cents (1,08%), negociado em 17,81 cents/lbp.
Em Londres, o outubro/24 fechou com valor de US$ 529,10/tonelada, alta de US$ 10,50 (2,02%). O dezembro/24 ficou em US$ 519,30/tonelada, aumento de US$ 10,30 (2,02%). O março/25 foi a US$ 513,70/tonelada, ganho de US$ 9,30 (1,84%). O maio/25 encerrou a sessão com US$ 7,90 (1,57%) positivos, cotado em US$ 509,70/tonelada.
“A alta de mais de +2% nos preços do petróleo bruto (CLV24) na quarta-feira desencadeou a cobertura de posições vendidas em futuros de açúcar”, apontou o Barchart.
Nesta quarta-feira, o Notícias Agrícolas conversou com Filipi Cardoso, especialista de inteligência de mercado da StoneX. Ele afirmou que o preço do petróleo exerce uma influência indireta sobre os preços do açúcar, porém vê as condições climáticas positivas para o desenvolvimento das safras de cana-de-açúcar na Ásia como fatores com maior peso de influência para os futuros do açúcar. Por conta disso, nos últimos meses o mercado vem registrando baixas.
Segundo ele, houve uma volatidade apresentada nas última semanas por conta de preocupações com a produção brasileira, onde o tempo seco e incêndios afetaram as lavouras de cana-de-açúcar, sobretudo no centro-sul do país. Porém, Cardoso acredita que os players asiáticos serão capazes de repor uma necessidade por mais açúcar.
No mercado interno brasileiro, com base no que aponta o indicador Cepea/Esalq, o açúcar cristal teve uma alta de 0,01% e passou a valer R$ 138,90/saca. O cristal empacotado subiu 0,26% e foi a R$ 15,6015/5kg. O refinado amorfo teve aumento de 0,29% e chegou a R$ 3,4474/kg.
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