Apesar do USDA "baixista", soja sobe em Chicago nesta 3ª, esperando números mais pesados

Mercado já vinha precificando aumento de área e estoques trimestrais maiores nos EUA. No Brasil, prêmios permanecem como principal suporte para os preços.
Publicado em 30/06/2026 17:23 e atualizado em 30/06/2026 18:00
Fernando Pimentel - Fundador da Plataforma Agrometrika e Consultor do Grupo Aliare

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O mercado futuro da soja encerrou a sessão desta terça-feira (30)operando em terreno positivo na Bolsa de Chicago, após iniciar o dia em compasso de espera e testando algumas baixas. Os preços encontraram espaço para uma retomada, mesmo com dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) podendo ser considerados baixistas. Os futuros da oleaginosa subiram de 4,75 a 8 pontos nos principais vencimentos, levando o julho a US$ 11,16 e o novembro a US$ 11,43 por bushel. 

A área estimada para a safra 2026/27 veio, de fato, maior do que o número de março e passou, em três meses, de 34,28 para 35,46 milhões de hectares, e ficou também acima da expectativa média do mercado de 34,77 milhões. Já os estoques trimestrais vieram ligeiramente acima do esperado - 29 milhões de toneladas - e foram reportados em 28,47 milhões. 

Os números pouco supreenderam o mercado e os futuros, que ontem despencaram em Chicago não só se ajustando antes dos novo boletins, mas também pressionados pelo clima favorável no Meio-Oeste americano, encontraram um espaço para os ajustes.

No Brasil, o principal pilar de suporte para as cotações continua sendo os prêmios, que permanecem acima de US$ 1,00 por bushel sobre os valores de Chicago, justificados pela demanda ainda forte pelo produto brasileiro. 

Veja a análise completa de Fernando Pimentel. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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