Soja: Clima para o plantio no BR carrega incertezas nos próximos meses e limita interesse de vendas
Soja: Clima para o plantio no BR carrega incertezas nos próximos meses e limita interesse de vendas
A soja inverteu o sinal registrado no início do dia, passou a subir e terminou a segunda-feira em campo positivo na Bolsa de Chicago, acompanhando, principalmente, as altas observadas no farelo de soja. Os ganhos entre os contratos mais negociados foram de 6,75 a 7,25 pontos nos principais vencimentos, levando o novembro a US$ 10,33 e o março a US$ 10,68 por bushel.
O mercado de derivados, em especial do farelo, reagiu ao cenário político na Argentina, com Javier Milei sofrendo uma dura derrota nas eleições provinciais que aconteceram neste final de semana, conforme explicaram analistas da Agrinvest Commodities.
"O câmbio oficial disparou, elevando as incertezas e pressionando o farmer selling, que segue lento". No Brasil, por outro lado, os prêmios subiram nesta segunda, atentos ainda à demanda chinesa por aqui concentrada, podendo ficar ainda mais intensa diante desta limitação argentina, inclusive de farelo. "Na Ásia, os prêmios já refletem o movimento, tornando a soja brasileira a mais cara do mundo e fortalecendo a competitividade do Brasil".
No mercado nacional, no entanto, os produtores estão atentos ao clima para o plantio da nova safra, com algumas preocupações ainda se avizinhando. As discussões se dão agora sobra o La Niña batendo à porta, porém, com dúvidas sobre a intensidade do fenômeno, o que limita os negócios com soja da safra 25/26, explica o consultor de mercado Victor Cazzo, da Venda na Hora Certa.
Já as vendas da soja disponível seguem avançando bem, com os prêmios fortalecidos pela demanda ainda muito intensa pelo produto brasileiro, em especial por parte da China.
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