Transição da demanda para a América do Sul pode enfraquecer cotações da soja em Chicago, salvo possível atraso na colheita no Brasil
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Transição da demanda para a América do Sul pode enfraquecer cotações da soja em Chicago, salvo possível atraso na colheita no Brasil
A semana começou com o mercado da soja tímido na Bolsa de Chicago, encerrando os negócios desta segunda-feira (9). Os principais contratos terminaram o dia com baixas de 2,50 a 4,50 pontos nos vencimentos mais negociados, levando o março a US$ 14,90 e o o maio a US$ 14,95 por bushel. "Eu vejo a soja muito parada", afirmou o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities.
Segundo ele, o farelo continua sendo a ponta forte do mercado - o que foi o principal vetor que fez os futuros do grão testarem patamares na casa dos US$ 15,00 por bushel - com o foco mantido sobre as condições de clima na Argentina. Os mapas seguem mostrando quase nenhuma chuva e muito calor nos próximos dias e semanas, com as temperaturas superando os 40ºC e a safra sofrendo ainda mais.
De outro lado, porém, os Estados Unidos diminuindo sua competitividade no mercado internacional da soja em relação à brasileira - que começa a ver sua oferta se intensificar com a chegada da safra nova - pesam sobre as cotações na CBOT.
A demanda chinesa também vê sua força limitada neste momento, porém, com margens de esmagamento que não são as melhores neste momento, bem como as vendas de farelo de soja na nação asiática agora. A China vem fazendo compras da oleaginosa para fevereiro e março e, ainda como explica Vanin, e o produto do Brasil para esta janela é mais barato.
Assim, o ritmo de crescimento do programa americano de exportação continua, porém, mais contido. Na outra ponta, atenção ao Centro-Norte do Brasil onde o excesso de chuvas poderia até mesmo atrasar um pouco a colheita, o que também está no radar dos mercados, em especial dos compradores.
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