Soja brasileira, combinando Chicago e prêmio, supera os US$ 16 e avanço tende a continuar
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Entrevista com Eduardo Vanin - Analista de Mercado da Agrinvest sobre o mercado interno x exportação
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O movimento de alta no mercado da soja continua e segue acontecendo com força neste início de fevereiro, dando espaço para que o mercado se consolide no patamar dos US$ 15,00 por bushel na Bolsa de Chicago, enquanto os prêmios sobem forte no mercado brasileiro, resultando em preços historicamente altos no mercado nacional. Negócios na casa dos R$ 200,00 por saca - posto indústria - já foram reportados no Rio Grande do Sul neste início de semana.
"Antes mesmo dessa quebra da soja brasileira, nós já tínhamos as processadoras no Brasil, Estados Unidos e Argentina conseguindo pagar mais do que a exportação e as margens na China estavam ruins e estão ainda piores. E essa disputa vai continuar e vai aumentar conforme anda o ano e as processadoras não têm a possibilidade de trazer essa soja de fora, tendo que fazer com que essa soja fique aqui, e por isso essa alta dos prêmios. Por isso os prêmios estão subindo tão cedo e em combinação com um forte rally dos preços em Chicago, combinação que não é nada comum para esta época do ano, em plena colheita brasileira", explica Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities.
E esse movimento, ainda segundo o analista, é uma clara demonstração de que não haverá, no Brasil, soja suficiente para todo mundo. As boas margens de esmagamento para a indústria nacional têm estimulado todo esse cenário, porém, o mercado de derivados pode ficar com a oferta apertada - principalmente pelo farelo - já que a matéria-prima está apertada e é necessária também no setor de óleo, onde a demanda está forte e crescendo.
Mais do que isso, aos poucos, a demanda vai migrando para os Estados Unidos, onde a soja, inclusive tende a ficar mais atrativa para os importadores, o que também é combustível para as altas em Chicago. Por lá, com isso, os prêmios também sobem, porém, não na mesma intensidade que se registra no Brasil, uma vez que a quebra de safra se deu na América do Sul.
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