China quer alterar padrão de classificação da soja e medida pode impactar processos de produção no Brasil
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Entrevista com Ricardo Arioli - Pres. da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA sobre o Padrão interno de classificação da soja
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) quer ampliar o debate em torno de um tema que pode interferir nos processos de produção da soja no Brasil, a elaboração de um novo padrão chinês para a classificação da oleaginosa. O Notícias Agrícolas convidou o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli para esclarecer alguns pontos importantes do novo programa de classificação.
Segundo Arioli, a China notificou a Organização Mundial do Comércio (OMC) que pretende alterar o seu padrão interno de classificação de soja no início deste ano. Entre as modificações propostas, estão a redução do teor de umidade dos grãos, de 14% para 13%, e o aumento dos teores de óleo e de proteína.
“A redução do teor de umidade vai exigir gastos maiores com energia para secagem, mas a proposta é positiva para a redução das perdas com transpiração na armazenagem”
“O Brasil negocia 70% do volume exportado para o mercado chinês. " Precisamos entender como esse novo padrão de soja chinês pode afetar a produção e as exportações do Brasil”, afirmou ele.
Mas não são apenas notícias ruins, segundo Arioli, a nova regra está menos rigorosa que o atual padrão, principalmente no que diz respeito aos grãos danificados. " Estamos em contato com as autoridades chinesas para saber como será feito esse controle, disse.
No Brasil também será aberta uma consulta pública para discutir um novo padrão de classifição para a soja local . A ideia é dar mais clareza para a comercialização e precificação do grão, disse Arioli
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