Chuva atrasa muito a colheita da soja no sul do Pará e derruba qualidade dos grãos

A colheita da soja já deveria ter sido encerrada em 80% das lavouras da região sul do Pará, mas até o momento, apenas 50% da área foi colhida. Esse atraso se dá em função do excesso de chuvas na região, que além de dificultar as atividades, prejudica a qualidade dos grãos.
Segundo o presidente da Aprocampo (Associação dos Produtores dos Campos do Araguaia), João André Babinski, desde que a colheita começou chove todos os dias na região, o que desencadeia dois tipos de problemas. O primeiro é o impedimento do avanço da colheita nas lavouras já prontas, e o segundo é o surgimento de doenças nas áreas que ainda não terminaram sua maturação.
A liderança destaca que, se o cenário permanecer o mesmo as perdas de produtividade podem chegar a até 80% para muitos produtores. Caso as precipitações parem e o Sol volte, essa queda pode ficar restrita a 40%.
Outro problema enfrentado é a perda de qualidade dos grãos. Babinski explica que, mesmo tendo produtividade, a soja está muito avariada e os produtores enfrentam dificuldades no momento das entregas, com as traders se recusando a receber as cargas.
Diante disso, muitos produtores vão conseguir apenas cumprir os contratos firmados antecipadamente e ter um ganho bem menor do que o esperado, e outros não chegar nem à isso, ficando com dificuldades para entregar aquilo que já foi contratado.
O plantio da segunda safra de milho também já foi impactado. Até o momento apenas 20% da área esperada foi semeada, quando o esperado era algo em torno de 50%. Assim, a janela ideal vai sendo perdida e a perspectiva já é de queda na produtividade do cereal, que vai enfrentar um período de menos chuva ao longo do ciclo.
Confira a entrevista completa com o presidente da Aprocampo no vídeo.
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