Sementes de Soja: Chuvas intensas e constantes podem limitar opções de cultivares na safra 21/22; Abrass e produtor comentam
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Entrevista com Tiago Fonseca e Guilherme Lamb - Presidente da Abrass e Produtor Rural sobre o mercado das sementes
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O excesso de chuvas que tem castigado a safra de soja 2020/21 em alguns pontos do país chega também à produção de sementes e traz preocupações tanto aos multiplicadores, quanto aos produtores, que já estão fazendo suas compras para a temporada 2021/22.
Ainda não falta produto, porém, as adversidades climáticas poderiam limitar as opções de cultivares disponíveis para a próxima temporada. "O produtor de sementes está sim apreensivo com essas dificuldades que há para a colheita", diz o presidente da Abrass (Associação Brasileira das Sementes de Soja), Tiago Fonseca, em uma live promovida pelo Notícias Agrícolas nesta quarta-feira (3).
Também na conversa, Guilherme Lamb, produtor rural de Maracai, no interior de São Paulo, afirma que já adiantou suas compras de sementes, uma vez que utiliza uma cultivar que é produzida no Tocantins, um dos estados que mais sofrem com as precipitações intensas sobre os campos de soja.
Lamb, no entanto, destaca os preços mais altos do insumo para a próxima safra do Brasil, com um aumento na casa de 59% em relação à safra anterior. Nas relações de troca, para o produtor, 1 mil kg de sementes dessa cultivar em questão, lhe custou 67,41 sacas de soja, contra 62,17 sacas do ano passado.
"Hoje, os custos da semente já representam uma boa parte na cultura da soja", explica Fonseca, que complemente que os custos para a produção das sementes também subiram expressivamente e que serão, em partes, repassadas ao sojicultor.
Ambos destacam ainda que os preços da semente de soja acompanham o movimento dos preços da commodity, mesmo que o insumo apresente este incremento para a safra 2021/22. Assim, o objetivo é alertar para a antecipação das compras quando se faz necessária.
Como relata o presidente da Abrass, a região do Matopiba e o Mato Grosso já teria adquirido 50% das sementes para a nova safra, enquanto na região o percentual é um pouco mais baixo, entre 20% e 30%, níveis que estão em linha com o registrado nos últimos anos.
No vídeo acima, acompanhe a íntegra do debate.
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