Vlamir Brandalizze: Soja voltando a subir... e agora pelo elevador! (30 pontos de alta, hoje)
Colheita de soja 2020/21 no Brasil atinge 0,7% da área com atraso e chuvas, diz AgRural

SÃO PAULO (Reuters) - A colheita de soja 2020/21 no Brasil alcançou 0,7% das áreas até 21 de janeiro, informou a consultoria AgRural nesta segunda-feira citando um atraso em relação ao mesmo período da temporada anterior, quando os trabalhos haviam alcançado 4,2%.
No comparativo semanal, o avanço foi de apenas 0,3 ponto percentual, disse a consultoria, visto que o amplo volume de chuvas em grande parte das áreas produtoras da oleaginosa tem travado o avanço da colheita.
"As chuvas constantes, com poucas aberturas de sol, o céu encoberto e a baixa luminosidade dificultam a colheita das primeiras áreas e tendem a atrasar a safra ainda mais, pois afetam a fisiologia da soja e podem alongar o ciclo da cultura em alguns dias caso o padrão mais chuvoso continue", alertou.
Por outro lado, as precipitações são benéficas para as lavouras plantadas mais tarde, após a seca do início da temporada, e que ainda estão em desenvolvimento.
"Com poucas lavouras já prontas devido ao atraso no plantio, essas precipitações favorecem a produtividade da safra, beneficiando as áreas em floração e enchimento de grãos", afirmou a AgRural em nota.
De acordo com a expectativa da consultoria, o Brasil --maior produtor e exportador de soja-- deve colher 131,7 milhões de toneladas em 2020/21. A projeção é mais cautelosa em relação à média de analistas ouvidos pela Reuters em pesquisa divulgada na última sexta-feira, que indica produção de 132,2 milhões de toneladas.
No entanto, a AgRural admite que ainda pode elevar sua estimativa. "Caso o clima continue colaborando com as lavouras mais tardias, a revisão de fevereiro poderá trazer ajustes positivos de produtividade no Rio Grande do Sul e no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia)", afirmou.
A consultoria também disse que, por conta do atraso da soja, ainda não há plantio significativo de milho segunda safra.
Em Mato Grosso, Estado onde os trabalhos de colheita foram iniciados, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) disse na sexta-feira que as primeiras lavouras de milho safrinha foram semeadas, atingido 1,01% da área projetada.
No mesmo período da safra passada, o plantio do cereal em Mato Grosso estava em 9,82%, pouco acima da média de cinco anos para esta época, de 9,59%, segundo o Imea.
Brasil aprofunda queda no ritmo de exportação de soja em janeiro; média diária baixa 98%

SÃO PAULO (Reuters) - A média de embarques de soja do Brasil até a terceira semana de janeiro despencou 98% na comparação anual, para 1,16 mil toneladas ao dia, pressionada pelo baixo volume do grão disponível para exportação, devido ao atraso na colheita da safra 2020/21, mostraram dados do Ministério da Economia nesta segunda-feira.
Na semana anterior, o ritmo de vendas externas do país, principal produtor e exportador da oleaginosa, já mostrava forte retração, mas a média diária de embarques ainda era maior, de 1,75 mil toneladas. Em janeiro de 2020, este número chegou a 63,5 mil toneladas.
Além do atraso no plantio da safra atual devido à seca, os trabalhos de colheita também têm sido prejudicados pelo amplo volume de chuvas nas regiões produtoras, o que contribui para diminuir o volume do produto para exportação neste mês. Segundo a consultoria AgRural, somente 0,7% das áreas de soja foram colhidas.
Entre outros destaques nas exportações semanais, a média diária de embarques de milho subiu 32,5%, para 126,87 mil toneladas, e a média do café avançou 44,3%, para 10,716 mil toneladas, em relação a janeiro do ano passado.
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