Soja despenca em Chicago com clima favorável na América do Sul, mas consultor alerta que safra não está consolidada
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Entrevista com Carlos Cogo - Sócio-Diretor da Consultoria Cogo Inteligência em Agronegócio sobre o Fechamento de Mercado da Soja
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Depois de uma semana intensa de baixas, o mercado aqueceu ainda mais seu recuo e terminou o pregão desta sexta-feira (22) com perdas de quase 60 pontos na Bolsa de Chicago entre os contratos mais negociados. Assim, o março e o maio encerraram a sessão com US$ 13,11 e o agosto, US$ 12,54 por bushel. "Essas baixas foram a devolução do prêmio de risco climático para a América do Sul que foi colocado desde o começo do ano", explicou Carlos Cogo, diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio.
Mais do que isso, em uma condição como a atual de fundos comprados em posições recordes e numa sexta-feira, o movimento do mercado de correção foi "natural" para que os traders comecem a próxima semana mais "protegidos" à espera das novas notícias. "O mercado já tinha feito ganhos elevados e não quis arriscar entrar no final de semana assim", afirma Cogo.
No entanto, o especialista afirma que permanece a tendência positiva do mercado, principalmente em função de relação ajustada de oferta e demanda e da condição ainda não definida da nova safra da América do Sul. Novos episódios de estiagem no Brasil podem acontecer em fevereiro e voltar a tirar o potencial produtivo das lavouras de regiões importantes.
Mais do que isso, para o Brasil ainda vem o suporte de uma safra que já está 60% comercializada e os outros 40% sob produtores bem capitalizados, com condições de escalonar bem as próximas vendas. E esse baixo volume, ainda segundo Cogo, tem de atender à novas demandas para exportação e a intensa demanda interna tanto do mercado de rações, quanto do setor do biodiesel.
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