Soja tem espaço para alcançar os US$ 10 em Chicago com os fundamentos atuais altistas, acredita Steve Cachia

O mercado de soja na Bolsa de Chicago acumula alguns fundamentos altistas neste momento e encontra espaço, segundo Steve Cachia, para retomar o patamar dos US$ 10,00 por bushel na Bolsa de Chicago. Em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta terça-feira (1), o consultor de mercado Cerealpar citou entre estes fundamentos o clima adverso nos EUA neste momento, a incerteza climática nos EUA e a demanda crescente da China como importantes catalisadores do avanço dos preços da oleaginosa na CBOT.
Assim, ainda segundo Cachia, nos últimos 13 anos, em algum momento do ano, os preços da soja operaram na casa dos US$ 10,00 por bushel em Chicago e acredita que isso possa se repetir em 2020. A exceção ficou por conta de 2019, quando se deu um dos picos da guerra comercial entre China e Estados Unidos.
O mercado agora segue observando a conclusão da safra 2020/21 norte-americana e se foca, mais cedo do que o normal, nas expectativas para o novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz em 11 de setembro.
As expectativas ganham ainda mais relevância quando, no Brasil, já especula a possibilidade de um La Niña e das previsões mais recentes indicando que a primeira quinzena de setembro, período de início do plantio no Brasil, o tempo deverá ser seco e com temperaturas bastante elevadas.
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Tais condições motivaram, inclusive, um comportamento de compra por parte dos fundos investidores neste momento, complementando o impulso para as altas neste momento. "Muitos deste fundos baseiam suas decisões em análises técnicas, nem tanto fundamentais, mas isso tem afetado sim", diz o consultor.
E a relação oferta e demanda bastante ajustada irá impactar nos estoques finais e também contribuir com o mercado. "A safra dos EUA não deverá ser tão abundante como se imaginava, Brasil terá soja só em janeiro e pode ser que o único jeito de racionar essa demanda seja com aumento de preço, o que pode nos fazer pensar em um Chicago um pouco mais forte", explica Cachia.
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