Brasil segue no páreo em relação às vendas de soja para a China, mesmo após assinatura de acordo entre China e EUA
Podcast
Entrevista com Flávio França Jr. - Chefe do Setor de Grãos da Datagro Consultoria sobre o Fechamento de Mercado da Soja
Download
Nesta quarta-feira (15), os Estados Unidos e a China assinaram a "Fase 1" de um robusto acordo comercial entre os dois países. A assinatura gerou grande expectativa do mercado de investimentos, o que por sua vez explica a queda de 12 a 13 pontos nos preços da soja. A frustação é que, após meses de atritos comerciais entre os dois países, com a assinatura a China voltasse a comprar grandes volumesde soja de forma imediata.
No entanto, isso deve ocorrer gradativamente, já que a assinatura da "Fase 1" não prevê o fim das taxas de importações. O texto detalha ainda que "as partes reconhecem que as compras serão feitas a preços baseados nas condições de mercado e considerações comerciais, particularmente no caso de produtos agrícolas, podem determinar o momento das compras dentro de um determinado ano".
>> China se compromete com a compra de US$ 32 bi em produtos agrícolas dos EUA
O documento dá conta ainda de que as compras da China incluem cereais, oleaginosas, carnes algodão e frutos do mar, porém, sem determinações de volume ou receita para cada grupo de produtos. E assim, a falta de um detalhamento para a soja acabou exercendo alguma pressão sobre as cotações.
"Se criou um sentimento no mercado de que a China, depois disso, entraria limpando os estoques americanos, e isso não vai acontecer", diz o chefe do setor de grãos da Datagro, Flávio França.
>> Soja: Preços seguem estáveis no BR com competitividade mantida e dólar em forte alta
Apesar da queda vista hoje, os preços devem se estabilizar e voltar a ter ganhos, conforme a China for comprando soja americana. Este ano a China já comprou 11.2 milhões de toneladas de soja dos EUA e há espaço para mais compras. Mesmo assim, a competitividade da soja brasileira deve se manter, já que a safra americana sofreu com perdas exressivas devido ao clima problemático no país em 2019. Sendo assim, a soja brasileira deve se manter competitiva, com a China mantendoparte de sua demanda na América do Sul
0 comentário
Soja fecha forte em Chicago nesta 6ª feira e confere semana de bons preços ao mercado brasileiro
Soja sobe em Chicago nesta 6ª, mas mercado aind se ajusta após semana volátil
China segue impulsionando vendas de soja da safra nova dos EUA, mas volume não deve exceder acordo
Soja caminha de lado na Bolsa de Chicago nesta 5ª, se ajustando após fortes ganhos
Famato manifesta preocupação com decisão do STF sobre a Moratória da Soja
Soja opera estável em Chicago nesta 5ª (13), após disparada na sessão anterior