Demora para entrada do milho no mercado traz "certa sustentação" aos preços no Brasil

Analista destaca que pressão deve voltar nas próximas semanas diante de safrinha de quase 120 milhões de toneladas
Publicado em 01/08/2025 15:59 e atualizado em 01/08/2025 16:45
Enilson Nogueira - Analista da Céleres Consultoria

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A sexta-feira (1) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando novas movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT) e acumulando desvalorizações semanais de até 2,5%. 

Segundo o analista da Céleres Consultoria, Enilson Nogueira, o mercado internacional já vem fraco há algumas semanas.  

Na visão de Nogueira, isso se deve ao fato de o mercado, cada vez mais, entender que haverá uma safra cheia de milho nos Estados Unidos, que pode ultrapassar a barreira de 400 milhões de toneladas. 

“A leitura de que é uma safra cheia traz pressão aos preços internacionais”, destaca. 

O vencimento setembro/25 foi cotado a US$ 3,89 com desvalorização de 4,50 pontos, o dezembro/25 valeu US$ 4,10 com baixa de 3 pontos, o março/26 foi negociado por US$ 4,28 com queda de 2,25 pontos e o maio/26 teve valor de US$ 4,38 com perda de 2,25 pontos. 

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (31), de 1,14% para o setembro/25, de 0,73% para o dezembro/25, de 0,52% para o março/26 e de 0,51% para o maio/26. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram desvalorizações de 2,5% para o setembro/25, de 1,97% para o dezembro/25, de 1,89% para o março/26 e de 1,85% para o maio/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (25). 

variação semanal milho cbot

Mercado Brasileiro 

Já na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho tiveram uma sexta-feira um pouco mais sustentada, com as principais cotações se movimentando próximas da estabilidade. 

De acordo com o analista da Céleres Consultoria, após uma pressão maior em maio, junho e começo de julho, o mercado nacional passou a receber “certa sustentação” vinda da demorada na entrada do milho no mercado de algumas praças. 

Agora, com a colheita brasileira ao redor de 70% e a projeção de quase 120 milhões de toneladas de milho produzidas somente nesta segunda safra do Brasil, a tendência é retomada de um cenário de pressão para as cotações do cereal no país. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

O vencimento setembro/25 foi cotado a R$ 66,96 com valorização de 0,33%, o novembro/25 valeu R$ 69,20 com ganho de 0,14%, o janeiro/26 foi negociado por R$ 72,84 com elevação de 0,19% e o março/26 teve valor de R$ 75,18 com queda de 0,01%. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram altas de 2% para o setembro/25, de 0,83% para o novembro/25, de 0,91% para o janeiro/26 e de 0,37% para o março/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (25). 

variação semanal milho b3

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve movimentações positivas neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Brasília/DF. Já as valorizações apareceram em Primavera do Leste/MT, Alto Garças/MT, Itiquira/MT, Sorriso/MT, Machado/MG e Porto de Santos/SP. 

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • jakson scherer Unai - MG

    Já colheram 70 % da safra e ainda não tem entrada do milho no mercado , será se esse milho tá aonde então ? Kkkkk é cada uma notícia que dá até vontade de rir ! Esse milho deve estar passeando de férias né , e não entrou no mercado ainda .

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    • Alex Lopes Sorocaba - SP

      Não é de hoje que essas especulações fantasiosas influenciam o mercado a favor de interesses.

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