Milho: B3 sente falta de nova demanda no começo do ano e segue com pressão negativa
Podcast
Milho: B3 sente falta de demanda no começo do ano e segue com pressão negativa
![]()
O ano de 2023 começou com as cotações futuras do milho recuando na Bolsa Brasileira (B3). Dos 14 pregões já encerrados neste ano, em 11 a maior parte das cotações encerraram no vermelho e nos 3 dias de maioria altista, pelo menos uma das principais posições finalizou em queda.
Segundo o analista da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael, a baixa na demanda em dezembro e janeiro explicam essa tendência de recuos nas cotações futuras do milho no Brasil.
Ele explica que, apesar de números recordes nas exportações de dezembro e nas duas primeiras semanas de janeiro, esses já eram volumes contratados desde o início de dezembro e que não há registros de novos negócios acontecendo, exceto algumas negociações pontuais.
De qualquer forma, as exportações devem seguir sendo balizadoras dos preços no país. De fevereiro de 2022 a dezembro de 2022, foram embarcadas 41,8 milhões de toneladas de milho, o que somadas as 2,9 milhões do começo de janeiro e as 4,2 milhões do line-up contratado, encerraria o ano agrícola em 31 de janeiro com mais de 48 milhões de toneladas exportadas.
Rafael destaca o papel da China nessa demanda para exportação, já que, mesmo chegando na reta final do ano, os asiáticos foram responsáveis por comprar 2,8 milhões de toneladas já em 2022 e devem aumentar os pedidos para 2023, ano que os chineses devem importar, ao todo, 18 milhões de toneladas.
Outro ponto ressaltado pelo analista é que 2023 deverá ser um ano de muita incerteza no mercado de milho, com diversos fatores influenciando as cotações. Entre os principais, Rafael cita o tamanho da produção brasileira, as exportações, safra dos Estados Unidos e dólar muito volátil.
Confira a íntegra da entrevista com o analista da Germinar Corretora no vídeo.
1 comentário
Milho: B3 volta a subir nesta 5ª feira com clima preocupando para safrinha
Milho cai mais de 2% em Chicago nesta 4ª feira, acompanhando forte baixa do petróleo
Tamanho da safrinha de milho gera muitas incertezas no BR e mercado ainda não precificou perdas
Importação de insumos e geopolítica pautam 4º Congresso Abramilho
Futuros do milho fecham a 2ªfeira subindo mais de 1% em Chicago com força da soja, petróleo e exportações
Força da soja e do petróleo impulsionam cotações do milho que voltam a subir em Chicago nesta segunda-feira
Renato Santi Locatelli Alvorada do Sul - PR
Pois é, mas aqui na minha regiao se veja o contrário, demanda forte e sem vendedor, perdas no mercado doméstico na safra de verão e perdas consistentes na Argentina e provável diminuição na área de safrinha principalmente do Paraná e sao Paulo deve precisar o mercado em breve pois o ataque da cigarrinha está trazendo danos e aumento de custo o que está inviabilizando o plantio. Na minha humilde opinião milho seguirá com mercado forte e preço também.