Analista destaca que colheita nos EUA e mercado financeiro estão pressionando o preço do milho
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Analista destaca que colheita nos EUA e mercado financeiro estão pressionando o preço do milho
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A semana foi marcada por pressão nos preços do milho tanto na Bolsa de Chicago (CBOT) quanto na Bolsa Brasileira (B3). Entre os fatores que empurram as cotações para baixo estão o avanço da colheita do milho nos Estados Unidos e o cenário econômico global.
Segundo o analista de mercado da Grão Direto, Ruan Sene, os principais estados produtores norte-americanos estão colhendo suas lavouras que, mesmo com perdas certas na produtividade, garantem uma maior oferta entrando no mercado neste momento.
Do lado financeiro, é o temor por uma recessão mundial e os recentes aumentos de juros por parte alguns dos Bancos Centrais nacionais que seguram os preços.
Na visão de Sene, poucos fatores poderiam atuar para reverter esse movimento e trazer os preços para altas. Entre eles estão uma elevação de demanda por parte da Europa ou China e uma quebra de safra nos Estados Unidos ainda maior do que a já esperada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Já no Brasil, a colheita farta com recorde de produção na segunda safra injetou grande oferta no mercado, que ainda não apresentou demanda tão aquecida para influenciar nos preços. Por outro lado, as exportações devem seguir fortes e podem mexer com os preços.
O analista acredita que o volume embarcado em setembro deva superar o registrado em agosto e fechar o ciclo com recordes de exportação brasileira diante da demanda europeia e a possibilidade da China importar milho nacional ainda em 2022.
Confira a íntegra da entrevista com o analista de mercado da Grão Direto no vídeo.
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