Seca vai gerar perdas em cerca de 30% das áreas de milho safrinha em Campos de Júlio (MT), segundo produtor
Podcast
Entrevista com Tiago Daniel Comiran - Produtor Rural de Campos de Júlio - MT sobre a Safra de Milho
![]()
De acordo com o produtor rural Tiago Daniel Comiran, de Campos de Júlio, no Mato Grosso, a escassez de chuvas no Município deve gerar perdas em cerca de 30% da área plantada. Entretanto, a estimativa de quebra lestes locais deve variar muito, desde casos pontuais, com 5% de perdas, até áreas onde não se vai colher nada.
"Isso mporque desde 31 de março houve a entrada de uma frente fria que praticamente cortou as chuvas, e o que veio de volume foi muito manchado e esparso, e pegou estes 30% de área em faze de enchimento de grãos", explica.
Costumeiramente, a média de produtividade no Município é de cerca de 100 a 110 sacas por hectare, mas neste ano, apesar de a colheita ainda não ter começado para se ter uma noção melhor dos rendimentos, o produtor espera uma média entre 85 sacas por hectare. "Pode até chegar a 100 sacas por hectare, mas não passa muito disseo", complementou. As áreas que devem resultar em melhores médias produtivas foram aquelas plantadas mais cedo, que estavam mais bem formadas no período de seca mais severa.
A respeito da comercialização, Comiran pontua que o que já foi comprometido do miho está entre 50% a 70% da produção, com a maioria dos produtores travando custeio ou vendendo um pouco a mais para ter fluxo de caixa. "Agora o produtor deve esperar o que vai ser colhido e ir vendendo de acordo com o andar dos preços", afirmou.
0 comentário
Milho: B3 volta a subir nesta 5ª feira com clima preocupando para safrinha
Milho cai mais de 2% em Chicago nesta 4ª feira, acompanhando forte baixa do petróleo
Tamanho da safrinha de milho gera muitas incertezas no BR e mercado ainda não precificou perdas
Importação de insumos e geopolítica pautam 4º Congresso Abramilho
Futuros do milho fecham a 2ªfeira subindo mais de 1% em Chicago com força da soja, petróleo e exportações
Força da soja e do petróleo impulsionam cotações do milho que voltam a subir em Chicago nesta segunda-feira