Estiagem já tirou 60% do milho em Maringá/PR, mas geadas em julho podem causar ainda mais perdas
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Estiagem já tirou 60% do milho em Maringá/PR, mas geadas em julho podem causar ainda mais perdas
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90 dias. Este foi o período que algumas lavouras da região de Maringá no Paraná passaram sem chuva nesta segunda safra de milho. O resultado disso não poderia ser outro, perdas significativas já consolidadas na produtividade.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Maringá/PR, José Antônio Borghi, em média, são esperadas perdas entre 50 e 60% para a região, mas localidades ao norte do município apresentam perdas entre 80 e 100%, já que foram as que tiveram menos chuvas.
Como o plantio desta safrinha teve um mês de atraso, o ciclo da cultura foi postergado e a colheita deve começar apenas em meados de julho. Sendo assim, outro fator climático ainda tem potencial de trazer novos prejuízos aos produtores. A liderança aponta que geadas ao longo de julho podem tirar ainda mais produtividade das lavouras.
O cenário refletiu em dificuldades no mercado. Borghi destaca que muitos produtores vão ter dificuldades em cumprir contratos fechados antecipadamente e vai precisar haver renegociações junto as empresas. Mesmo para quem vai cumprir com as vendas, o preço médio obtido será baixo em comparação aos atuais patamares do milho.
Confira a entrevista completa com o presidente do Sindicato Rural de Maringá/PR no vídeo.
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