Mercado do frango teve poucas movimentações de preço durante junho com "queda de braço" entre varejo com menor oferta e população descapitalizada
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O mês de junho vai se encaminhando para o final mantendo o movimento lateralizado para os preços do frango, conforme explica o analista de mercado do Cepea, Luiz Gustavo Tutui. De acordo com ele, esta "manutenção" dos preços faz parte de um conjunto de menor oferta, devido às exportações aquecidas, e de uma "queda de braço" entre varejo e consumidor final.
Segundo Tutui, se comparados os preços do frango inteiro congelado (referência São Paulo) entre o primeiro dia de junho e a última sexta-feira (24), há um ligeiro aumento de 0,3%, cotado em R$ 7,70/kg. "Praticamente estável", disse.
O especialista aponta ainda que a tendência para o início de julho é que a movimentação deva seguir da mesma forma, uma vez que as exportações não dão sinais de que irão diminuir e há a escassez de pintinhos de corte para alojamento. Isso, inclusive, complica a equação quando se fala em aumentar a produção para melhorar os preços internos ao consumidor.
Outro ponto destacado por Tutui é a sazonalidade, já que em períodos mais frios a preferência de consumo se volta para a carne bovina e suína. "Mas tudo vai depender da competitividade entre as proteínas nesse caso em que o consumidor brasileiro se encontra descapitalizado", afirma.
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