Alojamento de pintos de corte segue estável em maio, mesmo com embargo saudita e altos custos de produção
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Entrevista com José Paulo Meirelles Kors - Presidente da Apinco Produção de Pintos de Corte
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Os alojamentos de pintos de corte no país devem se manter em maio na mesma média alcançada nos meses anteriores (580 milhões de aves), de acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco), José Paulo Meirelles Kors. Ele explica que, mesmo com o embargo da Arábia Saudita a 11 plantas brasileiras exportadoras de carne de frango e com os altos custos de produção, não há sinalização de redução nos alojamentos.
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Ainda que haja preocupação com a situação da Arábia Saudita, que pode fazer com que sobre mais carne de frango em solo brasileiro, pressionando os preços da proteína para baixo, Kors aponta que a preocupação mais imediata é com os custos de produção, puxados pelo farelo de soja e milho.
"A questão é até quando o setor vai aguentar a corda esticada desse jeito", questionou.
Para Kors, uma boa notícia é a Argentina ter anunciado suspensão nas exportações de carne bovina, o que pode impulsionar os embarques brasileiros e, por consequência, aumentar o preço da proteína bovina."Desta forma, o frango abre mais competitividade e deverá ser mais buscado", disse.
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