Setores de rações e carnes devem ficar atentos a possível 'apagão' de oferta de grãos entre retorno da TEC e início da colheita
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Entrevista com Victor Ikeda - Analista de Grãos do Rabobank sobre o Mercado de Ração
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Após a retirada da Tarifa Externa Comum (TEC) para importação de soja e milho de países de fora do Mercosul, aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) na última sexta-feira (16), o setor de rações e de produção de proteína animal deve se planejar para garantir os insumos, de acordo com o analista do mercado de grãos do Rabobank, Victor Ikeda.
Segundo ele, o prazo para importação de soja sem a tarifa vai até janeiro de 2021 e do milho, até março do ano que vem, entretanto, com o atraso no plantio da safra de soja no Brasil e em outros países da América do Sul por problemas climáticos, é possível que os grãos entrem no mrecado após estas datas.
"Para quem compra, já é interessante travar algumas posições, porque com o atraso, a soja deve chegar ao mercado depois de janeiro, e se houver algum problema climático no decorrer da safra, pode chegar em menor quantidade e em preços mais altos", disse.
A mesma possibilidade é citada em relação ao milho safrinha, que rep´poe, de fato, a demanda do mercado brasileiro. Com o atraso da soja, corre-se o risco de atrasar o plantio da safrinha, fazendo com que o milho fique mais vulnerável a intempéries.
"A retirada temporária da TEC não vai mexer na estrutura dos preços, não vai baixar drasticamente. Seguimos em viés de alta, e caso ocorra algo com as safras nacionais, os preços tendem a subir ainda masi, e só haverá uma recomposição de insumos com a entrada da safra dos Estados Unidos, em meados de 2021", explicou.
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