Apesar de recuperação nos preços do frango em junho/julho, margem de lucro ainda é curta, diz presidente da APA

Depois de amargar cotações em queda nos meses de abril e maio, junho e julho trouxeram um movimento de recuperação nos preços do frango. Entretanto, de acordo com o presidente da Associação Paulista de Avicultura, Érico Pozzer, os preços pagos pela ave em comparação aos custos de produção deixam uma margem de lucro ainda estreita.
"Para o avicultor que está empatando, já está de bom tamanho", disse.
Ele explica que a média do preço de venda da ave inteira abatida para casas de carne e supermercados paulistas é de R$ 4,60/kg, sendo que o custo de produção gira em torno de R$ 3,20/kg. Deste valor, R$ 2,20/kg se refere apenas ao custo da ração.
A Embrapa Suínos e Aves divulgou nesta semana que pela primeira vez neste ano, o custo de produção de frango de corte caiu, reduzindo em 0,3%. Para Pozzer, isso é "praticamente nada".
"Isso só mostra que o custo de produção está estável em patamares muito altos. Hoje em São Paulo é 'normal' R$ 50 a saca de milho de 60 quilos e R$ 1850, R$ 1870 a tonelada do farelo de soja", afirmou.
A expectativa é que na virada de julho para agosto os preços fiquem sustentados ou tenham leve aumento, motivados pelo consumo interno, já que as demais carnes concorrentes seguem caras, e pelas exportações.
"O brasileiro, por causa da crise, está mudando seus hábitos de consumo por causa da pandemia, crise econômica, consumindo proteínas mais baratas. Se não fosse esse auxílio de R$ 600 que o Governo federal está dando, a situação para a avicultura estaria bem pior", disse.
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