Mercado de suínos segue pressionado em janeiro com margem de lucro estreita para o suinocultor

As movimentações lentas no mercadpo de suínos neste início de ano deve permanecer, pelo menos, até o final de janeiro, conforme explica o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira. De acordo com ele, a expectativa é que a China retome as importações com mais intensidade após o fim deste mês, e que o consumo no mercado interno melhore até, pelo menos, a passagem do Carnaval.
"O produtor não esperava por essa queda nominal em relação ao final do ano, até porque o peso dos animais caiu bastante e a oferta de suínos para abate diminuiu em função das grandes vendas no fim do ano", conta.
De acordo com Ferreira, no ano passado, a arroba suína era cotada em cerca de R$ 120 a R$ 122, e hoje está em R$ 114, R$ 117. Ele explica que estes valores atuais mostram uma margem de lucro apertada, já que o custo de produção está em torno de R$ 100 por arroba.
"O mercado está com esses preços que estão muito próximos ao preço de custo, os primeiros 10 dias de janeiro foram de movimentações no custo. Na região de Campinas, hoje, a saca de 60kg de milho está em R$ 52, enquanto a tonelada do farelo de soja está em R$ 1400 a R$ 1450", conta.
Fazendo as contas da relação de troca, no minimo a arroba suína tem que comprar 2,5 sacas de milho, e o valor praticado para o animal hoje equivale à compra de 2,15 sacas.
Ferreira afirma que isso preocupa o setor, já que a expectativa do milho não é favorável. Seria necessário que a arroba suína fosse cotada, no mínimo, em R$ 130 para conseguir pagar 2,5 sacas de milho valendo R$ 52 a saca, segundo ele.
"Esse preço de R$ 130 a arroba a gente não conseguiu nem em dezembro, quando teve o maior negócio, com a arroba suína valendo R$ 122".
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