Quebra de produção na China refreou crise nos suínos e será o impulso em 2019; aves compensaram embargo da UE
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Quebra de produção na China refreou crise nos suínos e será o driver em 2019; aves compensou embargo da UE
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A peste suína na africana na China ajudou a escoar a produção de suínos no Brasil que se refletiu em uma melhora nas referências de preços. No entanto, o setor de aves acabou compensando com outros mercados após os embargos da União Europeia.
Segundo o Diretor-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, esse ano foi muito atribulado para o setor da suinocultura e avicultura devido ao embargo da Rússia e a greve dos caminhoneiros. "O Brasil tem 40% dos seus mercados no passado iam para a Rússia que toda essa mercadoria foi destinada ao mercado interno gerando uma perda de preço”, afirma.
Isso fez com que o mercado nacional vivenciasse uma turbulência, tendo em vista que em maio de 2018 aconteceu a greve dos caminhoneiros que ocasionou uma série de prejuízos. “A greve levou o setor a diminuir a produção de aves em 1,7% e menos 5% de suínos. Por isso, chegamos ao fim do ano com números que não são de crescimentos”, comenta.
Peste Suína
Até o momento, 10% da produção chinesa está comprometida que representa mais de 5 milhões de toneladas. “Os levantamentos que a associação fez na China destaca que o país vai precisar de quatro milhões de toneladas de carne suína. Porém, não tem essa produção disponível no mundo para suprir essa lacuna”, diz.
A China vai precisar importar a produção de carne suína do Brasil e dos Estados Unidos, na qual pode amenizar a situação da Guerra Comercial em virtude do país precisar dessa demanda. “Os chineses precisam de toda a carne americana e brasileira que for disponível”, relata.
2019
A tendência para o próximo ano é que o mercado interno vai ter a concorrência de dois grandes importadores, a China e a Rússia que vai precisar aumentar o número de fornecedores para diminuir o preço do produto no país. “Nós estamos prevendo um crescimento na casa dos 2% a 3%, tendo em vista que é um número conservador. Pois se a China realmente precisar de muita carne vamos ter que fazer um reforço para crescer mais ainda”, destaca.
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