Calor e tempo seco predominam no Tocantins, enquanto chuvas seguem concentradas na Amazônia
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A previsão do tempo para os próximos dias mantém um cenário de contrastes na região Norte do Brasil. Enquanto estados como Amazonas, Roraima e parte do Acre seguem registrando pancadas de chuva frequentes, áreas do Tocantins, sul do Pará e parte do Matopiba continuam enfrentando calor intenso e tempo seco.
No Tocantins, a situação chama atenção pela persistência das altas temperaturas e pela ausência de precipitações significativas. Em cidades como Araguaína, os termômetros devem variar entre 33°C e 36°C ao longo da semana, com mínimas entre 21°C e 23°C. Apesar da presença de algumas nuvens durante o dia, o céu permanece predominantemente aberto, sem condições favoráveis para formação de chuva.
Esse cenário é consequência da atuação mais ao norte da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema responsável pelo transporte de umidade para parte da região Norte. Atualmente, a faixa de maior umidade está concentrada sobre áreas próximas à Venezuela e às Guianas, reduzindo a disponibilidade de umidade sobre o Tocantins e o sul do Pará.
O mesmo padrão também se repete em áreas do Maranhão e do Piauí, onde o tempo seco favorece a elevação das temperaturas. No sul do Pará, cidades como Paragominas e Tucuruí devem registrar máximas entre 31°C e 33°C nos próximos dias.
Já na porção oeste da região Norte, o cenário é bastante diferente. A influência da Floresta Amazônica favorece a formação de nuvens e mantém a ocorrência de pancadas de chuva quase diárias. Em Manaus, por exemplo, há previsão de trovoadas e chuvas ao longo de praticamente toda a semana, com temperaturas mais amenas, variando entre 28°C e 30°C.
No Acre, a previsão indica maior irregularidade nas chuvas. Em Rio Branco, as máximas podem chegar aos 33°C nesta terça-feira, mas uma queda significativa nas temperaturas é esperada a partir de quarta-feira, quando os termômetros não devem passar dos 24°C. O resfriamento está associado à maior presença de nebulosidade e também à influência de uma massa de ar frio que avança pelo interior do continente, provocando o fenômeno conhecido como friagem.
Quando o assunto é chuva, os maiores volumes previstos continuam concentrados no extremo norte da região. Os modelos meteorológicos indicam acumulados que podem chegar a 80 milímetros no noroeste do Amazonas até o final da semana. Em Roraima, os volumes podem ultrapassar os 50 milímetros.
Um detalhe que chama atenção é que as áreas de instabilidade seguem praticamente o trajeto do Rio Amazonas. As nuvens carregadas se distribuem ao longo do corredor formado pelo rio, desde o oeste do Amazonas até a sua foz, no Pará.
Nas demais áreas da região Norte, as chuvas ocorrem de forma mais irregular e mal distribuída. No Acre, Rondônia e parte do Pará, os acumulados previstos variam entre 10 e 25 milímetros, sem grandes eventos de precipitação.
Com isso, o produtor rural do Tocantins e do sul do Pará deve continuar enfrentando uma combinação de calor intenso, baixa umidade e ausência de chuvas, enquanto as áreas mais próximas da Amazônia seguem beneficiadas por umidade mais abundante e precipitações frequentes.
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