Café: Expectativa para 2022 é positiva e cooperativa segue estudando alternativas para driblar principais transtornos do setor
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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o presidente da Cooperativa Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, destacou os obstáculos enfrentados pelo produtor durante a safra de 2021, com destaque para as adversidades climáticas e os gargalos logísticos.
A Cooxupé reconhece ainda que a florada da safra 22 não teve o “pegamento” que era esperado. "Também nós temos que ressaltar algum lado positivo do nosso negócio. O mercado de café nos trouxe essa possibilidade de atravessar esse momento de transtorno que nós tivemos. Além do mercado com preços ascendentes, também tivemos a qualidade do café, foi um ano de alta qualidade", comenta.
Alternativas na exportação
A Cooxupé revisou para baixo em quase 20% sua projeção de embarques em 2021 por problemas logísticos, e está encerrando o ano com despacho atípico de "big bags" direto no navio para atenuar o impacto da escassez de contêineres nas vendas externas.
Antes do problema logístico se acentuar, a expectativa da Cooxupé era embarcar 7,2 milhões de sacas de 60 kg, das quais 6,5 milhões de sacas seriam de exportação, estimativas que caíram agora para embarque de 5,8 milhões de sacas, sendo 4,8 milhões de sacas para o mercado externo.
Com isso, os embarques totais (mercado externo e interno) ficarão 19,4% abaixo do previsto inicialmente e também recuarão na comparação com os 5,9 milhões de sacas de 2020, quando o Brasil colheu sua maior safra da história. Buscando contornar o problema, o presidente da Cooxupé disse que a cooperativa participará do primeiro embarque de café em "big bags" de cerca de mil quilos.
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