Julho volátil: Clima, entrada da safra e pandemia devem manter o mercado com altas e baixas, diz Rabobank
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Entrevista com Guilherme Morya - Analista da Rabobank sobre as Perspectivas para o Mercado do Café
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Apesar do mercado futuro do café arábica ter registrado poucas vairações na Bolsa de Nova York (ICE Future US) no pregão desta quarta-feira (8), o analista de café Guilherme Morya, do Rabobank, afirma que a tendência é que o mercado continue apresentando volatilidade durante todo o mês de julho.
O analista afirma que os dois pontos que tendem a chamar mais atenção do mercado, além do clima, é a colheita de café e as possíveis consequências da pandemia do Coronavírus para o Brasil. Destaca ainda que a colheita acontece de maneira mais lente e que acompanha também a disponibilidade de containers para exportação, apesar do Brasil ainda não ter enfrentado grandes problemas nos embarques.
Guilherme destaca que os dados ainda são avaliados, mas que a colheita deste ano já é mais cara quando comparada com 2019, por conta da safra de ciclo alto e também pelos custos extras com a pandemia. "Os trabalhos estão indo bem, um pouco mais que o normal, salvo alguns problemas pontuais", destaca referindo-se tanto à produção de arábica, quanto à produção de conilon.
Os estoques nas principais regiões do Brasil estão com níveis mais baixos quando comparados com os outros anos, o que pode ser um fator de alta para os preços em Nova York. O novo café, segundo o analista, deve começar a pressionar os preços quando o mercado entender melhor como ficará a demanda no pós pandemia.
Veja a análise completa no vídeo acima
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