Oferta restrita de animais e margens apertadas não dão alívio para frigoríficos que adotam artifícios para seguir operando
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Entrevista com Douglas Coelho - Sócio da Radar Investimentos sobre o Mercado do Boi Gordo
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A oferta restrita de animais e o baixo consumo de carne no mercado interno estão impactando as operações das indústrias frigoríficas. Algumas empresas optaram por paralisar as operações e outras estão abatendo em dias alternados para destinar menos produto ao mercado doméstico.
De acordo com o sócio da Radar Investimentos, Douglas Coelho, as margens dos frigoríficos devem ficar menores se comparado com o mesmo período do ano passado. “Até mesmo a indústria que atua na exportação pode ter a rentabilidade comprometida, já que os preços do boi gordo registraram ganhos mais significativos do que a carne e o dólar”, informa.
A expectativa do mercado é que o volume de animais de pasto deve começar a entrar no mercado a partir de maio com o término do período de chuvas. “Com a retenção de matrizes, podemos ter uma disponibilidade menor de animais frente aos anos anteriores. Não acreditamos que a entrada de animais vai pressionar negativamente os preços da arroba”, comenta.
Com relação a demanda, Coelho relata que o pagamento dessa nova fase do auxílio emergencial é mais limitado em relação às pessoas beneficiadas e ao valor. “Diante desse cenário de oferta restrita de animais, qualquer estímulo contribui para a sustentação dos preços da carne no atacado”, ressalta.
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