Brasil fecha safra de algodão 20/21 com redução na produção após menos área plantada e falta de chuvas
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Brasil fecha safra de algodão 20/21 com redução na produção após menos área plantada e falta de chuvas
A safra de algodão 2020/21 está oficialmente encerrada no Brasil e os resultados, que já eram esperados mais baixos do que os do ciclo anterior, acabaram sendo ainda mais baixos devido as condições adversas de clima.
Segundo o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, a temporada anterior representou 3 milhões de toneladas colhidas e para esta safra a expectativa era de 2,4 milhões em função da redução de área plantada registrada. Porém, a falta de chuva na reta final de desenvolvimento em Mato Grosso e Goiás reduziu o patamar para 2,3 milhões de toneladas.
Por outro lado, a produtividade média de 1.700 quilos por hectare, apesar de mais baixa, segue sendo positiva diante dos parâmetros internacionais e a qualidade da fibra foi muito positiva, superando inclusive as registradas em anos anteriores.
Olhando para o mercado, Busato explica que, após os preços muito baixos na época de tomada de decisão, as cotações melhoraram para algo entre 63 e 65 centavos de dólar e permitiram vendas de 50 a 60% da produção para custear as lavouras. Depois, os preços continuaram subindo e deram melhores condições de rentabilidade.
Esses preços positivos também estão presentes nas negociações da nova safra 2021/22 que se aproxima com boas perspectivas para a entidade. A liderança ressalta que deve haver uma retomada no crescimento de plantio e a expectativa é chegar novamente perto das 3 milhões de toneladas produzidas.
As atividades de plantio começam já em dezembro na Bahia e deve iniciar em janeiro no Mato Grosso e Goiás. Pelo menos por enquanto, as condições estão positivas e não devemos rever situações de grandes atrasos nos trabalhos como no ano passado.
Confira a íntegra da entrevista com o presidente da Abrapa do vídeo.
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