Números de intenção de plantio do USDA serão fundamentais para ditar rumo das cotações do algodão, diz analista
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Números de intenção de plantio do USDA serão fundamentais para ditar rumo das cotações do algodão, diz analista
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Com o início da pandemia do novo Coronavírus em 2020 as cotações do algodão despencaram no mercado internacional, mas se recuperam rapidamente, com a retomada das atividades da cadeia com as indústrias asiáticas voltando a produção, e voltaram aos patamares pré-pandemia.
Porém, nos últimos dias os preços estão caindo tanto na Bolsa de Nova York, que saiu dos elevados 95 centavos de dólar por libra peso para o limite de baixa em 80 centavos, e no Brasil, que caiu de R$ 5,21 para R$ 4,80, conforme aponta o analista da SAFRAS & Mercado, Élcio Bento.
Entre os fatores responsáveis por esta retração, o analista cita o agravamento da Covid-19 na Europa, Índia e Brasil, uma reunião entre Estados Unidos e China considerada fracassada e baixos números de exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Mas é justamente o USDA quem pode mudar este rumo daqui para a frente. Bento destaca que, na próxima semana, a instituição irá divulgar seu primeiro relatório de intenção de plantio para a próxima safra norte-americana e o rumo das cotações dependerá do que for relatado.
Caso a área permaneça próxima aos 12 milhões de acres registrados no ciclo anterior, as quedas devem permanecer no quadro e, até mesmo, se intensificarem. Por outro lado, caso haja uma redução nesta intenção de plantio, os preços em Nova York podem voltar a subir.
Confira a íntegra da entrevista com o analista da SAFRAS & Mercado no vídeo.
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