Dólar tende a seguir ainda muito volátil e precisa entrar na gestão de risco do produtor
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A volatilidade no mercado cambial deverá continuar e o dólar frente ao real deverá seguir circulando o intervalo entre os R$ 4,90 e os R$ 5,00, como explicou o analista sênior de inteligência de mercado da StoneX, Leonel Mattos, em entrevista ao Bom Dia Agronegócio desta sexta-feira (1). Perto de 13h (horário de Brasília), a divisa perdia 0,5% para ser cotada a R$ 4,98.
Entre os fatores que mantêm essa volatilidade ainda muito ativa estão algumas incertezas que rondam a economia dos EUA. "Existe uma oscilação dos dados econômicos dos Estados Unidos que deixa o pessoal um pouco sem saber sobre o futuro dos juros americanos". Ainda assim, Mattos afirma que para o ano a tendência é levemente altista, com o país devendo fazer o corte de seus juros em algum momento e levando, prejudicando o valor do dólar no exterior.
"Mas, no curto prazo, eu diria que é uma tendência lateral".
A China também permanece no radar. Na semana que vem, o Partido Comunista Chinês realiza uma de suas reuniões de diretrizes mais importantes e medidas que sairão desta encontro também estão sob monitoramento do mercado. "Há um cenário de cautela em relação ao desempenho da economia chinesa, de que está perdendo ritmo em seu crescimento. Por isso, a expectativa é tão grande para esta reunião, em que provavelmente o mercado espera o anúncio de medidas para ajudar a China a voltar a crescer mais. A China crescendo mais é melhor pra nós, mais exportações, mas o dólar volta a cair", explica.
O atual momento também permanece sob atenção, em especial, sobre o ritmo das compras chinesas. A demanda da nação asiática mantém-se presente, porém, acontecendo de forma mais cadenciada, paulatina, e deixa os mercados também recebendo o impacto deste consumo de forma mais suave.
Os movimentos no Brasil também estão em foco, em especial sobre o futuro da taxa básica de juros. O analista acredita que haverá ainda uma manutenção nos cortes de 0,5 ponto percentual na Selic - com a possibilidade de 2024 ser finalizado com a taxa em 9% - o sinal de alerta, porém, fica sobre a possibilidade de menores investimentos por conta disso, resultando em um alta do câmbio.
"O produtor precisa se preparar para um ano de mais volatilidade, em que não temos tanta clareza sobre o que vai acontecer nos próximos meses. Existe uma tendência de que o dólar suba um pouco até o final do ano, mas de forma contida, o que pode ajudar nas receitas, mas prejudica nos custos".
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