Melhoria de poder aquisitivo na Ásia e aumento populacional sustentarão demanda pelo agro brasileiro nos próximos anos
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O crescimento populacional no planeta e a demanda crescente por alimentos de melhor qualidade são dois fatos que sustentarão a procura pela produção do agronegócio brasileiro. Isso é o que afirmou Paulo Herrmann, ex-presidente da John Deere Brasil, quando foi questionado por Roberto Rodrigues sobre quanto o mundo espera da agricultura nacional nos próximos 10 anos, durante o Conexão Campo Cidade desta semana.
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Segundo Herrmann, há a população do sudeste asiático está se deslocando para países como os Emirados Árabes Unidos, onde apenas 15% dos moradores são nativos. Por lá, de acordo com ele, hoje moram muitas pessoas que melhoram de vida e passam a comer melhor, em um lugar onde não existe vocação nem intenção de aumentar a produção de alimentos.
A oferta para atender essa crescente demanda não poderia vir de Europa ou Estados Unidos, conforme afirmou Herrmann, pois são lugares que já atingiram o máximo do que podem produzir em termos de agricultora. Esses alimentos estão precisariam ser produzido nos Brasil. No entanto, ele alertou sobre a necessidade de equilibrar a produção com a demanda real, evitando excessos.
Outro ponto crítico levantado foi a questão das projeções de safra, especialmente aquelas feitas por organizações americanas, como o USDA. Paulo criticou a precisão dessas estimativas, destacando discrepâncias e a necessidade de o Brasil ter seu próprio sistema de observação e estatísticas confiáveis.
A entrevista também abordou a visão do mercado externo sobre a produção agrícola brasileira. Apesar de alguns preconceitos ideológicos e comerciais, há uma admiração geral pela eficiência e inovação do setor agropecuário brasileiro. Foi destacado que o Brasil não se limita à produção singular de um produto, mas opera em sistemas integrados, permitindo múltiplas safras em um ano, uma vantagem única dos trópicos.
Essa capacidade de produção diversificada e eficiente coloca o Brasil em uma posição de destaque no cenário agrícola mundial, mas também traz desafios, ao ter que conviver com críticas de nações que são menos eficientes e criam barreiras comerciais.
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