Fertilizantes: Todas as relações de troca estão abaixo da média e precisam ser monitoradas pelo produtor
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Os preços dos fertilizantes seguem em baixa nesta primeira quinzena de abril. Apesar da recente alta da ureia nesta última semana, com uma demanda mais presente do produtor americano, preços ainda estão menores do que há um ano e dão melhores chances ao produtor brasileiro. No cloreto de potássio, as relações de troca já caem de 39 para 17 sacas para a soja na comparação anual, com a tonelada do produto voltando para algo perto de US$ 400,00 por tonelada depois das referências terem testado mais de US$ 1100,00.
Ainda assim, como explica o analista de fertilizantes da Agrinvest Commodities, Jeferson Souza, as compras do produtor brasileiro - considerando soja 2023/24 e milho - estão atrasadas. "Os produtores estão muito preocupados com os rumos dos preços de seus produtos. E isso influencia muito na hora da tomada de decisões. Ele está muito focado agora em saber pra onde vai em relação à venda, à comercialixação dele que também está atrasada, infelizmente. E isso dificulta a comercialização de fertilizantes", diz.
Souza complementa dizendo que o atual momento apresenta fundamentos nos mercados de fertilizantes que sinalizam a continuidade de leves baixas, no entanto, afirma também que as janelas de oportunidades para negócios podem ser menos frequentes e mais estreitas, por isso a necessidade do monitoramento e dos bons momentos para a garantia de custos mais baixos. Afinal, além dos fertilizantes, estão caindo também os defensivos.
"O custo total de produção da safra 2023/24 é um custo bem inferior ao custo da safra passada e tende também a ser inferior à média dos últimos anos, o que para o produtor é um ponto positivo muito grande", explica o especialista. "O produtor tende a analisar somente o custo nominal, e ele olha somente o custo em real da matéria-prima, mas não faz a combinação. E ele precisa fazer a combinação com o preço de venda da sua soja, seu milho, seu trigo, essa é sua verdadeira moeda".
Sobre os fosfatados, Souza destaca que parte das baixas nos preços se deu também com uma maior participação da China no mercado e pelas maiores importações brasileiras, que de janeiro a março chegaram a um volume recorde de MAP, por exemplo. Para o cloreto de potássio, um melhor escoamento do produto da Bielorrússia, que é um fornecedor-chave para este produto no mercado mundial.
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