Soja ainda caminha de lado em Chicago nesta 4ª, mesmo com novas vendas dos EUA
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O mercado da soja segue caminhando de lado nesta quarta-feira (10) na Bolsa de Chicago, testando os dois lados da tabela no início da tarde. A semana tem sido negativa para este mercado e o novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que veio morno ontem também não ajudou. Os traders precisam de novas notícias.
No entanto, a novidade trazida hoje pelo USDA de novas vendas informadas ao departamento teve apenas um impacto limitado às cotações praticadas na CBOT. Foram vendas de soja em grão e farelo para a China, Polônia e destinos não revelados, com todo volume sendo da safra 2025/26.
A semana tem sido negativa para este mercado e o novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA que veio morno ontem também não ajudou. Assim, por volta de 12h55 (horário de Brasília), as cotações subiam nos primeiros vencimentos de 0,25 a 1,25 ponto, levando o janeiro a US$ 10,88 e o maio a US$ 11,09 por bushel.
As notícias que movimentam os preços ainda são as mesmas. A demanda da China acontecendo nos Estados Unidos, mas com certa parcimônia e limites, o clima sob forte atenção no Brasil - e em toda a América do Sul produtora de soja - os cenários geopolíticos e o financeiro, em especial o caminhar do dólar frente ao real nos últimos dias.
Ainda nesta semana, a redução das retenciones - os impostos de exportação da Argentina - pelo governo de Javier Milei vieram como mais um ponto de pressão sobre as cotações do complexo soja. O importante agora será acompanhar o movimento da comercialização argentina depois da medida, que já aconteceu mais de uma vez neste ano.
Nesta quarta-feira, seguem recuando os futuros do farelo de soja na CBOT, enquanto o óleo volta a subir, dando algum suporte ao grão.
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