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Clima aumenta pressão de doenças sobre trigo no Sul e colheita chega a 6,7% no Brasil

Conab alerta para manchas foliares e doenças bacterianas no RS, enquanto alta umidade favorece doenças fúngicas no Paraná
Publicado em 25/08/2026 11:50
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A colheita do trigo avançou para 6,7% da área cultivada no Brasil, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, os trabalhos alcançavam 4,7% das lavouras.

O ritmo está abaixo dos 7,7% registrados no mesmo período de 2025 e da média dos últimos cinco anos, de aproximadamente 8%.

Mais do que o avanço da colheita, porém, as condições climáticas seguem no centro das atenções nas principais regiões produtoras.

No Rio Grande do Sul, a maior parte das lavouras do Planalto Superior permanece em perfilhamento, enquanto as áreas implantadas no início da janela já chegam ao final do florescimento e início do enchimento de grãos.

Segundo a Conab, as condições meteorológicas recentes têm favorecido manchas foliares e doenças bacterianas, além de poderem comprometer o desenvolvimento das plantas e o potencial produtivo.

No Paraná, as condições gerais seguem favoráveis ao desenvolvimento do trigo, mas a alta umidade provocou ocorrência de doenças fúngicas em algumas regiões.

Santa Catarina apresenta, de maneira geral, boas condições de lavoura, beneficiadas pela maior radiação solar registrada no início da semana.

Já em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, a brusone continua impactando o desempenho das lavouras. Em Minas, houve redução de produtividade em algumas áreas; em Goiás, as produtividades apresentam variabilidade; e em Mato Grosso do Sul, a Conab aponta perda de potencial produtivo principalmente no Sul e na região de fronteira.

Entre os estados que já iniciaram a colheita, Goiás chegou a 76%, Minas Gerais a 53%, Mato Grosso do Sul a 57% e São Paulo a 5%.

A previsão meteorológica também mantém o alerta para o Sul do país. A partir do dia 27, uma nova frente fria deve provocar instabilidades no Rio Grande do Sul, com acumulados diários que podem superar 50 milímetros e possibilidade de danos pontuais às lavouras.

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