Trigo recua em Chicago com realização de lucros e mercado segue atento aos riscos na logística global
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Os contratos futuros do trigo negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operaram em baixa na atualização desta quinta-feira (16), em um movimento de realização de lucros após os fortes ganhos registrados nas últimas sessões. Apesar da correção, o mercado continua monitorando fatores que podem limitar uma queda mais intensa, principalmente os riscos à logística de exportação da Rússia, maior exportadora mundial do cereal.
Por volta das 14h (horário de Brasília), as cotações apresentavam o seguinte desempenho:
Mercado em Chicago
Setembro/26: US$ 6,73/bushel, com baixa de 4,25 centavos.
Dezembro/26: US$ 6,89/bushel, com baixa de 2,75 centavos.
Março/27: US$ 7,02/bushel, com baixa de 1,25 centavo.
Mesmo com o recuo desta quinta-feira, o mercado segue sustentado pelas preocupações com o cenário geopolítico no Mar Negro. A atenção dos investidores permanece voltada para os impactos dos ataques registrados na região do Mar de Azov, importante corredor para o escoamento das exportações russas de trigo.
Segundo informações do mercado internacional, os ataques levaram à interrupção temporária da navegação no canal Don Azov, rota estratégica por onde passa uma parcela relevante das exportações de trigo da Rússia. A possibilidade de novos entraves logísticos elevou a percepção de risco para a oferta global e ajudou a impulsionar os preços nas últimas sessões.
Embora a baixa desta quinta-feira reflita principalmente um ajuste técnico após a recente valorização, os fundamentos permanecem sensíveis. Qualquer dificuldade no fluxo de embarques da região do Mar Negro tende a repercutir rapidamente nas bolsas internacionais, já que Rússia e Ucrânia continuam desempenhando papel relevante no comércio mundial de trigo.
No Brasil, o cenário segue marcado pela atenção às condições da safra de inverno e ao comportamento dos preços internos. A comercialização continua influenciada pelo andamento da produção nacional, pela necessidade de importações e pelas oscilações do mercado internacional, fatores que seguem determinando a formação dos preços pagos aos produtores e à indústria.
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