Trigo abre em baixa nesta 3ª feira após forte alta da semana passada e mercado monitora oferta global

Cotações recuam em Chicago, enquanto mercado segue atento às estimativas de produção nos Estados Unidos e à oferta restrita no Brasil
Publicado em 14/07/2026 09:59 e atualizado em 14/07/2026 11:00

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Os contratos futuros do trigo iniciaram os negócios desta terça-feira (14) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), em um movimento de ajuste após os ganhos registrados na última semana com a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Apesar do recuo no exterior, os fundamentos continuam indicando um cenário de oferta global mais apertada, o que mantém o mercado atento aos próximos desdobramentos.

Cotações no início da manhã 

Julho/26: US$ 6,15/bushel, com baixa de 12,0 centavos.
Setembro/26: US$ 6,32/bushel, com baixa de 3,0 centavos.
Dezembro/26: US$ 6,47/bushel, com baixa de 3,4 centavos.

O mercado realiza parte dos lucros obtidos após o USDA reduzir a estimativa da produção norte-americana para 41,81 milhões de toneladas, o menor volume desde a safra 1970/71. A revisão reforçou as preocupações com a oferta mundial e sustentou as cotações nos últimos dias. Segundo o Departamento, a produção global de trigo em 2026/27 também deverá ser ligeiramente menor do que a prevista anteriormente, reflexo principalmente da redução das estimativas para Estados Unidos e Canadá.

No Brasil, o mercado físico continua sustentado pela disponibilidade limitada da safra velha. De acordo com pesquisadores do Cepea, a oferta restrita mantém os preços internos firmes, embora a valorização do real frente ao dólar favoreça as importações e limite altas mais intensas no mercado doméstico.

As negociações seguem pontuais, com vendedores mantendo postura cautelosa à espera de melhores oportunidades de comercialização, enquanto compradores continuam adquirindo apenas volumes necessários para abastecimento imediato. Esse cenário reduz a liquidez, mas mantém as cotações domésticas em patamares elevados.

Para o restante da semana, o mercado continuará acompanhando o desenvolvimento das lavouras no Hemisfério Norte, as condições climáticas nas principais regiões produtoras e os reflexos do novo balanço de oferta e demanda do USDA sobre o comércio internacional de trigo.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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