Trigo abre em leve baixa em Chicago, enquanto mercado brasileiro segue sustentado por negociações pontuais

Contratos recuam no início do pregão, mas oferta restrita mantém preços firmes no mercado interno
Publicado em 07/07/2026 09:50

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O mercado futuro do trigo iniciou os negócios desta terça-feira (7) com leves perdas na Bolsa de Chicago (CBOT), em um movimento de realização após a forte alta registrada na sessão anterior. Apesar do recuo externo, o mercado brasileiro segue sustentado pela baixa disponibilidade de produto e pelo ritmo lento das negociações no mercado físico.

Cotações no início da manhã (por volta das 9h40, horário de Brasília)

Julho/26: US$ 6,09/bushel, com alta de 3,2 centavos.
Setembro/26: US$ 6,12/bushel, com baixa de 1,4 centavo.
Dezembro/26: US$ 6,27/bushel, com baixa de 1,0 centavo.

A abertura reflete um mercado em busca de acomodação após o avanço da segunda-feira. Os investidores continuam monitorando o desenvolvimento das lavouras no Hemisfério Norte e o comportamento da demanda internacional, enquanto aguardam novos indicadores capazes de direcionar os preços.

No Brasil, o cenário permanece de firmeza no mercado físico. Segundo pesquisadores do Cepea, os negócios continuam ocorrendo de forma pontual, uma vez que a oferta disponível segue limitada. Produtores permanecem retraídos nas vendas, enquanto compradores adquirem apenas volumes necessários para reposição de estoques, o que mantém a liquidez reduzida e sustenta as cotações domésticas.

Além da oferta restrita, o mercado acompanha o desenvolvimento da nova safra brasileira. As condições climáticas seguem no radar dos agentes, especialmente nas regiões produtoras do Sul, onde o comportamento das chuvas será decisivo para o potencial produtivo e para a qualidade do cereal.

Enquanto Chicago apresenta pequenas oscilações no início do pregão, o mercado nacional continua respaldado por fundamentos internos, com disponibilidade limitada de trigo da safra anterior e expectativa em torno da evolução da produção de 2026. Esses fatores seguem dando sustentação aos preços praticados no mercado brasileiro.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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