Trigo inicia terça-feira em baixa em Chicago com expectativa de safra maior na Rússia

Contratos recuam no início desta manhã na CBOT diante da revisão para cima da produção russa, enquanto mercado acompanha o avanço da colheita no Hemisfério Norte
Publicado em 30/06/2026 09:47

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Os preços futuros do trigo iniciaram os negócios desta terça-feira (30) em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). O mercado segue pressionado pelas perspectivas de aumento da oferta global, com os investidores acompanhando o início da colheita no Hemisfério Norte e as novas estimativas para a safra da Rússia.

No início desta manhã, o contrato julho/26 era negociado a US$ 5,68 por bushel, com queda de 1,5 ponto. O setembro/26 recuava para US$ 5,77 por bushel, perda de 3 pontos, enquanto o dezembro/26 era cotado a US$ 5,94 por bushel, com baixa de 3,25 pontos.

O principal fator de pressão sobre as cotações é a revisão para cima da produção russa. A consultoria Argus elevou sua estimativa para a safra de trigo 2026/27 da Rússia para 91,2 milhões de toneladas, acima da projeção anterior de 88,7 milhões de toneladas e o maior volume desde a temporada recorde de 2022/23. A revisão reflete a melhora das condições das lavouras de trigo de inverno, especialmente nas regiões do sul do país.

A Argus destaca que a produção de trigo de inverno pode atingir um recorde de69,1 milhões de toneladas, compensando a expectativa de menor produção de trigo de primavera. Ainda assim, a consultoria alerta que chuvas intensas durante a colheita podem afetar a qualidade dos grãos e que eventuais atrasos nos trabalhos de campo seguem no radar dos participantes do mercado.

Para o mercado brasileiro, a perspectiva de uma safra maior na Rússia reforça a expectativa de ampla oferta no mercado internacional, fator que tende a limitar avanços mais consistentes das cotações em Chicago. Ao mesmo tempo, produtores e agentes do setor seguem acompanhando o desenvolvimento da safra nacional e a competitividade do trigo importado, especialmente em um cenário de necessidade de abastecimento dos moinhos brasileiros.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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