Trigo fecha em alta em Chicago e avanço do plantio reforça atenção sobre a nova safra
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O mercado futuro do trigo encerrou esta quarta-feira (10) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). O movimento foi sustentado por compras técnicas e pela preocupação com as condições climáticas em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos, onde chuvas podem atrasar a colheita do trigo de inverno.
Fechamento dos contratos
Julho/26: US$ 5,87/bushel, com alta de 2,25 pontos.
Setembro/26: US$ 5,99/bushel, com alta de 2,75 pontos.
Dezembro/26: US$ 6,16/bushel, com alta de 3 pontos.
O que sustentou as cotações
Em Chicago, os futuros registraram ganhos ao longo da sessão diante das previsões de chuvas sobre áreas produtoras do cinturão de trigo dos Estados Unidos. Segundo análises de mercado, os volumes previstos podem limitar o ritmo da colheita em estados importantes como Kansas, Oklahoma e Texas, mantendo a atenção dos investidores sobre a oferta norte-americana.
Além disso, o mercado segue monitorando a condição das lavouras de trigo de inverno dos Estados Unidos. Relatórios recentes apontam deterioração em parte das áreas cultivadas, fator que contribui para limitar pressões baixistas mais intensas sobre as cotações internacionais.
Plantio avança no Brasil
Enquanto Chicago reage ao clima norte-americano, o foco no mercado brasileiro permanece sobre o desenvolvimento da safra 2026.
Segundo pesquisadores do Cepea, as condições de umidade do solo têm favorecido a semeadura nas principais regiões produtoras. A boa disponibilidade hídrica proporciona germinação uniforme e melhores perspectivas para o estabelecimento das lavouras.
Dados da Conab mostram que, até 1º de junho, a semeadura atingia 41,1% da área nacional prevista para o trigo, com os trabalhos já concluídos em São Paulo e Mato Grosso do Sul.
No Paraná, principal produtor nacional, o avanço é ainda mais expressivo. Informações da Seab/Deral indicam que 67% da área prevista já havia sido semeada até o início de junho, com várias regiões próximas da conclusão dos trabalhos.
No Rio Grande do Sul, a implantação das lavouras segue em ritmo gradual. Conforme a Emater/RS e a Conab, o plantio alcançava cerca de 9% da área projetada, condicionado principalmente às condições de umidade do solo.
Mercado físico continua firme
Apesar da evolução do plantio, o mercado físico segue sustentado pela oferta limitada de trigo remanescente da safra passada. A comercialização continua seletiva, com vendedores cautelosos e compradores buscando lotes de melhor qualidade.
O mercado encerra o dia acompanhando dois fatores centrais: a evolução climática nos Estados Unidos, que influencia diretamente as cotações internacionais, e o desenvolvimento da nova safra brasileira, que começa a ganhar ritmo nas principais regiões produtoras.
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